Mário Chicó
| Mário Chicó | |
|---|---|
| Nascimento | 18 de maio de 1905 Beja |
| Morte | 11 de agosto de 1966 Lisboa |
| Cidadania | Portugal |
| Filho(a)(s) | Henrique Chicó |
| Ocupação | historiador da arte, professor universitário |
Mário Tavares Chicó (São João Batista, Beja, 18 de maio de 1905 — São Sebastião da Pedreira, Lisboa, 10 de agosto de 1966) foi um historiador de arte e professor universitário português.
Família
Era filho do comerciante Manuel Jacinto de Sousa Tavares, natural de Beja (freguesia de Santiago Maior), e de Júlia Luísa da Silva Tavares, doméstica, natural de Lisboa (freguesia do Beato), que foi adotada pelo agrónomo goês Manuel Vicente Rodrigues Chicó, trabalhador das propriedades da Casa de Cadaval, e sua esposa, Rufina da Conceição Guimarães, natural de Évora e madrinha de batismo de Mário. Mário foi então acolhido por este casal e adotou o apelido Chicó ao atingir a maioridade, passando a chamar-se Mário Tavares Chicó.[1][2]
Biografia
A mãe era aluna do curso de pintura da Escola Superior de Belas Artes e o tio, José de Sousa Tavares, era professor de História da Arte em Beja.[2]
Em 1929 participou activamente no movimento associativo estudantil, sendo 2.º Secretário da Assembleia Geral da Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, integrando uma lista que se voltaria a fazer eleger no ano lectivo seguinte e da qual faziam parte: Santos Paiva (Presidente da Assembleia Geral), António Almodôvar (Vice-presidente da Assembleia Geral), Manuela da Palma Carlos (1.ª Secretária da Assembleia), José Passos de Carvalho (Presidente da Direcção), Garcia Domingues (Presidente do Conselho Fiscal), Cunha Leão e José Boléo (vogais do Conselho Fiscal). Esta eleição foi rodeada de controvérsia, facto que levou à criação de uma outra Associação Académica, funcionando ambas em paralelo até à gradual desmobilização dos estudantes e ilegalização da Associação.
Em 1935, licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Com uma bolsa do Instituto de Alta Cultura, ingressou no Instituto de Arte e Arqueologia da Universidade de Paris e frequentou o curso de Arqueologia Medieval da École des Chartes (1937-1939). Em 1941, como Conservador dos Museus Municipais de Lisboa, foi autor do projeto de adaptação do Palácio da Mitra a Museu da Cidade de Lisboa.[2]
A 27 de março de 1943, casou civilmente em Lisboa com Maria Alice Lami (Moçâmedes, África Ocidental Portuguesa, 13 de janeiro de 1913), professora do ensino particular e conservadora de museus, filha do oficial da Marinha Álvaro Palma Lami (Lisboa, 7 de Setembro de 1881 — ?) e de Carlota Peixoto de Almeida Lami (Lisboa, 7 de Março de 1888 — ?), doméstica. Deste casamento nasceram dois filhos, Henrique e Sílvia.[3][2]
Morreu vítima de insuficiência coronária com paragem cardíaca a 10 de agosto de 1966, em sua casa, na Avenida António Augusto de Aguiar, n.º 56, 6.º esquerdo, freguesia de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa. Foi inicialmente sepultado no Cemitério do Alto de São João, em Lisboa, tendo sido trasladado para o Cemitério de Évora em 1971.[4]
Tem uma Rua com o seu nome em Évora e outra em Telheiras, no Lumiar, Lisboa.
Obras
- Arquitectura da Idade Média em Portugal
- Mosteiro da Batalha (dois estudos)
- A Catedral de Évora na Idade Média (1946)
- A Arquitectura Gótica em Portugal (1954)
- A escultura decorativa e a talha dourada nas igrejas da Índia Portuguesa (1954]
- A "Cidade Ideal" e as Cidades Portuguesas da Índia (1956)
- Alguma Observações acerca da Arquitectura da Companhia de Jesus no Distrito de Goa (1956)
Ligações externas
Bibliografia
- O Grande Livro dos Portugueses ISBN 972-42-0143-0
- Biblioteca de Arte - Fundação Calouste GulbenKian (obras)
Referências
- ↑ «Livro de registo de batismos da paróquia de São João Batista - Beja (1905)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Distrital de Beja. p. 26, assento 51
- ↑ a b c d «Arquivos - Mário e Alice Chicó». Fundação Mário Soares e Maria Barroso. Consultado em 15 de novembro de 2025
- ↑ «Livro de registo de casamentos da 3.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1943-03-13 - 1943-05-23)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 226 e 226v, assento 226
- ↑ «Livro de registo de óbitos da 3.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1966-05-24 - 1966-10-28)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 308, assento 615