Manacá-de-cheiro

Manacá-de-cheiro
Manacá-de-cheiro (do tupi manaká) no Rio Grande do Sul
Manacá-de-cheiro (do tupi manaká) no Rio Grande do Sul

Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: angiospérmicas
Clado: eudicotiledóneas
Clado: asterídeas
Ordem: Solanales
Família: Solanaceae
Género: Brunfelsia
Espécie: B. uniflora
Nome binomial
Brunfelsia uniflora

O manacá-de-cheiro ou manacá-de-jardim (Brunfelsia uniflora) é uma árvore da família Solanaceae com origem na Mata Atlântica, no Brasil.

É uma árvore de folhas pequenas e permanentes, de crescimento de velocidade média e que pode atingir cerca de 3 metros de altura, com 2 metros de diâmetro da copa arredondada. A floração decorre entre setembro a março e produz flores inicialmente lilases que vão, ao longo do tempo, embranquecendo.[1] A frutificação é do tipo cápsula. A propagação é por mergulhia e não suporta transplante.

Esta espécie é muito utilizada como ornamento, pela sua beleza e perfume. Durante todo o ano é possível ver na sua proximidade a borboleta-do-manacá, que deposita os ovos apenas nas folhas dessa planta, que é o único alimento de suas larvas. A lagarta peculiar, preta com listras amarelas, é adaptada a resistir às toxinas desta planta. As folhas, raiz e frutos do manacá-de-jardim possuem propriedades medicinais mas, em grandes quantidades, são tóxicos para animais domésticos e para o homem, podendo causar vômito, diarreia, tremores, falta de coordenação, tosse e letargia por vários dias.[2][3]

Etimologia

Seu nome popular deriva do tupi antigo manaká, que designava esta espécie.[4]

Ver também

Galeria


Referências

  1. «Yesterday, Today and Tomorrow (The Brunfelsia)». Consultado em 10 de setembro de 2016 
  2. «FDA Poisonous Plant Database: Brunfelsia pauciflora ("Yesterday, to-day and tomorrow") poisoning in a dog» (em inglês). Consultado em 20 de Abril de 2015 
  3. «Pet Care (Animal Poison Control > Toxic and Non-Toxic Plants > Brunfelsia)» (em inglês). Consultado em 20 de Abril de 2015 
  4. Navarro, Eduardo de Almeida (2013). Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo: Global. ISBN 978-85-260-1933-1  Informe a(s) página(s) que sustenta(m) a informação (ajuda)