Mário Anacleto

Mário Anacleto
Nascimento1950
Rio Meão
Morte9 de novembro de 2010
Ermesinde
CidadaniaPortugal
Ocupaçãoescritor, cantor
Instrumentovoz
Causa da morteenfarte agudo do miocárdio

Mário Anacleto (Rio Meão, Santa Maria da Feira, 1950Ermesinde, 9 de novembro de 2010) foi um tenor português, conferencista e escritor e professor no Conservatório de Música do Porto.

Formação[1][2]

Diplomado com o 'Curso Superior de Canto do Conservatório de Música do Porto', na classe de Fernanda Correia, também trabalhou com Mark Brown (Música Antiga), Montsserrat Figueras (Técnica e Interpretação de Música Ibérica), Rudolf Knoll (Técnica e interpretação da Ópera), Ré Koster (Interpretação do Lied) e José de Oliveira Lopes (Lied e Ópera).

Era licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Mestre em História da Arte pela mesma Universidade, Mestre de Comunicação Organizacional pela Universidade Complutense de Madrid e foi Doutor em Musicologia e Interpretação pela Universidade Nacional de Música de Bucareste, com o Prof. Dr. Grigore Constantinescu.

Carreira Musical[1][2]

Realizou numerosos recitais a solo com Piano, Guitarra, Órgão e com Orquestra e participa como artista convidado em numerosas récitas de ópera, a convite do Círculo Portuense de Ópera (do Porto), desempenhou também papéis nas Óperas como La Traviata, Madame Butterfly e Carmen entre outras.

Foi co-fundador em 1974 e solista (até 1981) do Grupo de Música Vocal Contemporânea, apresentando-se em numerosos Festivais Internacionais de Música, nomeadamente em Cascais, Lisboa, Coimbra, Braga, Madeira, Berlim, Dresden, Leipzig, Bratislava, Vigo e Córdoba, apresentando obras de Fernando Lopes Graça, Joly Braga Santos, Maurice Ohana e Luis de Pablo entre outros.

Gravou para a Tribuna Europeia de Compositores Contemporâneos obras de Joly Braga Santos e para a etiqueta EMI-Valentim de Carvalho obras de Fernando Lopes Graça.[2] E gravou dois CD´s a solo com obras para Canto e Piano de Compositores Portugueses.

Colaborou com a RTP e a RDP em diversos programas, quer como artista convidado quer como divulgador da Cultura Musical.

Em 2008 apresentou-se em quatro concertos no Brasil, na cidade de São Paulo (Instituto Baccarelli de Heliópolis, "Espaço Cachuera", "Casa das Rosas" e na "Beneficência Portuguesa"). Apresentou-se também em Bucareste e Pitesti, cidades romenas e ainda no Concerto de Ano Novo, na Ilha Terceira nos Açores, onde cantou o "Dichterliebe" de Schumann e várias canções de Serge Rachmaninoff. Participou no XVI Festival Internacional de Teatro de Sibiu (Roménia) em Junho de 2009 e realizou turné de 7 concertos na Venezuela, em Julho do mesmo ano, no segundo semestre de 2009 realizou também concertos em Florença, Roma, Nápoles, Ourense e Vigo.

Na sua carreira desenvolveu uma técnica precisa e de grande equilíbrio com a expressão. No seu reportório incluiu Ópera, composições de autores portugueses, Fado, Serenata Napolitana e canção de diversas escolas. Brahms, Strauss, Samuel Barber, Tchaikovsky, Rachmaninoff, Fernando Lopes Graça, Schubert, Schumann, João-Heitor Rigaud e Fernando Lapa são alguns dos seus compositores de marca.

Professor[1][2]

Foi director do Conservatório de Música do Porto entre 1994 e 1996, período durante o qual introduziu a classe de Jazz e promoveu a criação da Banda de Jazz e da Banda Sinfónica, do Grupo de Música Antiga e do Quarteto de Saxofones, e foi professor dessa instituição e do Conservatório de Música da Maia até à sua morte em 2010.

Escritor[1][2]

Tem publicados dois livros ''Fado, itinerários de uma cultura viva[3] e "Crónica dos dias bons", editados pela Editora Mill-books, sendo também autor da edição portuguesa do best-seller de Bob Woodward "A verdadeira Guerra", da mesma editora. Preparou um Romance histórico sobre detalhes ocultos da vida do Pe. António Vieira e um ensaio sobre o Expressionismo português nas obras de Fernando Pessoa e de Fernando Lopes Graça, que foram publicados postumamente no ano de 2010.

Mário Anacleto faleceu em Ermesinde no dia 9 de Novembro de 2010, vítima de ataque cardíaco fulminante. O funeral realizou-se na igreja matriz de Paços de Brandão, Santa Maria da Feira, onde residia com a sua família. Foi cremado no Cemitério nº 3 de São João da Madeira, e os seus restos repousam no Cemitério Paroquial de Rio Meão, Santa Maria da Feira, de onde era natural.[2]

Ligações externas

Referências