Macário José da Rocha
Macário José da Rocha (1 de abril de 1816 – 26 de fevereiro de 1866) foi um pintor brasileiro.
Biografia
Nasceu na Bahia em 1 de abril de 1816 e era discípulo de José Rodrigues Nunes.[1] De acordo com Manoel Raymundo Querino, em seu livro "Artistas Bahianos (Indicações Biographicas)", segunda edição, de 1911:[1]
Era versado no estudo de línguas, lecionou em colégios, retratista prático de grande aceleração e presteza, circunstância que lhe obstou aprofundar, no estudo do desenho, o seu natural talento. Como paisagista, gênero em que não se dá a necessária correção à figura humana, mostrou espírito e muita vocação. Os seus exageros levaram-no a ditos desta ordem, quando produzia um bom trabalho de paisagem: "Apanhei a natureza em flagrante".
Faleceu em 26 de fevereiro de 1866.[1]
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Obras
Conforme Manoel Querino, suas obras conhecidas até 1911 eram:[1]
- Retrato de D. Pedro II;
- Retrato do general Labatut (atualmente localizada no Memorial da Câmara Municipal de Salvador);
- Retrato do comendador Antônio Pedroso;
- Retrato do general Muniz Tavares;
- Os retratos de D. Romualdo, arcebispo da Bahia, e de diversos cônegos da Catedral;
- Judite, suspendendo a cabeça de Holofernes;
- a Morte de Abel por Caim;
- Catão rasgando as entranhas;
- Nascimento de Vênus;
- Uma noite de luar;
- O Incêndio de um vapor francês;
- Um vulcão em erupção;
- Um castelo abandonado;
- Susana, Lia e Raquel;
- o Amor banhando-se com Cupido;
- Netuno, e enorme quantidade de paisagens do natural e cópia.
Referências
- ↑ a b c d Querino, Manoel Raymundo (1911). Artistas Bahianos (Indicações Biographicas). Bahia: Oficinas da Empresa "A Bahia". pp. 76–77
- ↑ «Telas do acervo da Câmara vão integrar mostra dos 200 anos da Independência». Câmara Municipal de Salvador. 6 de julho de 2022. Consultado em 22 de junho de 2025