Música cristã
Música cristã é originada dos hinários protestantes tais como Salmos e Hinos (mais antigo hinário editado no Brasil, de 1861), Hinos e cânticos (o segundo mais antigo, de 1876), Cantor Cristão (primeiro hinário oficial das igrejas Batistas no Brasil, de 1891), Harpa Cristã (hinário oficial das Assembleias de Deus no Brasil, de 1922), Novo Cântico (hinário oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil, de 1977), Hinário para o Culto Cristão (segundo hinário oficial das igrejas Batistas no Brasil, de 1991), entre outros, que por sua vez vêm das traduções e adaptações de músicas evangélicas de outros países, principalmente dos EUA, Reino Unido e Alemanha.
Muitas destas músicas foram compostas durante a explosão do protestantismo no final do século XIX. Elas geralmente falam de Jesus, de Deus e do Espírito Santo. [[Archivo:Amazing_Grace_with_vocals_and_guitar_by_Rocks_From_The_Garden_-_20060603.ogg|direita|miniaturadaimagem|"Amazing Grace"]] O alcance da música cristã contemporânea, no Brasil, cresceu muito devido às publicações feitas em plataformas de compartilhamento de vídeos, como o Youtube, publicadas tanto por usuários comuns como pelos artistas. Assim também como os blogs de músicas, que contribuíram significativamente para o aumento da audiência do gênero.
História
Na Bíblia
Na Bíblia, o papel da música para o povo cristão cumpre a função de louvor, adoração e glorificação de Deus. Um exemplo encontra-se no capítulo 150 do Livro dos Salmos, onde há uma exortação a louvar a Deus com instrumentos musicais de sopro, de corda e de percussão.

No Novo Testamento, o uso que os apóstolos e os seguidores de Levi, tal como indicado em 1 Crônicas 15:16 e Neemias 11:22. Destaca-se o papel do Rei Davi como músico, que tocava sua harpa para acalmar o espírito atormentado do rei Saul e, mais tarde, obteve o direito de designar os músicos do templo. Davi também é o principal autor dos Salmos.
Outras referências mencionam eventos em que se tocava música vigorosamente, acompanhada de coros do povo e danças das quais participavam homens e mulheres, grandes e pequenos, jovens e idosos. A música acompanhada de danças estava presente em celebrações grandes e pequenas que marcavam eventos importantes na vida do povo, ainda que também da vida cotidiana, expressando uma grande variedade de estados de ânimo, sentimentos e diversas emoções que tinham como característica a glorificação de Deus. Os cantos costumavam realizar-se especialmente em tempos de paz e alegria, enquanto diversos passagens bíblicas demonstram que durante tempos de arrependimento a música era deixada de lado por um momento com o objetivo de focar na oração, no jejum e na comunhão com Deus, como mostra a exortação profética em Amós 5:23–24.
No Novo Testamento, destaca-se o relato sobre Paulo e Silas registrado em Atos, onde se narra que, apesar de estarem aprisionados e terem sofrido aflições, tribulações e perseguições que enfrentaram por sua fé em Jesus Cristo, ambos os apóstolos cantaram hinos dedicados a Deus durante a meia-noite.
Além disso, em Mateus 26:30 e Marcos 14:26, o testemunho bíblico registra que o próprio Jesus e seus discípulos entoaram um hino de ação de graças na Última Ceia, antes de partirem para o Monte das Oliveiras. O texto bíblico não menciona o nome do hino.
Cristianismo primitivo
No passado, os levitas haviam sido nomeados cantores e instrumentistas do templo; contudo, suas obras musicais perderam-se com o passar das gerações. No ano 70 d.C., o Segundo Templo foi destruído pelas tropas do imperador Tito e, nos anos seguintes, os levitas, junto com a maioria dos judeus, fugiram da Palestina. Alguns pensam que, como resultado, a música da sinagoga perdeu o caráter alegre e as grandes forças instrumentais que tinham no Templo judaico inicialmente.
