Maria Leide Wand Del Rey de Oliveira

Maria Leide Wand Del Rey de Oliveira
Nascimento21 de abril de 1950 (75 anos)
Mucurici
Ocupaçãoinvestigadora, médica, professora universitária

Maria Leide Wand Del Rey de Oliveira (Mucurici, ES, 21 de abril de 1950) é uma médica dermatologista e hansenologista brasileira.[1] Em 1975, graduou-se em Medicina pela Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória. Dois anos depois, em 1977, especializou-se em Dermatologia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Em 1991, concluiu o mestrado na Universidade Federal Fluminense e, em 1996, o doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Logo no início de sua carreira profissional, foi aprovada em concurso público do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps), exercendo a função de médica dermatologista no município de Duque de Caxias, onde conduziu uma série de projetos focados na atenção à hanseníase. Em 1979, ingressou na Faculdade de Medicina da UFRJ como professora, dedicando-se tanto ao ensino e pesquisa quanto aos serviços de assistência ambulatorial no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho.[2]

Na década de 1980, participou da elaboração das estratégias de resposta à epidemia de HIV/Aids no Brasil.[3] Em 1984, atuou na Gerência Estadual de Dermatologia Sanitária do Rio de Janeiro, onde teve maior aproximação com o problema. Em 1986, foi indicada para chefiar a Divisão Nacional de Dermatologia Sanitária (DNDS) do Ministério da Saúde,[4] departamento responsável pela criação do "Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis" (DST) e Aids (PNAids), iniciativas precursoras das políticas de controle da doença.[5]

Liderou processos relevantes para o combate à hanseníase no Brasil, como a adoção do protocolo da poliquimioterapia para o tratamento da doença, cuja implementação começou em 1986, durante sua gestão à frente da DNDS.[6] Além disso, coordenou mais de uma vez o Programa Nacional de Controle da Hanseníase[7][8] e integrou a comissão assessora da "Estratégia Global para Hanseníase" da Organização Mundial da Saúde.[9]

Obra

Livros
  1. OLIVEIRA, M. L. W. R.; COSTA, L. M. M. (Org.). Repercussões das Políticas Nacionais de Controle da Hanseníase no Maranhão. 1.ed. Maranhão: ESPMA, 2022. 223p.
  2. TALHARI, S.; PENNA, G.; OLIVEIRA, M. L. W. R.; et al. Hanseníase. 5.ed. Rio de Janeiro: DiLivros, 2014. 290p.
  3. MACIEL, L. R.; OLIVEIRA, M. L. W. R.; GALLO, M. E. N. Memória e história da hanseníase no Brasil através de seus depoentes. 1.ed. Rio de Janeiro: Casa Oswaldo Cruz (COC) FIOCRUZ, 2010. 140p.
  4. TALHARI, S.; PENNA, G.; OLIVEIRA, M. L. W. R. Dermatologia tropical : hanseníase. 2.ed. Manaus: Fundação Medicina Tropical, 2006. 215p.
  5. SANTOS NEVES, M. C.; OLIVEIRA, M. L. W. R. Além das aparências : memória da dermatologia no Espírito Santo. 1.ed. Vitória: Sociedade Brasileira de Dermatologia, regional Vitória Esp. Santo, 2003. 240p .

Referências

  1. «Pesquisadores ajudam a produção científica da FUAM». Fundação Hospitalar Alfredo da Matta. 16 de janeiro de 2013. Consultado em 30 de maio de 2025 
  2. Damasco, M. «Resenha Biográfica – Maria Leide W. Del Rey de Oliveira» (PDF). Projeto Memória e História da Hanseníase no Brasil através de seus depoentes (1960-2000). Fiocruz. Consultado em 30 de maio de 2025 
  3. Laurindo-Teodorescu, L. (2015). Histórias da aids no Brasil : as respostas governamentais à epidemia de aids. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. 464 páginas. ISBN 978-85-334-2391-6 
  4. Barros, S. G.; Vieira-da-Silva, L. M. (2016). «A gênese da política de luta contra a aids e o Espaço Aids no Brasil (1981-1989)». Rev Saúde Pública. 50 (43). doi:10.1590/S1518-8787.2016050005801. Consultado em 30 de maio de 2025 
  5. Almeida, A. I. S.; Ribeiro, J. M.; Bastos, F. I. (março de 2022). «Análise da política nacional de DST/Aids sob a perspectiva do modelo de coalizões de defesa». Ciênc. saúde coletiva. 27 (03): 837-848. doi:10.1590/1413-81232022273.45862020. Consultado em 30 de maio de 2025 
  6. Andrade, V. (2006). «Implementação da PQT/OMS no Brasil». Hansen Int. 31 (1): 23-3. Consultado em 30 de maio de 2025 
  7. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Programa Nacional de Controle da Hanseníase (2009). Programa Nacional de Controle da Hanseníase - PNCH : relatório de gestão : maio de 2007 a dezembro de 2008 (PDF). Brasília, DF: Ministério da Saúde 
  8. «Maria Leide de Oliveira se despede do Programa Nacional de Controle da Hanseníase». Morhan. 2009. Consultado em 30 de maio de 2025 
  9. Escritório Regional para o Sudeste Asiático (2016). Estratégia Global para Hanseníase 2016-2020 : aceleração rumo a um mundo sem hanseníase (PDF). Nova Délhi: Organização Mundial da Saúde. ISBN 978-92-9022-520-1