Manuela Magno

Manuela Magno
Candidata às Eleições presidenciais portuguesas de 2026
manuelamagno.pt
Dados pessoais
Nome completoMaria Manuela de Sousa Magno
Nascimento1953 (73 anos)
Lisboa
PartidoVolt Portugal
ProfissãoProfessora Universitária

Maria Manuela de Sousa Magno (Lisboa, 1953) é uma cientista portuguesa.

Biografia

Viveu em Lisboa até 1978, ano em que terminou o seu curso de licenciatura em física nuclear[1], pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Neta dum médico e filha dum pai "quase médico", mas que acabou por rumar a Grenoble, onde estudou Filosofia, foi no Liceu Francês que iniciou o seu percurso escolar e onde acabaria por decidir parte da sua formação académica.

Aos 12 anos, a professora de física vaticinou que o futuro da Humanidade residia no desenvolvimento da física nuclear e a ideia da descoberta entusiasmou o espírito da Manuela. O pai, Manuel Magno, não deixava indelével a sua marca. Devoto das letras, lia e escrevia muito, era um cidadão consciente, interveniente e solidário, além de se relevar um excelente pianista, mesmo que amador, e amante e praticante de desporto. De tal forma, que fundou o Ski Club de Portugal e foi membro do Comité Olímpico Internacional.

Imersa em tamanha actividade no seio de uma família numerosa, unida e de sãs e abertas mentalidades, Manuela cresceu sob a aura da música e do desporto, praticando esqui, adiante balé e ginástica, e a par, frequentando aulas de formação musical e de piano, com a professora Fernanda Magno Prim. Por genuína paixão, arrastou a Música para o mundo sério e expectante do Laboratório de Física e Engenharia Nuclear. Com o apoio do técnico de informática, desenvolveu sessões de divulgação musical na biblioteca da instituição, o que lhe valeu uma advertência, que traçaria novo rumo à então investigadora-estagiária em Sacavém – “se queres ser uma cientista respeitada, tens que te deixar dessas animações culturais”.

Sem saber, o orientador de estágio agitara as moléculas ao remoto sonho de Manuela Magno. No mesmo ano, entrou na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, onde se viria a licenciar e a obter o mestrado e o doutoramento em Música e Educação Musical, com especialização em Direcção de Orquestra.

Em nome da arte que verdadeiramente quis aprender, o percurso de Manuela Magno prosseguiu entre o ensino e a aprendizagem. Foi Maestro Aprendiz na New York Grand Opera, Maestro Assistente no Teatro Nacional de São Carlos, ensinou no Conservatório Nacional, no Instituto Piaget de Viseu, e é graças ao seu empenho, que na Universidade de Aveiro – depois de quatro anos de estudos de flauta de bisel e Música Barroca, em Amesterdão, na Holanda, onde também leccionou - foi criada a primeira Licenciatura em Ensino de Música, em Portugal.

No dia 29 de Fevereiro de 2004, Manuela Magno tornou pública a vontade de se candidatar à Presidência da República Portuguesa, com carácter independente, sem qualquer apoio político-partidário. Numa das suas declarações, afirmou que “um Presidente da República deve ser como um pai ou uma mãe da nação, representando e cuidando dos interesses e das necessidades de todos os cidadãos com o mesmo empenho. Sem interesses, sem compromissos e sem vínculos a partidos. Simplesmente em prol da Nação”.[2]

A sua candidatura foi rejeitada pelo Tribunal Constitucional, apesar dos seus protestos, alegando ter conseguido reunir mais do que as 7500 declarações de apoio e certidões de eleitor necessárias para tal (7750 declarações, 7551 certidões), mas ter sido impedida pelo Tribunal Constitucional de as entregar ainda dentro do prazo legal para o fazer.[3][4]

Actualmente, Manuela Magno é Presidente do Conselho Pedagógico e membro do Senado da Universidade de Évora, onde desde 1997 desempenha funções como professora auxiliar no Departamento de Artes, desdobrando-se ainda em projectos artísticos internacionais, mantendo intensos laços de solidariedade com Timor-Leste, onde voluntariamente, em 2000 e 2002, deu aulas de português e de música. Em simultâneo, estende a sua colaboração como membro de mais de uma dezena de organizações nacionais, amplamente reconhecidas, no âmbito da solidariedade, da cidadania, do ensino superior, da música, e claro está, onde se inclui o seu predilecto e sanguíneo Ski Club de Portugal.

Em 2025 fez pela segunda vez uma candidatura para a Presidência da República Portuguesa, mas desistiu.[5]

Referências