Magonia pubescens
Magonia pubescens
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![]() Muda de Magonia pubescens plantado em 2023 | |||||||||||||||
| Estado de conservação | |||||||||||||||
![]() Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1] | |||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||
| Magonia pubescens A.St.-Hil. | |||||||||||||||
Magonia pubescens A.St.-Hil, popularmente conhecida como timbó-açu[2] e tingui,[3] é umas espécie de planta da família Sapindaceae, que possui nome comum Tingui-do-cerrado.[4] É uma planta típica do cerrado brasileiro que apresenta potencial para utilização econômica e ecológica.[5]
Etimologia
O nome popular tingui vem do tupi antigo tingy, que etimlogicamente significa "líquido de enjôo" (tinga, enjoo, 'y, líquido), em referência à sua capacidade de entorpecer os peixes. Tingy era também nome dado ao sumo do barbasco (timbó). Timbó também é de origem tupi.[6]
Descrição
Possui altura variando entre 6 e 20 metros, apresenta ramos jovens castanho-claros, estriados e com lenticelas lineares, tornando-se escamosos com a idade. Suas folhas são compostas, com 6 a 10 folíolos oblongos ou obovados, subcoriáceos, medindo de 7 a 12,4 cm de comprimento; possuem base cuneada ou arredondada, ápice emarginado ou arredondado, e margens inteiras. A face superior é brilhante, com tricomas glandulares esparsos nas nervuras, enquanto a inferior é opaca e pubescente. As flores medem entre 24 e 33 mm de diâmetro, possuem pétalas purpúreas com margens revolutas e tricomas crespos, sépalas estreitas, disco nectarífero parcialmente pubescente, e gineceu com ovário pubescente. Os frutos são cápsulas lenhosas, levemente rugosas, com sementes achatadas, largo-elípticas ou subtrapezoidais, providas de asas laterais.[7]
Distribuição
A espécie não é endêmica do Brasil, embora nativa, com distribuição confirmada nas regiões Norte (Rondônia, Tocantins), Nordeste (Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí), Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso) e Sudeste (Minas Gerais, São Paulo). Ocorre nos domínios fitogeográficos da Amazônia, Caatinga e Cerrado, especialmente em formações de Cerrado lato sensu e Floresta Estacional Semidecidual.[7]
Referências
- ↑ Barker, A. (2020). Magonia pubescens (em inglês). IUCN 2020. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN. 2020: 3.1. doi:https://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2020-2.RLTS.T158458972A158506818.en Página visitada em 15 de julho de 2025.
- ↑ «Timbó-açu». Michaelis On-Line. Consultado em 24 de outubro de 2025
- ↑ «Tingui». Michaelis On-Line. Consultado em 24 de outubro de 2025
- ↑ «Magonia pubescens A.St.-Hil.». www.gbif.org. Consultado em 16 de junho de 2025
- ↑ Arantes, Cárita Rodrigues de Aquino; Fava, Carmen Lúcia Ferreira; Camili, Elisangela Clarete; Scaramuzza, Walcylene Lacerda Matos Pereira (2017). «Germinação e vigor de sementes de Magonia pubescens A. St.-Hil. submetidas ao armazenamento e pré-embebição em água». Journal of Seed Science: 344–352. ISSN 2317-1537. doi:10.1590/2317-1545v39n4170498. Consultado em 16 de junho de 2025
- ↑ Navarro, Eduardo de Almeida (2013). Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo: Global. ISBN 978-85-260-1933-1 Informe a(s) página(s) que sustenta(m) a informação (ajuda)
- ↑ a b «Flora e Funga do Brasil». reflora.jbrj.gov.br. Consultado em 16 de junho de 2025

