Mário Jorge Rodrigues
| Mário Jorge Rodrigues | |
|---|---|
| Nascimento | 29 de Novembro de 1949 |
| Morte | 8 de Outubro de 2018 |
| Ocupação | Engenheiro agrónomo e artista plástico |
Mário Jorge Rodrigues, mais conhecido apenas como Mário Rodrigues (Sardoal, 29 de Novembro de 1949 - Santarém, 8 de Outubro de 2018), foi um engenheiro agrónomo e artista plástico português.
Biografia
Nasceu no Sardoal, em 1949.[1] Veio para Santarém ainda durante a juventude, para continuar os seus estudos, tendo frequentado a Escola de Regentes Agrícolas.[2]
Exerceu como artista plástico, tendo criado obras de diversas tipologias, como pintura, gravura, desenho, cerâmica e escultura.[3] Participou em exposições em vários pontos do país,[3] incluindo por exemplo a Esses Azuis, Mário, organizada em 2022 no Centro Cultural Regional de Santarém, e onde também participaram Carlos Amado, Mário Tropa, Xavier Correia, José Catrola e Fernando Veríssimo.[4] Foi igualmente considerado como o «mentor» do evento Pictorin – Encontro de Artistas Plásticos, organizado em Santarém.[5] Foi um dos principais responsáveis pela criação da exposição colectiva «as pedras são testemunhas silenciosas» que fez em conjunto com Carlos Amado e Fernanda Narciso, em duas lojas encerradas no centro de Santarém.[2] Uma das suas últimas obras, que não chegou a concluir, foi a escultura de pedras da calçada, onde incrustou pequenos pedaços de azulejo, e que pensou em deixar na área histórica da cidade.[3] Outro trabalho seu foi um monumento aos refugiados que morreram a tentar atravessar o mar Mediterrâneo, esculpido em mármore em 2016, e que planeou colocar no espelho de água junto às cafetarias situadas no Jardim da Liberdade.[3] Manteve um atelier na Incubadora d’Artes de Santarém, que partilhou com o também artista plástico Carlos Amado.[3] Foi igualmente considerado como o «mentor» do evento Pictorin – Encontro de Artistas Plásticos, organizado em Santarém.[5]
Numa entrevista à Agência Lusa, referiu que «desde criança que sempre tive uma inclinação muito grande para a arte», tendo fabricado ele próprio os brinquedos e as canetas.[2] Esta inclinação inspirou-o a frequentar os cursos de pintura, estética e história da arte na Sociedade Nacional de Belas Artes.[3] O historiador de arte Paulo Morais Alexandre descreveu a sua obra como uma «ligação entre o abstrato e o figurativo, através de, por um lado, uma mancha cromática que tem vida própria, que se desenvolve em plena autonomia, mas que, por outro, o pintor pontua com elementos reconhecíveis, objetos, pessoas que, numa representação contida, se fundem criando composições harmónicas apelando à visão, mas também à memória, numa sábia gestão dos afetos».[2]
Morreu em 8 de Outubro de 2018, aos 69 anos de idade, no hospital de Santarém, devido a um cancro do pulmão.[2]
Foi alvo de uma homenagem durante o evento Pictorin – III Encontro de Artistas Plásticos, que teve lugar em Santarém entre 1 e 5 de Setembro de 2020. Como parte desta iniciativa, foi organizado o Concurso Prémio Mário Rodrigues, no Jardim das Portas do Sol.[5][6]
Referências
- ↑ REAL, Hugo (10 de Outubro de 2018). «Mário Rodrigues (1949-2018)». Correio da Manhã. Consultado em 10 de Dezembro de 2025
- ↑ a b c d e «Artista plástico Mário Rodrigues morreu segunda-feira em Santarém». Diário de Notícias. 9 de Outubro de 2018. Consultado em 10 de Dezembro de 2025
- ↑ a b c d e f Agência Lusa (9 de Outubro de 2018). «Morreu o artista plástico Mário Rodrigues». Médio Tejo. Consultado em 10 de Dezembro de 2025
- ↑ BAPTISTA, João (3 de Maio de 2022). «"Esses Azuis, Mário" – Exposição de artes plásticas no Fórum Mário Viegas em Santarém». Mais Ribatejo. Consultado em 10 de Dezembro de 2025
- ↑ a b c «Pictorin homenageia Mário Rodrigues». Correio do Ribatejo. 13 de Setembro de 2020. Consultado em 10 de Dezembro de 2025
- ↑ «Prémio Mário Rodrigues em Santarém juntou artistas plásticos da região». O Mirante. 11 de Setembro de 2020. Consultado em 10 de Dezembro de 2025