Maraguás
| Regiões com população significativa | |
|---|---|
| 74[1] | |
| Línguas | |
| Língua maraguá, Língua nheengatu | |
| Etnia | |
| Aruaques | |
| Grupos étnicos relacionados | |
| Maués, Aruaques | |
O povo Maraguá é um grupo indígena originário da região do Baixo Amazonas, especialmente nas margens do rio Abacaxis, afluente da margem direita do rio Amazonas, entre os rios Madeira e Tapajós, no município de Nova Olinda do Norte (AM).[2][3] Também há registros de sua presença nas proximidades de Borba e Maués.[2]
Origens e Reconhecimento
Historicamente, os Maraguá foram por muito tempo considerados extintos ou associados ao povo Sateré-Mawé, com quem partilham trajetórias regionais . No entanto, um processo de reconhecimento étnico foi obtido oficialmente junto à FUNAI por volta de 2010, comprovando sua identidade cultural distinta.[1]
Organização Clânica
Os maraguás estão divididos em seis clãs que os anciãos presumem estar conectado a um ancestral comum, seja ele um ser fantástico ou humano.[3][4]
- Gente do boto (Piraguáguá);[3]
- Gente da vespa (Aripunãguá);[3]
- Gente da cobra (Çukuyeguá);[3]
- Gente do puraqué (Pirakêguá);[3]
- Gente do gavião (Tawatoguá);[3]
- Gente da onça (Yaguareteguá);[3]
Além disso, animal símbolo da nação como um todo é o peixe-boi (Guruguá).[4]
Território e Luta por Direitos
Os Maraguá reivindicam como território tradicional uma área de aproximadamente 700 mil hectares chamada Maraguapajy,[4] localizada entre a Terra Indígena Coatá-Laranjal e o Parque Florestal Pau-Rosa. Através de organizações como a ASPIM (Associação do Povo Indígena Maraguá) e a AMIMA (Associação das Mulheres Maraguás), encontram-se em constante mobilização pela demarcação territorial e reafirmação cultural frente à ameaça de madeireiros, garimpeiros e pescadores predatórios.[5]
Língua
Eles falam a língua Maraguá, um dialeto misto entre o nheengatu e o aruaque, além do português.[6] Essa língua está em risco, e programas de revitalização têm sido intensificados — inclusive com a publicação de dicionários bilíngues por autores indígenas como Yaguarê Yamã, Elias Yaguakãg, Uziel Guaynê e outros .
Referências
- ↑ a b «Maraguá». Instituto Socioambiental. Consultado em 28 de agosto de 2025
- ↑ a b «"Kawã na Terra dos Indígenas Maraguá": Um Jogo Digital para o Resgate das Línguas, Mitos e Tradições Indígenas». Revista Amazônia. Consultado em 28 de agosto de 2025
- ↑ a b c d e f g h «Jogo digital une tradições de indígenas Maraguá e a defesa da Amazônia». Correio Brasiliense. Consultado em 28 de agosto de 2025
- ↑ a b c ROMEIRO, Catharina. Vivendo as brincadeiras indígenas. Tese (Mestrado Profissional em Práticas de Educação Básica) - Colégio Pedro II, Rio de Janeiro, 2023.p. 54.
- ↑ «MPF propõe acordo para acabar com conflito entre indígenas e assentados». CIMI - Conselho Indigenista Missionário. Consultado em 28 de agosto de 2025
- ↑ «YAGUARÊ YAMÃ – "Essa história é um pedido para que a gente volte à origem"». Itaú Social. Consultado em 28 de agosto de 2025