Maria de Lourdes de Mello e Castro
| Maria de Lourdes de Mello e Castro | |
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| Nascimento | 24 de outubro de 1903 Tomar |
| Morte | 28 de julho de 1996 (92 anos) |
| Cidadania | Portugal |
| Ocupação | pintora |
Maria de Lourdes Campeão de Melo e Castro Esteves de Brito ComIH (Tomar, Tomar, 24 de outubro de 1903 — Santa Isabel, Lisboa, 28 de julho de 1996) foi uma pintora naturalista portuguesa do século XX.
Biografia
Nasceu na Rua dos Oleiros, freguesia e concelho de Tomar, no dia 24 de outubro de 1903. Era filha única do proprietário e agricultor Diniz de Mello e Castro Esteves de Brito, natural da freguesia e concelho de Figueiró dos Vinhos, e de Maria Adelinda Delgado Campeão, doméstica, natural da freguesia e concelho de Tomar, descendente de uma família de nobreza rural proveniente de Alpedrinha e fixada em Tomar.[1]
Casou a 16 de Agosto de 1937, na capela da Quinta das Avessadas, em Tomar, propriedade da sua família, com o médico-cirurgião de gastroenterologia Guilherme Pinto Rodrigues da Costa (Alvellos), natural do Porto (freguesia de Cedofeita), filho do Visconde de Alvellos. Guilherme Pinto Rodrigues da Costa morreu a 25 de dezembro de 1964, na freguesia de Santa Isabel, em Lisboa.[1]
Foi uma pintora portuguesa do século XX, cuja obra se enquadra na corrente estética da naturalismo.[2]
Foi discípula de José Malhoa, de 1921 até à morte do pintor. Da obra de Maria de Lourdes destacam-se a pintura de género, a paisagem e o retrato, bem como o uso do pastel.
Escreve Nuno Saldanha que «é efectivamente no género, que se consubstancia a essência da originalidade da pintura de Maria de Lourdes, não obstante, como vimos, alguns críticos não o terem entendido na época. Através de uma visão própria, na expressão das poses características do seu meio social, aristocrático e rural, em constantes encenações do quotidiano, a pintura converte-se numa espécie de "diário visual", do seu mundo feminino, de emoções, confidências, e relacionamentos sociais que, de certo modo, se mostra particularmente inovador no panorama da pintura portuguesa novecentista.»[3]
Morreu a 28 de julho de 1996, na freguesia de Santa Isabel, em Lisboa.[1]
Reconhecimento
A 10 de Junho de 1991, foi agraciada com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.[4]
A Câmara Municipal de Tomar homenageou a pintora dando o seu nome a uma avenida, ao passo que a Câmara de Lisboa lhe concedeu uma rua. [5]
Exposições
Participou nas seguintes exposições:
1948 - Exposição de Arte Portuguesa em Luanda e Lourenço Marques
1957 - Galeria Pórtico - IV exposição colectiva de artistas plásticos
1966 - Museu Arte Popular - As artes ao serviço da nação
1979 - Paris - Exposição de Retrato Paul-Weiller
1982 - Fundação Calouste Gulbenkian - Os Anos 40 na Arte Portuguesa
1983 - Câmara Municipal de Tomar - Exposição Retrospectiva de Homenagem
1989 - Fundação Calouste Gulbenkian/ Museu José Malhoa - Grande Exposição Retrospectiva.
2003-2004 - Centro Cultural de Belém
Referências
- ↑ a b c «Livro de registo de batismos da Paróquia de Tomar (1904)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Distrital de Santarém. p. 116v, assento 232
- ↑ «Maria de Lourdes de Mello e Castro». Dicionários Porto Editora. Infopédia
- ↑ Saldanha, Nuno (2013). Maria de Lourdes de Mello e Castro (1903 - 1996): A Pintura no Feminino. Lisboa: Scribe. p. 31. ISBN 9789898410306
- ↑ «Entidades Nacionais Agraciadas com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Maria de Lourdes de Mello e Castro". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 22 de setembro de 2020
- ↑ «Código Postal». Código Postal. Consultado em 29 de janeiro de 2021
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