Marcello Gonçalves
| Marcello Gonçalves | |
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| Nascimento | 21 de julho de 1972 (53 anos) |
| Ocupação | músico |
Marcello Gonçalves (21 de julho de 1972)[1] é um instrumentista (violão de sete cordas) brasileiro. É um dos integrantes do conjunto musical instrumental de choro Trio Madeira Brasil,[1] que também é composto pelos músicos Zé Paulo Becker e Ronaldo do Bandolim.[2]
Estudou com grandes nomes do violão brasileiro, como Maurício Carrilho, Marco Pereira e Dino 7 Cordas.[3] É bacharel em violão pela Universidade do Rio de Janeiro (UNIRIO) e mestre em música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).[3]
O álbum Outra Coisa, com parceria de Anat Cohen foi indicado ao Grammy na categoria Best Latin Jazz Album.
Carreira
Marcello Gonçalves cresceu no Rio de Janeiro e estudou inicialmente na Universidade do Rio de Janeiro (bacharelado),[4] depois na Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde concluiu seu mestrado e também obteve, em 2019, o título de doutor com a tese Literatura para o violão 7 cordas brasileiro solista.[5]
Marcello Gonçalves explorou, em colaboração com o cavaquinista Henrique Cazes, o legado de Pixinguinha e Garoto.[5] Com o grupo Rabo de Lagartixa foram produzidos os CDs Rabo de Lagartixa e Papagaio do Moleque, sendo este último dedicado à obra de Heitor Villa-Lobos e indicado ao Prêmio da Música Brasileira na categoria “melhor grupo”. Com Zé Paulo Becker e Ronaldo do Bandolim, fundou o Trio Madeira Brasil, que se apresentou no Jazzfest Berlin, com Baden Powell na televisão francesa, e também com Egberto Gismonti; o trio gravou álbuns em colaboração com o cantor Zé Renato e com Guilherme de Brito, que foram indicados ao Prêmio TIM na categoria “melhor disco de samba”.[4]
Com a clarinetista Anat Cohen, Marcello Gonçalves formou um duo e gravou o álbum Outra Coisa, com a música de Moacir Santos, que foi indicado ao Grammy Award for Best Latin Jazz Album em 2018; em 2021, seguiu-se o álbum em duo Reconvexo. Além disso, ele trabalhou com João Bosco, Ney Matogrosso, Roberta Sá e Chico Buarque. Atuou como solista de violão de 7 cordas com a Orchestre Philharmonique du Luxembourg e a Israel Chamber Orchestra.[5]
Marcello Gonçalves também é responsável pela produção musical e direção artística do álbum YV, de Yamandu Costa e Valter Silva. Como diretor musical do documentário The Sound of Rio: Brasileirinho, de Mika Kaurismäki, contribuiu para ampliar a atenção internacional sobre o choro brasileiro.[6] Sua colaboração com o cantor português António Zambujo no álbum Até pensei que fosse minha levou a uma indicação ao Latin Grammy. Ele também aparece em álbuns de Wagner Tiso e Mario Adnet.[5]
Marcello Gonçalves integra ainda o corpo docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro.[5]
Discografia
- 2000 - Pixinguinha de Bolso, de Henrique Cazes e Marcello Gonçalves (Kuarup)
- 2013 - De onde vem o Baião, de Marcello Gonçalves e Daniela Spielmann (Kuarup Música)
- 2015 - Ao vivo em Copacabana, de Trio Madeira Brazil (Som Livre, MPB Discos, Canal Brasil)
- 2017 - Outra Coisa – The Music of Moacir Santos, de Anat Cohen e Marcello Gonçalves (Anzic Records)
- 2021 - Reconvexo, de Anat Cohen e Marcello Gonçalves (Anzic Records)[7]
Referências
- ↑ a b «Marcello Gonçalves». dicionariompb.com.br. Consultado em 30 de dezembro de 2014
- ↑ «Trio Madeira Brasil». dicionariompb.com.br. Consultado em 30 de dezembro de 2014
- ↑ a b 35º Festival de Música de Londrina acessado em 10 jan 2016
- ↑ a b «35º Festival de Música de Londrina». www.fml.com.br. Consultado em 16 de novembro de 2025
- ↑ a b c d e Marcello Gonçalves. In: Universidade Federal do Rio de Janeiro. Abgerufen am 4. Oktober 2025
- ↑ Brasileirinho: Grandes Encontros do Choro, ARTE, BNDES, Marco Forster Productions, 21 de julho de 2006, consultado em 16 de novembro de 2025
- ↑ NDR. «Jazz Album der Woche: Anat Cohen & Marcello Gonçalves "Reconvexo"». www.ndr.de (em alemão). Consultado em 16 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 2 de fevereiro de 2023