Manuel de Brito

Manuel de Brito
Nascimento1928
Rio de Janeiro
Morte29 de novembro de 2005
Lisboa
CidadaniaPortugal
Ocupaçãolivreiro

Manuel de Brito (Rio de Janeiro, 1928Lisboa, 29 de novembro de 2005) foi um dos primeiros e maiores galeristas e livreiros portugueses do século XX.

Biografia

Era filho de Francisca de Brito, doméstica, natural da Sertã (freguesia de Cernache do Bonjardim).[1]

Foi gerente da Livraria Escolar Editora (1945/1960), a mais completa na área de literatura científica em Portugal. Nela se iniciou como editor.

A 7 de novembro de 1948, casou na igreja paroquial de Santa Engrácia, em Lisboa, com Maria Manuela Carvalho da Silva (Anjos, Lisboa, c. 1931), doméstica, filha do padeiro João Dias da Silva, natural de Estarreja (freguesia de Canelas), e de Dilar Maria Carvalho, doméstica, natural de Grândola. Por sentença transitada em julgado a 24 de janeiro de 1972, foi decretada a separação judicial de pessoas e bens entre o casal. A separação judicial foi convertida em divórcio por sentença transitada em julgado a 13 de julho de 1976.[1]

Em 1964 abriu em Lisboa a Galeria 111, que teria sucursal no Porto (1971). Ao longo da vida, reuniu cerca de 2000 obras de arte, desenho, pintura e escultura, uma das maiores e mais importantes coleções do país.

Um ano depois do seu falecimento, o seu património ficou exposto no renovado Palácio Anjos, em Algés, no Centro de Arte – Coleção Manuel de Brito, fruto de um protocolo celebrado entre a família do galerista e a Câmara Municipal de Oeiras.

Manuel de Brito assumiu em Portugal um papel preponderante como agente cultural sobretudo após a queda da ditadura, em consequência da Revolução dos Cravos.

É uma figura singular na cultura portuguesa da segunda metade do século e uma personalidade única da vida cultural de Lisboa. [2]

Livreiro

Fundada em 1960, a sua livraria situava-se no Campo Grande, junto da Cidade Universitária. Desde logo Manuel de Brito se tornou centro de atenções, não só como fornecedor actualizado de obras especializadas e de interesse cultural mas também como personalidade solidária com o movimento estudantil dos anos sessenta.

A sua livraria tornou-se ponto de encontro de estudantes, artistas e intelectuais. Foi um sério opositor da Censura do Estado Novo e bateu-se, não sem sequelas, contra as proibições e apreensão de livros que o regime ordenava.

Foi editor de obras gráficas, de livros de arte e de poesia.

Apoiou estudantes universitários na execução das suas teses de mestrado e doutoramento.

Galerista

Méritos

Referências

  1. a b «Livro de registo de casamentos da 1.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1948-09-18 - 1948-12-06)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 156 e 156v, assento 756 
  2. Coleccionadores amadores e profissionais coleccionadores (II) . artigo de Catarina Figueiredo Cardoso, AICA, 2016-04-18
  3. a b c «Entidades Nacionais Agraciadas com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Manuel de Brito". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 11 de agosto de 2020 

Ligações externas