Diversos musicólogos, como Ulrich,[1] concordam que grande parte da música cristã no início do milênio foi influenciada pela música hebraica e continha diversas práticas e tradições musicais do povo judeu. Segundo Werner (1984), as conexões entre os cantos hebreus e os cantos cristãos foram cientificamente investigadas e comprovadas.[2]
Em geral, sabe-se pouco sobre a música do cristianismo primitivo, pois grande parte dela não era escrita, mas transmitida principalmente de forma oral de geração em geração. Do mesmo modo, desconhece-se como eram as melodias ou ritmos da música das comunidades cristãs dos primeiros séculos, embora se pense que as peças consistiam em melodias simples que acompanhavam orações e preces vocais espirituais.[3]
Alguns historiadores pensam que pode ter havido influência da música grega oriental, devido ao fato de haver registros musicais escritos em idioma grego; no entanto, essa última visão não é compartilhada por muitos, pois o fato de os hinos terem sido escritos em grego não implica necessariamente influência da música grega, além de que também se sabe pouco sobre o estilo e a melodia da música grega e sua história.[4] no início do milênio, dos quais se tem registro arqueológico.[5][6]
Nele foi encontrado o manuscrito de um hino cristão (P. Oxy. XV) que continha tanto a letra quanto a notação musical. O texto, em grego, escrito de forma poética, conclama a guardar silêncio para que se possa louvar a Trindade. A música contida é completamente diatônica, a notação é hipolídia, e a métrica, essencialmente anapéstica. Os estudos de paleografia musical sobre a estrutura do papiro indicaram que a melodia resulta de um conjunto de fórmulas características da composição melódica semítica que não existia na antiga música grega. Quando o cristianismo se estendeu pelos países do Mediterrâneo, esse princípio de composição musical incorporou-se ao estilo da música europeia dos séculos posteriores.[7]
Idade Média
[[Archivo:Bottega_di_domenico_ghirlandaio,_ascensione,_antifonario_edili_148_f._47v._biblioteca_medicea_laurenziana.jpg|ligação=https://es.wikipedia.org/wiki/Archivo:Bottega_di_domenico_ghirlandaio,_ascensione,_antifonario_edili_148_f._47v._biblioteca_medicea_laurenziana.jpg%7Cdireita%7Cminiaturadaimagem%7CAs antífonas polifônicas foram amplamente usadas durante a Idade Média e o Renascimento.]] Os usos dados à música nos serviços religiosos das comunidades cristãs foram-se ampliando durante a Idade Média, quando assumiram um caráter mais transcendental na vida dos povos. Com a divisão do Império Romano, no ano 395, o canto cristão na Europa Oriental passou a caracterizar-se por sua produção em língua grega, no canto bizantino; enquanto na Europa Ocidental, produziu-se mais em língua latina, assemelhando-se mais ao canto gregoriano.
Durante suas primeiras manifestações na Europa, a maioria da música envolvia o canto — seja de toda a congregação (assembleia) ou por um subgrupo, como um coral ou um grupo musical de culto.[8] Também houve produção de música cristã no Império Bizantino.[9] Ela se manifestava, geralmente, em grandes edifícios ou lugares fechados, como mosteiros, catedrais ou templos.
As Igrejas Ortodoxas preferiam que os cantos fossem realizados em templos ou lugares de culto onde o ambiente fosse solene e não interrompesse a sonoridade da voz humana. Os serviços religiosos da Igreja Ortodoxa empregavam frases provenientes de tradições judaicas e eram raramente acompanhados de instrumentos musicais, especialmente nos templos de Bizâncio e Macedônia.[10] Alguns instrumentos empregados eram o alaúde e os sinos. Na Igreja Ortodoxa da Etiópia usavam-se instrumentos autóctones, como tamborins e elementos de percussão.
Entre os séculos V e VI, a teoria musical grega foi divulgada por Boécio, e começou a ser usada no Ocidente com uma notação alfabética latina. Mais tarde, a leitura musical organizou-se de acordo com seu estilo em canto silábico (salmodia), em que cada sinal representava um som, ou em canto melismático (hinário), em que cada sílaba do texto representava vários sons de distinta altura.[9]
O cantochão (também conhecido como música gregoriana) foi utilizado durante a Idade Média como uma expressão mais ocidental da arte religiosa. Em grandes mosteiros de tipo contemplativo, como os beneditinos, desenvolveram-se inúmeras canções únicas que faziam parte do louvor e do patrimônio musical da época. Nesse contexto, destacam-se historicamente as contribuições musicais de Guido d’Arezzo e sua relação com a cristandade.
