Manoel Costa
| Manoel Costa | |
|---|---|
![]() Pesca de Tarrafa, 1982 | |
| Nome completo | Manoel Raimundo Pereira da Costa |
| Nascimento | 1943 |
| Nacionalidade | Brasileira |
| Magnum opus | Pesca de Tarrafa |
| Movimento estético | Expressionismo, Abstracionismo, Figurativismo |
| Carreira científica | |
| Campo(s) | Pintura, Artes Plásticas |
Manoel Costa (Gurupá, Pará, 1943), nome artístico de Manoel Raimundo Pereira da Costa, é um artista plástico brasileiro cuja obra é amplamente dedicada à representação das paisagens, temas sociais e da cultura da Amazônia, com forte foco no Amapá e Pará.
Costa iniciou sua trajetória artística de forma autodidata, superando as limitações de seu ambiente cultural e desenvolvendo um paisagismo vibrante voltado para a captação de momentos da natureza. Foi reconhecido e recebeu uma bolsa de estudos na Escola de Belas Artes da UFRJ. Dedica-se integralmente à pintura desde 1978. Sua vida e obra foram documentadas em um livro lançado em 1987, com texto do escritor e crítico de arte Walmir Ayala.
Biografia
Nascido em Gurupá, no Pará, em 1943, Manoel Costa passou a infância e adolescência no Amapá. Cresceu em meio à selva amazônica, onde observava seringueiros, colheitas, pesca nos igarapés e os batuques da festa tradicional do Marabaixo, temas que se tornariam centrais em sua produção artística.
Seus estudos primários foram realizados no Colégio Alexandre Vaz Tavares, e o ginasial, no Colégio Amapaense, ambos em Macapá. Despertou para a pintura precocemente, desenhando aos 15 anos. Ele utilizava sobras de tintas que seu pai, um canoeiro, usava para pintar canoas, criando paisagens sobre pedaços de madeira ou papelão.[1]
Em Macapá, foi incentivado por seu professor de literatura, Antonio Munhoz Lopes, a abraçar a pintura. Seu esforço foi recompensado com prêmios em salões e, posteriormente, com uma bolsa de estudos concedida pelo Governador do Amapá, que lhe possibilitou ingressar na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro.
Carreira e Estilo Artístico
Após mudar-se para o Rio de Janeiro em 1976, Costa aprimorou-se no desenho e expandiu sua visão artística, mas manteve-se fiel às suas origens amazônicas. Mesmo com uma passagem pelo mundo da publicidade, não se afastou da arte. A partir de 1978, passou a dedicar-se exclusivamente às artes plásticas.
O tema da Região Amazônica permanece sua principal fonte de inspiração. Ele busca registrar em formas e cores "os momentos mágicos da natureza", descrevendo que pinta "os retratos desse lugar dentro da minha arte".
Ao longo do tempo, Manoel Costa tem explorado diversas linguagens pictóricas:
- Abstracionismo e Expressionismo: Estilos que buscam liberar a figura das referências objetivas e utilizam o jogo emotivo das cores.
- Figurativismo: Uma paixão constante em sua obra, muitas vezes com um "meritório teor social", retratando o trabalho anônimo do povo.
O artista busca a comunicação e o testemunho em sua arte, focando na cor e na luz, e não parece interessado em um discurso sobre a pintura.
Exposições e Reconhecimento
Manoel Costa participou de diversas exposições, tanto individuais quanto coletivas, em várias cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. Também realizou exposições no exterior, em Portugal e Venezuela.[2]
Em 1987, foi lançado um livro sobre sua vida e obra, contendo texto de Walmir Ayala. Walmir Ayala, escritor e crítico de arte, descreveu a pintura de Costa como uma "fúria eruptiva" que o subjuga, refletindo a intensidade das pinceladas e a vontade de pintar com emoção.
Atualmente, Manoel Costa reside no Rio de Janeiro e continua dedicando-se às artes plásticas.
Referências
- ↑ «Manoel Costa: um artista plástico que pinta o Brasil». Diário do Amapá. 17 de dezembro de 2015. Consultado em 8 de novembro de 2025
- ↑ Redação (20 de maio de 2019). «La palavra Dibujada - Dibujos desde la palavra». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 8 de novembro de 2025
