Mandy Candy

Mandy Candy
Mandy em 2020
Nome completoAmanda Guimarães Borges
Nascimento
16 de junho de 1988 (37 anos)

Nacionalidadebrasileira
Ocupaçãoyoutuber
Informações do YouTube
Canal
Período de atividade2015–presente
Inscritos2,13 milhões
Visualizações260 milhões

Última atualização: 1 de novembro de 2025

Amanda Guimarães Borges,[1] mais conhecida como Mandy Candy (Gravataí, 16 de junho de 1988),[2] é uma youtuber brasileira. É considerada representante das mulheres trans na plataforma[3] e pioneira na criação de conteúdo digital sobre pessoas trans.[4][5][6]

Mandy é a primeira youtuber transexual brasileira e tem o maior número de inscritos entre youtubers trans, em agosto de 2017.[7]

Biografia

Amanda Guimarães Borges nasceu em Gravataí, no interior do estado do Rio Grande do Sul, e desde criança se sentia mulher.[2]

Aos 19 anos, Amanda contou para sua mãe que ela era uma mulher trans. Não somente a mãe, mas também os irmãos e os amigos sempre a apoiaram.[3]

Ela trabalhou em call centers, revendeu produtos online e economizou dinheiro para, em 2012, finalmente realizar sua cirurgia de afirmação de gênero na Tailândia, com o Dr. Kamol.[3]

Mandy afirma que sofre transfobia diariamente.[3]

Carreira

Mandy Candy está na Internet desde 2014,[4] quando morava na China. O canal começou com gameplays, já que ela adora videogames. Foi uma maneira de enfrentar a solidão por estar morando na Ásia e não ter amigos por perto.[8]

Ela contou toda sua história para os seus 2 milhões seguidores e o canal recebeu muitas pessoas querendo saber o que é trans, qual a diferença entre trans e travesti.[8] Desde então, em seu canal de Youtube, Mandy fala sobre seu cotidiano e também tem uma série de vídeos didáticos em que explica questões relacionadas à transição de forma simples e direta.[3] Os vídeos respondem a comentários de seguidores de suas outras redes sociais.[7] Ela responde até as perguntas mais indiscretas se o objetivo for ensinar o respeito às pessoas trans.[3] Seus vídeos também falam de moda, viagens e cultura pop.[8]

Se, no início, metade dos comentários eram maldosos, hoje os vídeos são recebidos de forma mais acolhedora.[8] Ela já recebeu inúmeras mensagens de pessoas que tiveram coragem de se aceitar após assisitirem aos vídeos do seu canal.[3] Assim como de pessoas que tinham preconceito e, por causa dos vídeos, mudaram seu ponto de vista.[8]

Em 2019, Mandy voltou para o Brasil e abriu um salão de beleza chamado "Bem Garota", em Porto Alegre.[9][10] Em 2021, no contexto da pandemia de COVID-19, apresentou um evento virtual na parada LGBT. Em 2024, lançou o podcast "Hora do Date", com seu então noivo, Marcelo Soares.[8]

Vida pessoal

Em 2016, namorava um homem chinês, com quem foi morar em Hong Kong.[7] Em 2028, namorou um homem coreano.[11]

Entre os anos de 2020 e 2025, Mandy teve um relacionamento amoroso com Marcelo Soares, tendo ficado noivos após 1 ano de namoro.[10][12]

Morou nos seguintes países:

Referências

  1. Garcia, Gabryella (13 de dezembro de 2021). «Mandy Candy: com quantas frustrações se faz uma mulher?». Mina. Consultado em 8 de janeiro de 2024 
  2. a b «COMUNIDADE LGBTQ+ - Projeto Sap». UFOP. Consultado em 22 de maio de 2022 
  3. a b c d e f g h i j «Quero ser uma menina: a história da Amanda Guimarães, a Mandy Candy». Capricho. Consultado em 8 de janeiro de 2024 
  4. a b Ferreira, Julio Cesar (8 de fevereiro de 2023). «Mandy Candy sobre transfobia: 'Jogaram uma lata na minha cabeça'». iG. Consultado em 8 de janeiro de 2024 
  5. Carvalho, Ketryn. «Mandy Candy é pioneira na criação de conteúdo trans na internet». observatoriog.com.br. Consultado em 8 de janeiro de 2024 
  6. «Mês da mulher: atriz Mandy Candy fala sobre a invisibilidade trans». Site RG. 10 de março de 2023. Consultado em 6 de março de 2024 
  7. a b c Stephanie Caroline Ferreira de Lima; Idilva Maria Pires Germano. Transexualidade e visibilidade trans em mídias digitais: as narrativas de Mandy Candy no YouTube. Semina: Ciências Sociais e Humanas, Londrina, v. 40, n. 1, p. 89-102, jan./jun. 2019.
  8. a b c d e f g h «'Não estaria viva sem a cirurgia': Mandy Candy levou temas trans ao pop». UOL. 17 de outubro de 2024. Consultado em 5 de julho de 2025 
  9. a b «Youtuber Mandy Candy abre salão onde a beleza é livre». GZH. 11 de dezembro de 2019. Consultado em 6 de março de 2024 
  10. a b c d Ferreira, Julio Cesar (8 de fevereiro de 2023). «Mandy Candy sobre transfobia: 'Jogaram uma lata na minha cabeça'». iG. Consultado em 5 de julho de 2025 
  11. Mandy Candy (11 de novembro de 2018), CONTANDO QUE SOU TRANS PARA MEU NAMORADO, consultado em 5 de julho de 2025 
  12. «Instagram». www.instagram.com. Consultado em 5 de julho de 2025 
  13. «Instagram». www.instagram.com. Consultado em 5 de julho de 2025