Márcio Amaro de Oliveira
| Marcinho VP | |
|---|---|
![]() Marcinho VP em 2001[1] | |
| Nascimento | c. 1970[a] |
| Morte | 28 de julho de 2003 (33 anos) |
| Nacionalidade(s) | brasileira |
| Crime(s) | Tráfico de drogas |
| Pena | 42 anos de prisão[2] |
| Progenitores | Mãe: Josefa Amaro de Oliveira (Dona Nininha)[2] |
| Afiliação(ões) | Comando Vermelho |
Márcio Amaro de Oliveira, vulgo Marcinho VP (Rio de Janeiro,[1] c. 1970[a] — 28 de julho de 2003) foi um traficante de drogas do Rio de Janeiro, atuante na Favela Santa Marta ("Dona Marta"), em Botafogo.
Envolvimento com o tráfico de drogas
Márcio Amaro de Oliveira começou a ter aparições na mídia a partir do final de 1989, apontado como integrante do tráfico de drogas do Dona Marta.[3] Ele era sobrinho de outro criminoso do Comando Vermelho, Emilson dos Santos Fumero, vulgo Cabeludo, que por sua vez tinha um primo também na criminalidade, Pedro Gilson de Araújo, vulgo Pedrinho da Prata.[4]
Em 1992 seria expulso do Comando Vermelho pelo então líder do tráfico na comunidade, e seu tio, Pedrinho da Prata.[5] Ele entretanto teria retomado o controle da comunidade em 1995.[6][7] Outras fontes apontam que ele teria herdado o domínio sobre o morro de Pedrinho da Prata, após a sua prisão em 1992, porém o dividindo com outros dois criminosos, os irmãos Ronaldo e Raimundo Pinto Silva Lima. No ano seguinte, em 1993, Raimundo foi assassinado pelo irmão, o que motivou a fuga de Marcinho VP para a Rocinha, retornando após a prisão de Ronaldo.[8]
Documentário de João Moreira Salles
Também em 1995, deu informações importantes que viabilizaram a gravação do documentário Notícias de uma Guerra Particular, do cineasta João Moreira Salles. Salles revelou no ano 2000 em matéria no Jornal Nacional que pagou R$ 1,2 mil mensais (segundo algumas fontes, US$ 1,2 mil[8] ou US$ 1 mil[9]) para Márcio escrever uma autobiografia[10][11][12] e alegadamente "resgatá-lo do mundo do crime"[13] enquanto Márcio morava na Argentina.[14] Salles declarou à imprensa: "Vi que ele era uma pessoa que, ingenuamente, tinha acreditado que poderia fazer alguma coisa no sentido social através do tráfico e que, perdida essa ilusão, quis sair e reintegrar-se a sociedade. (...) Achei que era minha obrigação fazer o possível para dar-lhe essa chance, da mesma forma que é obrigação da polícia ir atrás de traficantes. (...) Algumas vezes, quando telefonava, ele me dizia que se entregaria à polícia caso houvesse oportunidade de uma revisão de sua pena. Mas não acreditava que um rapaz preto, pobre e com sua liderança tivesse chance."[15] Esse episódio gerou uma crise política no governo Anthony Garotinho,[16][17][18] que viria a demitir ao vivo no RJTV seu subsecretário de segurança, Luiz Eduardo Soares após este defender a ação de Salles. Soares anos depois viria a ser coautor dos livros Elite da Tropa e Elite da Tropa 2.[19] Por conta das relevações, Salles foi indiciado pelo crime de favorecimento pessoal.[20][21] Seus advogados, Evandro Lins e Silva e José Carlos Fragoso, diriam à imprensa respectivamente: "Não há nada no Código Penal que indique ser crime pagar a uma pessoa para escrever um livro." e "Partimos do princípio de que não há crime nenhum em dar, a uma pessoa que já havia abandonado o tráfico, uma bolsa para escrever um livro".[22] A Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) indiciou Salles,[23][24] mas a promotora do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro decidiu não denunciar o cineasta,[25] remetendo o processo ao Juizado Especial Criminal,[26] aonde o cineasta fez acordo e comprometeu-se a pagar uma multa no valor de R$ 7,4 mil, repassada à Associação Beneficente Brasileira de Reabilitação (ABBR)[27] e prestar serviços comunitários, na forma de um curso na comunidade do Cantagalo-Pavão-Pavãozinho.[28] Em depoimento na DRE, Márcio teria se referido a Salles como "abolicionista do século 21".[29]