Renascimento
Como o Renascimento não surgiu ao mesmo tempo em toda a Europa, o avanço musical e artístico manifestou-se de diversas formas em diferentes lugares, nem sempre inovando a tradição musical cristã medieval.[11]
Atualidade
Os artistas evangélicos fizeram contribuições significativas para a música cristã contemporânea na década de 1960, desenvolvendo vários estilos musicais cristãos, desde o rock cristão até o hip hop cristão, passando pelo punk cristão e o metal cristão.[12][13] O GMA Dove Awards, uma cerimônia anual que premia a música cristã, foi criado em Memphis (Tennessee) em outubro de 1969 pela Gospel Music Association.[14]
Várias gravadoras evangélicas apoiaram o movimento. No rock cristão, destaca-se a Sparrow Records, fundada em 1976 nos Estados Unidos por Billy Ray Hearn, um músico cristão formado pela Universidade de Baylor.[13] No hip hop cristão, TobyMac, Todd Collins e Joey Elwood fundaram em 1994 o primeiro selo especializado, a Gotee Records.[15][16] A fundação do selo Reach Records, em 2004, por Lecrae e Ben Washer, também teve um impacto significativo no desenvolvimento do hip hop cristão.[17][18] De acordo com Ericson Enroth, o pastor Chuck Smith, da Calvary Chapel, fundou as primeiras gravadoras de música rock-pop cristã, em uma das quais surgiu o selo Maranatha! Music em 1971.[19]
No México, durante o século XX, formaram-se diversos conjuntos que integravam letras de fé cristã na música folclórica da época, dando origem à variante musical do mariachi cristão. Alguns dos intérpretes conhecidos incluíam as irmãs Martha e María Bonilla, e José Trejo. Como resultado de sua crescente aceitação entre alguns fiéis, essa música acabou se difundindo para outros países latino-americanos, como Costa Rica, Venezuela e Colômbia, entre outros.[20]
Em 2004, mais de 250 músicos cristãos se uniram para cantar a música "One Voice, One Heart" (Uma Voz, Um Coração). A união ocorreu com o objetivo de arrecadar fundos destinados às pessoas afetadas pelo tsunami na Indonésia naquele mesmo ano. A peça, escrita por Mark Beswick e Tim Hughes, foi gravada nos Abbey Road Studios. Entre os participantes estavam Martin Smith (Delirious?), Matt Redman, Lou Fellingham, Noel Richards, Brenton Brown e Graham Kendrick, entre outros líderes de louvor que, juntos, ficaram conhecidos como a "Band Aid Cristã".[21][22][23][24]
Segundo um estudo de 2023, realizado pela Worship Leader Research, das 25 licenças de músicas mais populares utilizadas pelas igrejas entre 2010 e 2020, quase 100% provinham de três grupos musicais de meg Igrejas: Hillsong Worship (Hillsong Church), Bethel Music (Bethel Church) e Elevation Worship (Elevation Church).[25]
Serviços de adoração
Entre os usos mais comuns da música cristã estão os cultos e outras reuniões religiosas. A maior parte da música cristã envolve canto — seja por toda a congregação, por um subgrupo especializado (como solista, dueto, trio, quarteto, madrigal, coral ou banda de louvor), ou por ambos. Com frequência, é acompanhada por instrumentos, mas algumas denominações — como alguns Irmãos Exclusivos, Igrejas de Cristo, Batistas Primitivos e a Igreja Livre da Escócia — preferem canto desacompanhado (a cappella). Outras denominações, como batistas, metodistas e presbiterianos, cantam com algum tipo de acompanhamento. Alguns grupos — como os Bruderhof — cantam canções com significados religiosos e não religiosos.[26] Para eles, o ato de cantar é importante. Uma das primeiras formas de música de adoração na igreja foi o canto gregoriano. O Papa Gregório I, embora não tenha sido o inventor do canto, foi reconhecido como o primeiro a organizar esse tipo de música na igreja, dando origem ao nome “gregoriano”. A reforma do canto ocorreu cerca de 590–604 d.C. (reinado do Papa Gregório I) (Kamien, p. 65–67). O canto gregoriano era conhecido por sua sonoridade monofônica. Gregório acreditava que a complexidade poderia criar cacofonia e arruinar a música, por isso manteve o canto simples.[27]
