Mário Augusto da Silva
| Mário Augusto da Silva | |
|---|---|
| Nascimento | 7 de janeiro de 1901 Coimbra |
| Morte | 13 de julho de 1977 |
| Cidadania | Portugal |
| Ocupação | físico |
Mário Augusto da Silva foi um cientista português. Nasceu e morreu em Coimbra (Almedina, 7 de janeiro de 1901 – 13 de julho de 1977). Diplomou-se em ciências (1917) e passou a escrever artigos para jornais como o notável trabalho filosófico-científico Sobre o Problema da Génese (1920).[1]
Na Universidade de Coimbra ocupou, sucessivas vezes, o cargo de assistente da Faculdade de Ciências (1921 - 1922 - 1924). Iniciou o seu doutoramento no Institut du Radium, como bolsista (1925), onde estudou com Madame Curie e se tornou amigo de grandes cientistas como Frédéric Joliot, Irène Joliot-Curie, Salomon Rosenblum.[1]
Em 1926, apresentou à Academia de Ciências de Paris o seu artigo Mobilité des Ions Négatifs et Courants d´Ionisation dans l´Argon Pur, que o levou a ser eleito membro da Société Française de Physique. Obteve o Doctorat d'État, ès-sciences, pela Universidade de Paris (1928), defendendo a tese intitulada Recherches Expérimentales sur l´Électroaffinité des Gaz, perante uma mesa formada por três grandes cientistas franceses: Madame Curie (Presidente), Jean Perrin e André-Louis Debierne.[1]
Em 1929 retornou a Portugal e foi nomeado professor auxiliar da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra, onde iniciou suas pesquisas sobre núcleos atômicos, que infelizmente tiveram que ser interrompidos por problemas internos na universidade.[1]
Publicou um trabalho pioneiro sobre radioactividade em Portugal, La Radioactivité des Gaz Spontanés de la Source de Luso (1930), em congresso de Hidrologia, climatologia e Ciências Médicas.[1]
Juntamente com o professor de medicina Álvaro de Matos criou o Instituto do Rádio de Coimbra (1931), e - com Teixeira Lopes, seu assistente, e Armando Lacerda, diretor do Laboratório de Fonética Experimental da Faculdade de Letras, a primeira emissora de rádio do país: a Emissora Universitária de Coimbra (1933). Foi eleito membro da American Physical Society em 1941.[1]
Por ter sido membro da Comissão Executiva do MUNAF (Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista), após convite de Bento de Jesus Caraça e vice-Presidente da Comissão Distrital por Coimbra do Movimento de Unidade Democrática (MUD), foi preso pela primeira vez em 1946[2]. Ficou preso cerca de 2 meses sem culpa formada e mais tarde ficou em prisão domiciliária.
A 18 de Junho de 1947 foi aposentado compulsivamente da Universidade de Coimbra. Só depois do 25 de Abril, a 11 de fevereiro de 1976, foi finalmente reintegrado na Universidade de Coimbra.
Referências
- ↑ a b c d e f Biografia e fotografias por João Paulo da Silva Gil Nobre
- ↑ agmartins. «Prof. Mário Silva – cientista e democrata – Por uma cultura integral do indivíduo». Consultado em 21 de janeiro de 2025