Em palestra da Universidade Estácio de Sá, Salles afirmou sobre o caso: "Acho que não fui massacrado. É exatamente pelo sobrenome que tenho que o caso se transformou num circo. Me acusam de ser ingênuo. Tenho grande orgulho desta ingenuidade, porque a contrapartida dela é o cinismo. Num país cínico como o Brasil, a ingenuidade é uma virtude." Sobre Marcinho VP, declarou: "A gente está diante de um claro problema de direitos humanos. E é muito complicado você falar de direitos humanos quando fala de um bandido. Agora, em sendo um bandido, faz sentido ele ser condenado por coisas que não fez e não disse? Particularmente, acho que não. As pessoas devem ser condenadas por aquilo que fazem. No provcesso dele não tem um único homicídio, mas foi condenado a 45 anos de prisão."[30]
Michael Jackson, prisão e fuga
Em 1996 tornou-se nacionalmente conhecido quando garantiu a segurança do popstar Michael Jackson e do cineasta Spike Lee, quando estes gravaram um videoclipe na favela Santa Marta, mediante o pagamento de um valor nunca divulgado.[8] Sua casa serviu de camarim para o cantor.[31] Spike Lee teria sido chamado de otário pelo então chefe da Polícia Civil, Hélio Luz, por ter pago a Márcio pela permissão da filmagem. À imprensa, respondeu: "Fiz a coisa certa. A polícia não poderia garantir a nossa segurança ou a de Michael Jackson."[32]
Sua popularidade na imprensa chamou a atenção do governador Marcello Alencar, que exigia "medidas duras".[33] Ele seria preso pelo BOPE uma semana após a gravação do clipe.[34] Ainda no ano de 1996, seria capa do Jornal do Brasil,[35] em matéria que indicava ligações de corrupção entre o Comando Vermelho, a Alerj, a Polícia Civil,[36] Polícia Militar[37] e a Polícia Federal[38] e fugiria da unidade prisional em que se encontrava recluso.[39] Em 1997, o Disque Denúncia oferecia recompensa de R$ 2 mil por informações que levassem à sua captura,[40] valor que aumentaria para R$ 10 mil no começo do ano 2000[41] e seria dobrado, chegando a R$ 20 mil.[42] Em dezembro de 1998, teria sido expulso do Dona Marta novamente, desta vez pelo traficante Zacarias Rosa Neto, vulgo Zaca,[43][44] não tendo sido mais visto por mais de um ano.[45]
Esconderijo na Argentina e nova prisão
No início do ano 2000 era considerado o "traficante mais procurado do estado".[46] Em dezembro do ano anterior, descobriu que a polícia localizou seu paradeiro em Buenos Aires, tendo fugido com a roupa do corpo e percorrido o trajeto para o Rio de Janeiro ao longo de 20 dias, pedindo caronas, dinheiro a pedestres e dormindo nas ruas. Passou meses escondido na mata,[47] até que em abril foi preso novamente,[48][49] tendo sido encontrado sozinho e desarmado no Morro do Falet, no bairro do Rio Comprido[50] após denúncia anônima.[51] Ao ser preso, teria dito aos policiais: "Sei que perdi. Por favor não me matem!" [52] Marcinho VP foi levado inicialmente para a DRE e depois para o presídio de segurança máxima Bangu I.[53][54][55] Sua irmã, Gilmara Amaro de Oliveira, desabafou à Revista Manchete: "Nasce um Marcinho a cada minuto no Dona Marta e em todos os morros do Rio e do Brasil. É duro para um filho ver a sua mãe ganhar salário mínimo, lavar roupa de bacana e no final não ter o que comer." Fez ainda acusações veladas à Polícia: "Estão falando muita coisa do meu irmão justamente porque ele quis se regenerar. Ele vai pagar pelo que fez. Mas tem coisa demais na conta dele." Sua mãe, Dona Nininha, disse ao repórter, quando da prisão de seu filho: "[Meu filho não é] esse bicho que as pessoas estão pintando. (...) Logo agora que ele está fora do tráfico, a polícia vem e prende. Ele sempre foi bom filho, bom irmão e chefe de família exemplar."[2] À Tribuna da Imprensa, ela acusou o estado de prisão política: "O governador não estava pedindo a prisão dele? É um caso político. Se tem que ser cumprida a lei, que seja cumprida, mas o meu filho não é esse cara mau que estão dizendo por aí. Ele é a coisa mais importante que eu tenho nessa vida." Sua filha completaria: "O Márcio é fruto dessa sociedade. A cada minuto, exterminando ou prendendo o Márcio, nascem outros Márcio nas favelas da cidade. Ele é uma conseqüência da sociedade".[51]
