Maiozamalca
Maiozamalca (em latim: Maiozamalcha; em aramaico: Mahoza Malkā, lit. "a cidade real"[1]), segundo Amiano Marcelino, foi uma assentamento na Mesopotâmia. De acordo com Zósimo, estava a 90 estádios de Ctesifonte.[2] Eunápio não o descreveu por seu nome, mas referiu-se a ele como uma localidade fortificada situada a 90 estádios da capital, perto da cidade de Besuquis, cuja localização também é incerta.[3] Para Oppenheimer et al., deve ser a cidade de Coque/Ve-Ardaxir, situada às margens do Tigre perto de Ctesifonte, que em fontes judaicas era referida como Maoza.[1] John Matthews objetou essa sugestão, pois Amiano não faz confusão em seu relato dessa localidade com Maiozamalca.[3] Para ele, é mais provável que o nome, como concebido na crônica, seja uma confusão do assentamento que Amiano pretendia mencionar e o distrito no qual essas cidades estavam localizadas, que foi referido por Magno de Carras, citado em João Malalas, como "terra das pessoas chamadas mauzanitas".[4] Seja como for, coloca Amiano, durante a expedição do imperador Juliano (r. 361–363) de 363 contra o Império Sassânida, os romanos a cercaram e tomaram.[2]
Referências
- ↑ a b Oppenheimer, Isaac & Lecker 1983, p. 231.
- ↑ a b Vaux 1870, p. 266.
- ↑ a b Matthews 1989, p. 155.
- ↑ Matthews 1989, p. 155-156.
Bibliografia
- Matthews, John (1989). The Roman Empire of Ammianus. Baltimore: The Johns Hopkins University Press
- Oppenheimer, Aharon; Isaac, Benjamin H.; Lecker, Michael (1983). Babylonia Judaica in the Talmudic Period. Nova Iorque: L. Reichert
- Vaux, W. S. W. (1870). «Maogamalcha». In: Smith, William. Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology Vol. 2. Boston: Little, brown and Company