Marcus Garrett
Marcus Garrett (também creditado como M. V. Garrett) é escritor, editor, tradutor e documentarista brasileiro. Atua principalmente nas áreas de história dos videogames, microinformática clássica, cultura pop e ficção especulativa, sendo autor de livros, editor de revistas especializadas e realizador de documentários abordados por veículos da imprensa brasileira.[1]
Biografia
Marcus Garrett iniciou sua atuação editorial em publicações independentes, a partir da edição do fanzine Avatar, dedicado ao anime Uchuu Senkan Yamato — conhecido no Brasil como Patrulha Estelar. Posteriormente, passou a desenvolver projetos ligados à cultura dos videogames, da microinformática e da ficção especulativa, ampliando sua atuação para livros e produções audiovisuais de caráter histórico e documental. Garrett é formado em Comunicação Social, com especialização em Biblioteconomia.
Atuação editorial
Garrett foi coeditor da revista Histórias Extraordinárias, da Editora Mundo, participando das seis primeiras edições da publicação. Nesse período, também contribuiu como autor de contos de ficção publicados na própria revista.
Desde 2004, atua como editor da revista Jogos 80, publicação independente dedicada à preservação da memória dos videogames e da microinformática clássica, com foco em consoles, computadores pessoais e jogos das décadas iniciais da informática doméstica.[2]
Além de sua produção autoral, Marcus Garrett também atua como tradutor e organizador de obras literárias. Em Relicário Insólito: Contos Fantasmagóricos Selecionados, publicou novas traduções de contos clássicos de autores como M. R. James, Edith Nesbit, Lord Dunsany, Robert W. Chambers e Algernon Blackwood.
Documentários
Marcus Garrett é realizador de documentários dedicados à história dos videogames e à cultura digital no Brasil. Entre eles está 1983 – O Ano dos Videogames no Brasil, produção que aborda a chegada e a consolidação dos consoles e computadores domésticos no país.[3][4][5][6]
Também realizou o documentário Loading, que foi analisado pela Folha de S.Paulo, com destaque para sua abordagem documental sobre a cultura digital e os videogames.[7]
Bibliografia selecionada
- 1983: O Ano dos Videogames no Brasil (2011)
- 1984: A Febre dos Videogames Continua (2012)
- 1983 + 1984: Quando os Videogames Chegaram (2016)
- Zeta Games: Memórias de uma Locadora nos Anos 90 (2017)
- Jogos Eletrônicos & Eu: Crônicas de um Passado Presente (2017)
- 1983 + 1984: Adendo (2021)
- Star Exodus: Uma Fábula Espacial Ilustrada (2024)
- 1983 + 1984: Quando os Videogames Chegaram – Versão Acadêmica (2025)
- Linha por Linha e Outros Horrores (2025)
- Relicário Insólito: Contos Fantasmagóricos Selecionados (tradutor e organizador, 2025)
- O Livro Monstruoso dos Criptídeos (2025)
- RAM: Resgatando a Microinformática (2025)
- O Mal Sintonizado: Creepypastas, Analog Horror e Found Footage (2025)
- Sofubi, Pori e Chogokin: Um Quase Guia Ilustrado de Brinquedos Clássicos - Vol. 1 (2025)
- No Meu Tempo, Computadores Eram Assim...: O Retrato Sensível de um Período Mágico e de Descobertas (2026)
Referências
- ↑ «Livro analisa primeiros anos da história nacional dos games». UOL Start. 15 de agosto de 2011
- ↑ «Jogos 80». Jogos 80
- ↑ «Documentário "1983 – O Ano dos Videogames no Brasil" é lançado no YouTube». TecMundo
- ↑ «Documentário explica importância de 1983 para chegada dos consoles no Brasil». IGN Brasil
- ↑ «Documentário conta história da chegada dos videogames no Brasil». Jovem Nerd
- ↑ «Documentário sobre primórdios dos games no Brasil estreia neste sábado». O Estado de S. Paulo
- ↑ «Documentário conta como nasceram os primeiros jogos de computador brasileiros». Folha de S.Paulo. 4 de novembro de 2022