Ainda em abril de 2000, Marcinho VP prestou depoimento à CPI do Narcotráfico, na Câmara dos Deputados em Brasília, dizendo que a propina paga pelos traficantes aos policiais variava "de acordo com a fome de dinheiro dos homens da lei".[56] Em um depoimento de três horas, defendeu ainda a tese de que o tráfico é um problema social, que não será resolvido apenas com a ação policial. "Dos meus oito amigos de infância, cinco foram torturados e mortos, dois estão viciados e um está preso. O tráfico não será resolvido enquanto for encarado como um problema policial." Disse ainda: "Vocês já viram o Mad Max. É a mesma coisa. Eu também já fui um bárbaro. (...) Fui um monstro criado pela imprensa. A imprensa também merece uma CPI."[44] O relatório da CPI, revelado em novembro do mesmo ano, continha mais declarações colhidas junto a Marcinho VP sem acesso ao público até então. Márcio declarou que não cobrou nenhum pagamento para a filmagem de Michael Jackson na favela, que as armas utilizadas pelos criminosos são exclusivas do Exército e fornecidas por policiais militares corrompidos, e que foi preso por policiais da "banda podre" do Rio e que teria escapado se tivesse dinheiro.[57]
A defesa de Márcio foi feita pelo advogado Paulo Roberto Cuzzuol, responsável pela defesa de outros criminosos notórios, como Luiz Fernando da Costa, vulgo Fernandinho Beira-Mar, e Elias Pereira da Silva, vulgo Elias Maluco, e que também viria a ser preso por supostas ligações com o crime organizado.[58]
Em 2001, Marcinho VP voltaria aos jornais ao reivindicar o direito de estudar e trabalhar.[59][1] Em carta enviada ao deputado estadual Chico Alencar, então presidente da Comissão de Direitos Humanos na Alerj, lia-se: "Eu Márcio Amaro de Oliveira, cidadão detido na condição de reeducando, reivindico o direito de ser reeducado. Pois vegeto em um suplício arcaico e lamentável (...) Peço transferência para uma unidade de segurança máxima que me dê tal possibilidade."[60][b] No mesmo ano, presenteou o secretário de Justiça e Direitos Humanos, João Luiz Pinaud, um exemplar do livro Vigiar e Punir do escritor francês Michel Foucault.[62] No final daquele ano, a casa onde Marcinho VP vivia na comunidade foi transformada em um posto da polícia.[63]
Livro de Caco Barcellos e assassinato
A frequência com que recebeu destaque na imprensa, inclusive pelas preocupações sociais com sua comunidade, chamaram a atenção do jornalista Caco Barcellos, que durante cinco anos se dedicou à tarefa de escrever sua biografia, o livro Abusado - O dono do Morro Dona Marta, publicado pela Editora Record em 2003. No livro Márcio recebe o pseudônimo Juliano.[64][65]
Dois meses após a obra ter chegado às livrarias, aos 33[66] ou 34 anos de idade,[67] Marcinho VP foi assassinado por estrangulamento em Bangu III,[68] onde estava preso, pois segundo a polícia revelou detalhes demais sobre o funcionamento das facções criminosas cariocas, o que provocou problemas com a própria facção.[69][70][71] Seu corpo foi encontrado em uma lata de lixo nas dependências do complexo prisional.[14][72][73] Seu corpo não marcas de tiros ou facadas.[74]
