Manoel José Gomes de Freitas

Manoel José Gomes de Freitas
Nascimento
1811

Canguçu, Império do Brasil
Morte
1888

Piratini, Rio Grande do Sul, Brasil
OcupaçãoPolítico, historiador

Manoel José Gomes de Freitas (Canguçu, 1811 – Piratini, 1888) foi um político, historiador e escritor brasileiro, notável pela atuação na vida pública do Rio Grande do Sul durante o século XIX.

Biografia

Foi vereador, juiz municipal, delegado de polícia e deputado provincial. Presidiu a Câmara Municipal de Piratini por doze anos consecutivos, período em que promoveu obras de infraestrutura urbana como a construção do novo cemitério, da cadeia e da sede da câmara, formando um quarteirão de 30 metros por lado.[1]

Foi nomeado oficial da Ordem da Rosa por carta imperial de 24 de julho de 1849, e ocupou o cargo de 6º vice-presidente da Província do Rio Grande do Sul entre 1875 e 1879.

Exerceu papel relevante em disputas políticas locais, sendo inicialmente ligado ao partido conservador. Mais tarde, durante a formação do partido progressista, optou por manter-se fiel às ideias originais, mesmo com o afastamento político de seu cunhado, o coronel Gaspar Gomes Dias.

Perdeu a visão de ambos os olhos em decorrência de amaurose. Continuou, entretanto, escrevendo e mantendo correspondência até seus últimos anos.

Obras

Publicou e organizou compilações históricas e geográficas, destacando-se:

  • Apontamentos dos factos directos ou relativos à história do Brazil
  • Lista de batalhas desde 758 a.C. até 1866
  • Bosquejo das nações e personagens notáveis da história universal e pátria (em dois volumes)
  • Apontamentos históricos e geográficos da província do Rio Grande do Sul

As duas primeiras obras foram publicadas em folhetins no Diario do Rio Grande. As demais permaneceram inéditas.

O trabalho de Freitas recebeu elogios do barão Homem de Mello, que afirmou: “...tão útil como abundante de factos notáveis, muito deles inteiramente desconhecidos”.[2]

Homenagens

Uma rua em Piratini recebeu o nome de Rua Comendador Freitas em sua homenagem, por iniciativa de adversários políticos, o que demonstrou o respeito que sua figura inspirava.

Referências

  1. Almanak Litterario e Estatistico (Rio Grande do Sul). Porto Alegre: Tipografia do Almanaque, 1906, pp. 98–100. Disponível em: bndigital.bn.br. Acesso em 15 de junho de 2025.
  2. Almanak Litterario e Estatistico (Rio Grande do Sul). Porto Alegre: Tipografia do Almanaque, 1906. p. 100. Disponível em: bndigital.bn.br. Acesso em 15 de junho de 2025.

Ligações externas