Tipos de música cristã
A música cristã abrange uma ampla variedade de gêneros que refletem a diversidade dos estilos de culto, influências culturais e expressões artísticas de diferentes povos. Embora a música cristã tradicional, como os hinos, permaneça fundamental, a música cristã moderna passou a soar mais como a música popular, ajudando artistas a alcançar novos públicos.[28]
Controvérsias
Cabe destacar que vários dos estilos musicais modernos recebem fortes críticas e profunda rejeição por parte do fundamentalismo, de outros setores cristãos, de diversos ministros e de fiéis que não aceitam a incorporação nem a combinação de certos gêneros com temática cristã, por considerá-los ritmos mundanos, seculares, “sensuais” ou até satânicos. Estilos contemporâneos como heavy metal, death metal, screamo, assim como rap, hip hop e reggaeton, costumam ser fortemente desaprovados por setores conservadores da comunidade cristã, que chegam a denunciar sua aceitação como uma forma de secularização que perverte o caráter de consagração e santidade da música. O conhecido ministério “I’ll Be Honest”, por exemplo, desaprova música com sons estridentes, distorcidos e violentos, considerando que não têm lugar no cristianismo.[29]
Assim como isso, a rejeição ao rock ou ao pop moderno, por exemplo, deve-se em parte ao fato de esses gêneros terem sido associados com diversas práticas imorais desde seus primórdios — práticas fortemente reprovadas e rejeitadas pela moral cristã, tais como promiscuidade sexual e consumo de drogas e álcool. Dessa maneira, há quem questione as verdadeiras motivações dos músicos, debatendo se determinado ritmo ou artistas estão realmente exercendo um ministério musical cristão para evangelizar, ou se apenas realizam uma forma de entretenimento com fins de marketing para vender discos.[30]
Outro tema de controvérsia está relacionado às relações que alguns músicos mantêm com outras instituições ou líderes religiosos. Com a crescente difusão do ecumenismo (também chamado de “movimento ecumênico”), surgiram opiniões divergentes, pois, enquanto alguns músicos o aprovam, há cristãos que o rejeitam fortemente. Ainda assim, foram organizados festivais musicais em que músicos conhecidos do meio protestante se apresentaram em eventos de caráter católico — e vice-versa. O cantor católico Matt Maher, por exemplo, tornou-se bastante conhecido no meio da música protestante, enquanto o grupo Hillsong United e a cantora Darlene Zschech participaram do concerto “Receive the Power” em Sydney, Austrália, em 18 de julho de 2008, um evento organizado anualmente pela Igreja Católica, chamado “Jornada Mundial da Juventude” (JMJ) ou World Youth Day (WYD). Outros casos incluem o cantor Michael W. Smith, que em outubro de 1995 se apresentou em um evento pontifício durante a visita de João Paulo II à cidade de Baltimore;[31][32] ou a banda Third Day e o rapper tobyMac, que em abril de 2009 se apresentaram em um evento católico diante do Papa Bento XVI, em Nova York.[33][34][35]
Outro tema recorrente de debate diz respeito a artistas que inicialmente faziam música cristã e posteriormente migraram para o cenário da música secular — ou o contrário —, bem como às suas produções que não tratam de temas de fé cristã.[36] Entre os artistas que produziram tanto música cristã quanto secular estão: Amy Grant, Skillet, Brooke Fraser, Chris Rice, Underoath, Daughtry, Relient K,[37][38] Stryper,[39] The Afters,[40][41] entre outros.
