Mammillaria spinosissima

Mammillaria spinosissima
M. spinosissima var. 'rubrispina'
M. spinosissima var. 'rubrispina'
Classificação científica
Domínio: Plantae
Clado: Planta vascular
Clado: Angiosperma
Clado: Eudicotyledoneae
Ordem: Caryophyllales
Família: Cactaceae
Subfamília: Cactoideae [en]
Género: Mammillaria
Espécie: M. spinosissima
Nome binomial
Mammillaria spinosissima
(Kuntze) Lem.[1]
Sinónimos[2]
  • Mammillaria auricoma
  • Mammillaria centraliplumosa
  • Mammillaria crassior
  • Mammillaria gasterantha
  • Mammillaria haasii
  • Mammillaria pilcayensis
  • Mammillaria virginis

Mammillaria spinosissima[1] ([ˌmæmɪˈlɛəriə ˌspɪnˈsɪsɪmə]) é uma espécie de angiosperma da família Cactaceae, conhecida popularmente em inglês como spiny pincushion cactus. É endêmica dos estados centrais do México, Guerrero e Morelos, onde cresce em altitudes entre 1600 e 1900 metros. A espécie foi descrita em 1838 por James Forbes, jardineiro do Duque de Bedford. O botânico David Hunt [en] coletou um espécime em 1971, perto de Sierra de Tepoztlán, no México.

M. spinosissima prospera em solos bem drenados, arenosos ou francos, com pH variando de ácido a neutro. Prefere baixa umidade e sol pleno filtrado. As plantas são regadas a cada duas ou três semanas e mantidas quase secas durante o inverno. Não requerem poda e são ideais para cultivo em pátios e vasos. São resistentes a doenças, mas suscetíveis a pragas como cochonilhas-farinhentas. Sinônimos de M. spinosissima incluem Mammillaria centraliplumosa, Mammillaria haasii e Mammillaria virginis.

Taxonomia

Imagem colorida de uma montanha vista de uma cidade
Sierra de Tepoztlán

Lineu designou Mammillaria como um gênero-tipo para cactos em 1753.[3] Em 1838, James Forbes, jardineiro do Duque de Bedford, listou e descreveu uma espécie chamada Echinocactus spinosissimas, a partir de cactos adquiridos na Europa três anos antes. Nathaniel Lord Britton e Joseph Nelson Rose acreditam que Forbes recebeu esse nome de Ludwig Karl Georg Pfeiffer, mas a planta era, na verdade, Mammillaria spinosissima.[4]

Pfeiffer publicou a primeira divisão infragenérica de Mammillaria em 1837, separando o gênero em dois grupos com base em características distintas dos espinhos. Em 1845, Joseph de Salm-Reifferscheidt-Dyck, com base no trabalho de Frederick Scheer, ampliou a classificação em oito grupos. Com pelo menos 145 espécies reconhecidas, é um dos gêneros mais numerosos e morfologicamente variados da família dos cactos.[3] Estima-se que existam até 200 espécies de Mammillaria, incluindo 62 cultivadas na Índia. Embora maior, o gênero Opuntia é menos popular entre jardineiros e paisagistas.[5] Anteriormente considerado monofilético, análises filogenéticas indicam que Mammilloydia está inserido em um grupo central de espécies de Mammillaria.[3] Um espécime de Mammillaria spinosissima foi coletado por David Hunt em setembro de 1971, próximo à rodovia de pedágio Cuautla-Cuernavaca, em Sierra de Tepoztlán, a 1600 metros de altitude.[6]

Espécies semelhantes, subespécies e sinônimos

Espécies semelhantes a Mammillaria spinosissima incluem Mammillaria backebergiana [en] e Mammillaria meyranii.[7] Subespécies incluem M. spinosissima pilcayensis (sinônimo: Bravo, D. R. Hunt), M. spinosissima tepoxtlana (D. R. Hunt) e M. spinosissima spinosissima (Lem.).[1] Sinônimos de M. spinosissima incluem Mammillaria centraliplumosa (Fittkau), Mammillaria haasii (J. Meyrán) e Mammillaria virginis (Fittkau e Kladiwa).[8]

Descrição

Imagem colorida de um cacto com espinhos avermelhados
No Jardim Botânico dos Estados Unidos.

Mammillaria spinosissima é uma planta cilíndrica que atinge até 30 cm de altura e 10 cm de largura, alcançando sua altura máxima após cinco a dez anos. Seus espinhos são marrom-avermelhados ou brancos, com radiais de cor creme, e suas flores, em forma de funil e cor-de-rosa, crescem em um anel ao redor do ápice do caule, com cerca de 2 cm de comprimento.[9] Esses cactos, relativamente pequenos, são globulares ou alongados, e suas flores produzem bagas geralmente vermelho-brilhantes, em forma de clava, lisas e suculentas.[5]

As espécies de Mammillaria tendem a crescer rasteiras, isoladas ou em grupos. O gênero é caracterizado por aréolas dimórficas: as aréolas vegetativas, que sustentam espinhos, localizam-se no ápice dos tubérculos, enquanto as aréolas floríferas situam-se nas axilas dos tubérculos.[3] O caule é lanoso e coberto por cerdas.[10]

Habitat nativo

O gênero Mammillaria tem seu habitat nativo desde a Colômbia e Venezuela até o sudoeste dos Estados Unidos, com maior diversidade no México.[3] Espécies também foram documentadas nas Antilhas.[5] M. spinosissima é endêmica do centro do México, concentrada em Guerrero e Morelos, onde cresce a altitudes de 1600 a 1900 metros, preferindo florestas tropicais secas e matagais xerófilos.[11] A subespécie pilcayensis é nomeada por sua ocorrência na Barranca de Pilcaya, em Guerrero.[12]

Cultivo

Britton e Rose acreditam que M. spinosissima está em cultivo desde pelo menos 1835.[4] A espécie prospera em solos bem drenados, arenosos ou francos, com pH ácido, alcalino ou neutro. Prefere baixa umidade e cresce bem sob vidro, com sol pleno filtrado vindo do sul, norte ou leste. A rega ocorre a cada duas ou três semanas, mantendo o solo quase seco no inverno. A propagação é feita por brotos ou sementes semeadas no início da primavera, em temperaturas de 19 a 24 °C. Não requer poda e é ideal para pátios e vasos. É resistente a doenças, mas suscetível a pragas como cochonilhas-farinhentas.[9] Esta planta recebeu o Prêmio de Mérito em Jardinagem da Royal Horticultural Society.[13][14]

Galeria

Notas

Bibliografia

Ligações externas