Mairi

Mairi
Município do Brasil
Hino
Gentílico mairiense
Localização
Localização de Mairi na Bahia
Localização de Mairi na Bahia
Localização de Mairi na Bahia
Mairi está localizado em: Brasil
Mairi
Localização de Mairi no Brasil
Mapa de Mairi
Coordenadas 🌍
País Brasil
Unidade federativa Bahia
Municípios limítrofes Baixa Grande, Capela do Alto Alegre, Mundo Novo, Pintadas, Várzea do Poço, Várzea da Roça e Serrolândia
Distância até a capital Não disponível
História
Fundação 5 de agosto de 1897 (128 anos)
Administração
Prefeito(a) Gustavo Alves Ferreira Carneiro (Movimento Democrático Brasileiro [MDB], 2025–2028)
Vereadores 11
Características geográficas
Área total 906,680 km²
População total (Censo de 2022) 17 674 hab.
 • Posição BA: 189°
Densidade 19,5 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010) 0,572 baixo
PIB (IBGE/2021) R$ 158 812,58 mil
PIB per capita (IBGE/2021) R$ 8 568,25
Sítio mairi.ba.gov.br (Prefeitura)
camaramairi.ba.gov.br (Câmara)

Mairi é um município brasileiro do centro-norte do estado da Bahia, na região Nordeste. Está localizado no sertão baiano, nas imediações da Chapada Diamantina.[1][2][3][4][5]

O município de Mairi adotou oficialmente este nome em 1943, por meio do decreto-lei estadual n° 141. Seu primeiro nome foi Monte Alegre. Tem o apelido de "Friburgo baiana", em alusão a Friburgo, na Suíça, por causa das semelhanças na culinária, produção de queijo, território montanhoso e clima serrano.[6][7]

História

O território que compõem o contemporâneo município de Mairi foi originariamente povoado por diversas etnias indígenas, com destaque para o povo índigena Payayá, grupo pertencente aos povos genericamente denominados de tapuias. Os povos paiaiás viviam na região entre Jacobina e o Vale do Paraguaçu ocupando uma área conhecida como Sertão das Jacobinas.[8][9]

Na primeira década do século XVIII, os Payayás foram aldeados por missionários franciscanos no Aldeamento de Bom Jesus da Glória de Jacobina, missão religiosa fundada em 1706. A concentração da população indígena remanescente em aldeamentos missionários e a expulsão dos indígenas que se recusaram a se aldearem nas missões religiosas contribuíram para um despovoamento da região, que também compreendia o atual território de Mairi, entre os séculos XVII e XIX.[8][9]

O despovoamento forçado das nações indígenas que habitavam a região criou condições que viabilizaram o estabelecimento de propriedades latifundiárias de grandes proporções, como ocorreu com as sesmarias doadas às famílias da Casa da Torre e Guedes de Brito, território que era ignorado pelas instituições governamentais do período colonial e do Império.[8][9]

Outro fator que influenciou na mudança do perfil populacional foi a descoberta e exploração das minas de ouro em Jacobina, durante os séculos XVII e XVIII, que atraíram colonos, comerciantes e garimpeiros europeus e luso-brasileiros de várias partes da Colônia, além dos afrobrasileiros e africanos escravizados que foram parar no trabalho de mineração. Esse fluxo de pessoas repercutiu na ocupação humana do território de Mairi, cujos colonos passaram a chamar a povoação constituída nesta área de Monte Alegre da Bahia.[10]

Na década de 1830 do século XIX, o governo da Província da Bahia criou o Distrito de Monte Alegre, conforme a lei provincial nº 67, 1 de julho de 1838.[10]

Em 31 de dezembro de 1857, o distrito de Monte Alegre foi elevado à categoria de vila com a denominação de Monte Alegre, de acordo com a lei provincial nº 669, adquirindo a condição de município, passando a contar com uma câmara municipal por causa das especificidades históricas da época do Brasil Império.[10]

Na década de 1940, por meio do decreto-lei estadual nº 141, de 31 de dezembro de 1943, retificado pelo decreto estadual nº 12978, de 01 de junho de 1944, o município de Monte Alegre teve seu nome modificado para a denominação de Mairi.[10]