Também surgiu confusão em torno de bandas que foram equivocadamente classificadas como “cristãs” por alguns meios de comunicação, apesar de não produzirem músicas com mensagens evangelísticas ou com expressões explícitas do cristianismo. Exemplos incluem Evanescence,[42] Creed,[43][44] Three Days Grace,[45] entre outras.
Há ainda bandas cujos integrantes se consideram cristãos, mas que não se dedicam especificamente a produzir música voltada a Jesus Cristo, à adoração ou ao evangelismo. Alguns exemplos de bandas que não se reconhecem como grupos de “música cristã” — embora muitas vezes sejam rotuladas assim por fãs ou pela mídia — incluem Switchfoot,[46]Lifehouse,[47] Flyleaf,[48] Chevelle,[49] The Fray,[50] 12 Stones, Needtobreathe,[51] entre outras.
Nesse sentido, é importante ressaltar que o fato de um músico se considerar cristão não significa necessariamente que ele componha música cristã, assim como o simples fato de uma canção mencionar Deus não implica que ela deva ser classificada nesse gênero.[52] O escritor cristão Rick Jones afirma:
“...muito da música ‘cristã’ de hoje não pode ser muito espiritual em sua mensagem porque mal menciona Deus. A verdadeira música cristã dá honra e glória a Jesus Cristo, não ao cantor.”[53]
Diversos pastores — como David Cloud (Way Of Life Ministries), Michael Hoggard (Bethel Church),[54] Bob Jennings e David Wilkerson (Igreja da Times Square) — estão entre as figuras cristãs que desaprovaram aspectos da indústria moderna da música cristã. Mike Hoggard, por exemplo, conduziu um estudo no qual aponta supostos símbolos ocultistas em músicas cristãs.[55] Já o renomado pastor David Wilkerson relatou ter visto “imagens demoníacas” e presenciado uma “manifestação diabólica” no único concerto de rock cristão ao qual assistiu em 1987, após ter sido convidado pessoalmente pelo vocalista da banda.[56] Wilkerson concluiu:
“Grandes enganos abundam por toda parte — não apenas em relação à música rock e punk dos jovens, mas também nas novas formas pelas quais se promove a adoração e o louvor.” (David Wilkerson, 1987, World Challenge)
Outro tema que gerou grande controvérsia é o de relacionar a riqueza espiritual da música cristã com sua qualidade técnica. Diversos pastores, como Chuy Olivares e Paul Washer, afirmam que o fato de uma obra cristã possuir alta qualidade musical não significa que ela tenha profundidade espiritual. O pastor e cantor Alexis Peña concluiu:[57]
“Na verdadeira adoração, a meta é a glória de Deus, e a arte é apenas uma ferramenta para revelar essa glória. Ser um grande músico não é o objetivo; o objetivo é manifestar a imagem de Deus e que Ele seja glorificado em tudo.”
Em julho de 2014, o ex-líder da banda As I Lay Dying confessou que, embora seu grupo tenha sido conhecido como uma banda de metal cristão, ele e outros integrantes eram ateus e nunca revelaram isso por medo de vender menos discos. Ele afirmou ainda que, em sua opinião, apenas uma em cada dez bandas de metal cristão que conheceu é formada por verdadeiros cristãos praticantes.[58][59]
Em 16 de julho de 2016, líderes religiosos dos Estados Unidos, dirigidos e organizados por Nick Hall, realizaram um megaevento de música cristã e oração no National Mall, em Washington D.C. O evento, de caráter ecumênico, foi intitulado Together 2016 (“Juntos 2016”) e recebeu aprovação do Papa Francisco como uma oportunidade de unir os crentes em Jesus, independentemente das diferenças doutrinárias.[60] Participaram músicos cristãos de destaque como Hillsong United, Michael W. Smith, Jeremy Camp, Lecrae, Casting Crowns, Kirk Franklin, Kari Jobe, Matthew West, Christine D’Clario, Luis Palau, Crowder, entre outros.[61][62]
Ver também
- Música gospel
- Música sacra
- Música religiosa
- Hino
- Música católica popular
- Música cristã contemporânea
- Octoeco
Referências
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