O secretário da Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos, disse que Márcio nunca solicitou ir para a área de seguro, considerada uma espécie de isolamento.[75] O também traficante do Comando Vermelho Luiz Guilherme Soares de Araújo foi indiciado pela morte.[69][76][77] A polícia suspeitou de dois possíveis mandantes: Isaías Rodrigues, vulgo Isaías do Borel, e Marcio dos Santos Nepomuceno, também conhecido como Marcinho VP.[78] Um dia após de prestar depoimento, o diretor do presídio, Abel Silvério de Aguiar, foi executado a tiros na Avenida Brasil.[79][80][81][67] O coordenador da segurança do presídio, Paulo Roberto Rocha, também foi assassinado em outra ocasião na mesma via.[82] Ambas as mortes seriam retaliações do Comando Vermelho pela morte de Marcinho VP, segundo uma linha de investigação.[83] Outra hipótese seria retaliações sobre mudanças referentes à cantina dos presos.[84] Uma terceira hipótese seria o aumento do rigor disciplinar na unidade prisional.[85]
Marcinho VP foi sepultado no Cemitério de São João Batista, localizado em Botafogo, mesmo bairro onde viveu e exerceu suas atividades criminosas, contando com a presença de 300 pessoas, incluindo Moreira Salles,[71] Walter Carvalho e Luiz Eduardo Soares.[86][87][88] Sua mãe entrou com processo contra o estado pedindo indenização e pensão vitalícia, uma vez que o estado deveria garantir a segurança dos custodiados.[89][90][91]
Vida pessoal
Segundo o próprio, a abreviação VP seria uma referência para Viado Puto, devido ao mesmo ser "fominha" no futebol.[1] Matéria no Jornal do Brasil cita que "ganhou o apelido VP quando ainda era menino e costumava xingar os amigos com dois palavrões que começam com as letras V e P".[8] Marcinho VP estudou somente até a quinta série do ensino fundamental.[65]
Controvérsias
Apelido compartilhado com outro criminoso
Márcio Amaro utilizava o mesmo apelido de outro criminoso, Márcio Nepomucemo. Segundo o ex-chefe da Polícia Civil e ex-deputado estadual Hélio Luz, Márcio Amaro teria se aproveitado da fama de seu xará. "Esse Marcinho do Dona Marta é caído. Depois do vídeo do Michael Jackson ele se autodenominou Marcinho VP, mas o único VP é o outro. Esse é apenas um exibicionista. O Dona Marta não é e nunca foi grande na venda de drogas. (...) Se ele fosse grande mesmo não estaria em Buenos Aires, pedindo bolsa a ninguém. Até o Fernandinho Beira-Mar, que também não é grande coisa dentro do tráfico, está sendo protegido no Paraguai. O Marcinho do Alemão pertence ao Comando Vermelho Jovem, tem mais de 100 homens e é desafeto de Uê. Não dá entrevistas, nem escreve livro."[92]
Fala sobre vício
Uma matéria do Jornal do Brasil, publicada em 12 de fevereiro de 1996 e replicada diversas vezes nos anos seguintes,[66][8][43][93] daria conta de que "seu vício era matar". Em entrevista à revista Trip, Marcinho VP afirma que foi entrevistado por três repórteres, que teriam lhe perguntado "Você tem algum vício, cheira?" ao que ele teria respondido "Meu único vício é mato", fazendo referência a uma gíria para o uso de maconha. No dia seguinte, ele seria matéria de capa no jornal, com a citação "Meu vício é matar". Assim, segundo ele, teria começado seu "mito".[1]
Notas e referências
Notas
- ↑ a b 12 de fevereiro de 1970 é a data de nascimento do "outro" Marcinho VP; a fonte da revista Trip cita que ele teria 31 anos de idade e a matéria foi publicada em 01/11/2001, portanto ele teria nascido por volta do ano de 1970, sem indicar a data exata.
- ↑ Nesse momento Marcinho VP estava em Bangu I, e dois anos depois ele seria assassinado em outra unidade do complexo prisional, Bangu III, aonde ele já se encontrava em 2002.[61] Não fica claro se essa transferência se deu em função de seu pedido para estudar ou se teria sido motivada por algum outro motivo.
Referências
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