Mairi passou a ser conhecida como a “Friburgo baiana” em razão de características que remetem à cidade suíça de Friburgo, especialmente o clima ameno, o relevo montanhoso e a produção artesanal de queijos. Localizado em uma área cercada por serras e montanhas, o município apresenta temperaturas que podem chegar a 14 °C durante o inverno, o que é incomum na maior parte da Bahia. Esse clima mais fresco, aliado às condições do relevo, favorece a pecuária leiteira e a fabricação de queijos artesanais, atividade que tem se consolidado como uma das principais vocações econômicas locais e que reforça a associação simbólica com regiões produtoras da Europa.[11]

Política e administração

O Município de Mairi possui uma estrutura político-administrativa composta pelo Poder Executivo, chefiado por um Prefeito eleito por sufrágio universal, o qual é auxiliado diretamente por secretários municipais nomeados por ele, e pelo Poder Legislativo, institucionalizado pela Câmara Municipal de Mairi, órgão colegiado de representação dos munícipes que é composto por vereadores também eleitos por sufrágio universal.[12]

Poder Executivo

O prefeito de Mairi é Gustavo Alves Ferreira Carneiro, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que assumiu o cargo em 2025 para seu primeiro mandato. O vice-prefeito é Raimundo de Almeida Carvalho, do Partido Social Democrático (PSD).[13][14][15]

Poder Legislativo

A Câmara Municipal de Mairi é composta por onze vereadores.[16]

Economia

Em Mairi, os setores agrícola, comercial e de serviços públicos constituem as principais bases da economia local. O município é reconhecido pela produção de queijo.[17]

Referências

  1. «Por que Mairi ficou conhecida como a Friburgo baiana?». www.correio24horas.com.br. Consultado em 15 de julho de 2025 
  2. «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 17 de dezembro de 2009 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 17 de dezembro de 2009. Arquivado do original em 3 de outubro de 2009 
  4. «Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 19 de dezembro de 2007. Consultado em 17 de dezembro de 2009. Arquivado do original (PDF) em 2 de outubro de 2008 
  5. «Mairi». IBGE. Consultado em 4 de dezembro de 2022 
  6. «Mairi | História & Fotos». IBGE. Consultado em 15 de julho de 2025 
  7. «Por que Mairi ficou conhecida como a Friburgo baiana?». www.correio24horas.com.br. Consultado em 15 de julho de 2025 
  8. a b c Raphael Rodrigues Vieira Filho (2009). «POPULAÇÕES NEGRAS E INDÍGENAS NO SERTÃO DAS JACOBINAS SÉCULOS XVIII E XIX: É POSSÍVEL ENCONTRÁ-LAS EM DOCUMENTOS OFICIAIS?» (PDF). ANPUH: Anais do XXV SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA. Consultado em 2 de maio de 2023 
  9. a b c Solon Natalício Araújo dos Santos (2009). «Políticas Indígenas nos aldeamentos da Vila de Santo Antonio de Jacobina (1803-1816)» (PDF). ANPUH: Anais do XXV SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA. Consultado em 2 de maio de 2023 
  10. a b c d «Mairi - História & Fotos». IBGE. Consultado em 2 de maio de 2023 
  11. «Por que Mairi ficou conhecida como a Friburgo baiana?». www.correio24horas.com.br. Consultado em 17 de junho de 2025 
  12. MEIRELLES, Hely Lopes. Direito municipal brasileiro. 18. ed. São Paulo: Malheiros, 2017.
  13. «Prefeito de Mairi (BA) toma posse nesta quarta (1º); veja lista de vereadores eleitos». G1. 31 de dezembro de 2024. Consultado em 15 de julho de 2025 
  14. «Gustavo 15 prefeito eleito de Mairi em 2024. Biografia e Proposta | O TEMPO». www.otempo.com.br. Consultado em 15 de julho de 2025 
  15. «Raimundo 15 para vice-prefeito de Mairi em 2024. Veja biografia, propostas e tudo sobre sua campanha! | O TEMPO». www.otempo.com.br. Consultado em 15 de julho de 2025 
  16. «Prefeito de Mairi (BA) toma posse nesta quarta (1º); veja lista de vereadores eleitos». G1. 31 de dezembro de 2024. Consultado em 15 de julho de 2025 
  17. «Por que Mairi ficou conhecida como a Friburgo baiana?». www.correio24horas.com.br. Consultado em 15 de julho de 2025 

avo Alves Ferreira Carneiro

Referências