Maria da Paz Sabino

Maria da Paz Sabino
Nome completoMaria da Paz Cavalcante Sabino
Nascimento
20 de março de 1968

Juarez Távora, Paraíba.
Nacionalidadebrasileira
Ocupaçãojornalista, escritora
Principais trabalhosO mundo fantástico da Formiga Zaroia (2004); A menina que queria nascer de novo (2011)

Maria da Paz Cavalcante Sabino (Juarez Távora, Paraíba, 20 de março de 1968) é uma jornalista, escritora e produtora cultural brasileira.[1] Formou-se em Comunicação Social pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e iniciou a carreira como repórter no jornal Diário do Norte. Atuou durante dez anos como correspondente de jornais da capital paraibana. Desde 1995 reside em Sinop, Mato Grosso, onde trabalha nos meios de comunicação locais e desenvolve atividade literária.[2]

Iniciou sua carreira literária com a publicação do livro Contos que conto: histórias do Agreste, relatando episódios da infância vivida no sítio Cachoeira dos Barbosas, onde nasceu.[3] A partir de então, publicou obras em diferentes gêneros, entre elas A menina que queria nascer de novo (2011), que trata dos tabus da maternidade,[4] e O câncer salvou minha vida (2019), relato autobiográfico sobre sua experiência com a doença em 2009.[2] No campo da literatura infantojuvenil é autora de títulos como O mundo fantástico da Formiga Zaroia (2004), que recebeu várias edições,[5], Juquinha: o menino que ensinava a amar.[6] e Edgar, o sapinho bondoso (2022), os quais foram adotados na grade curricular do ensino básico em número significativo de municípios.[7]

Como produtora cultural, Maria da Paz tem se notabilizado por projetos de promoção da leitura e escrita entre crianças do ensino básico, através de iniciativas como a Coleção Fantasia e Imaginação, por meio da qual os estudantes têm a oportunidade de escrever o próprio livro, que é posteriormente editado e impresso.[7] Desde sua primeira edição, em 2022, seus projetos têm sido incluídos no currículo escolar de municípios de Mato Grosso e da Paraíba, dentre os quais sua cidade natal, Juarez Távora.[8]

Sua obra é marcada pela abordagem de temas sociais e pela presença de personagens que representam experiências de exclusão e superação.[6] Em 2018 foi eleita imortal da Academia de Ciências e Letras de Sinop.[9]

Obras publicadas

  • Contos que conto: história do Agreste, 2002;
  • O mundo fantástico da formiga Zaroia, 2004;
  • A menina que queria nascer de novo, 2011
  • Mulheres que fazem história, 2015;
  • Homens que fazem história, 2017;
  • Juquinha: o menino que ensinava a amar, 2018;
  • Ação pioneira: desbravadores de ontem e hoje, 2018;
  • O câncer salvou minha vida, 2018;
  • Edgar, o sapinho bondoso, 2022;

Referências

  1. CAVALCANTI, J. Cidade alia turismo rural e tradição. In: A União. Ano 129, nº 308, João Pessoa, 2023.
  2. a b Silva (2021, p. 34)
  3. Tomé (2024, p. 43)
  4. Freytag (2011, p. 107)
  5. Marchesan (2018, p. 86)
  6. a b Silva (2021, p. 38)
  7. a b Tomé (2024, p. 35)
  8. Tomé (2024, p. 56)
  9. Silva (2021, p. 35)

Bibliografia

  • FREYTAG, R. S. O tabu da maternidade em "A Menina que Queria Nascer de Novo". Revista Ecos. 10ª ed. Jul. 2011. Acesso em 27 ago. 2025.
  • MARCHESAN, M. A. A representação da personagem feminina em O fantástico mundo da formiga Zaroia, de Maria da Paz Sabino. In: Colóquio Nacional de Estudos Linguísticos e Literários. XVI, 10. ed., 2018, Anais, jul. 2018. ISSN 2446-4945.
  • PRECIOSO, A. L. C. et al. O Fantástico Mundo das Relações Sociais de Zaroia. In: FARIA, H. R. J.; DIAS, M. P. L. (Org.). Cultura e Identidade: Discursos II. São Paulo : Ensino Profissional, 2009, v. , p. 253-268.
  • SILVA, I. C. A prática discursiva da inclusão/exclusão em Victor Hugo e Maria da Paz Sabino. Monografia. UNEMAT: Sinop, 2021.
  • TOMÉ, C. L. Maria da Paz Sabino: De criança dos bilhetes à escritora de livros. In: Giselli Liliani Martins; José de Souza Neto; Genivaldo Rodrigues Sobrinho; Cristinne Leus Tomé. (Org.). A importância da Literatura na formação do pensamento crítico. 1ed.Sinop: Strictus, 2024, v. 1, p. 33-78.