Luvanor Donizete Borges

Luvanor
Luvanor
Informações pessoais
Nome completo Luvanor Donizete Borges
Data de nascimento 15 de fevereiro de 1961 (64 anos)
Local de nascimento Pirajuba, Minas Gerais, Brasil
Altura 1,72m
destro
Informações profissionais
Período em atividade 1977–1994 (18 anos)
Posição meia-atacante
Clubes de juventude
Goiás
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1977–1983
1983–1986
1988
1988
1989
1989
1989
1990–1991
1992
1993
1994
Goiás
Catania
Santos
Flamengo
Sporting-COL
Vila Nova
Internacional
Goiás
Atlético Goianiense
Bahia
Anapolina

00097 0000(5)
00017 0000(0)
00027 0000(1)




Luvanor Donizete Borges, mais conhecido simplesmente como Luvanor (Pirajuba, 15 de fevereiro de 1961), é um ex-futebolista brasileiro, que atuava como meia-atacante.[1][2][3]

Carreira

Luvanor chegou em Goiânia ainda na infância, onde desenvolveu seu futebol nos campinhos de terra da Vila União[4][5] e logo ingressou no Goiás[1], em 1973.

Fez sua estreia pelo Goiás aos 16 anos, em 1977[2], com o técnico Paulinho Almeida, na partida contra o Anapolina, no estádio Jonas Duarte.[1] No ano seguinte, se tornaria titular do clube.[6]

Já em 1981, foi campeão goiano[6] e foi o jogador do clube com mais jogos no Campeonato Brasileiro, com 15 partidas, ao lado de Nonoca, Argeu e Matinha.[1]

Em 1982, foi considerado o melhor jogador do estado pela imprensa goiana.[7]

Se destacou nacionalmente em 1983[7][8][9], quando conquistou o campeonato goiano e participou da primeira grande campanha do clube no Brasileirão[10][11][12][13], sendo o artilheiro do time com 8 gols em 23 partidas, sendo o jogador que mais atuou pelo clube na competição, ao lado de Marcelo.[1]

Ainda em 1983, havia sido o artilheiro da Seleção Brasileira de Novos que venceu o Torneio de Toulon de 1983.[5]

No verão de 1983, voou para a Itália após sua contratação pelo recém-promovido Catania[14], liderado pelo presidente Angelo Massimino.[10][15] Parte do dinheiro recebido pelo Goiás foi usado para comprar o terreno onde hoje está construído o CT Edmo Pinheiro.[1][4]

Junto com o compatriota Pedrinho[10][16], formou a primeira dupla de estrangeiros desde que o clube de Catania reabriu suas fronteiras[17] e jogou ao lado de Claudio Ranieri e Andrea Carnevale. A torcida rossazzurra, por sua vez, dedicou os seguintes versos à dupla:

“Ho un sogno nello scrigno, veder volare il gran Pedrinho; ho un sogno in fondo al cuor, vederlo insieme a Luvanor” (“tenho um sonho no peito, ver voar o grande Pedrinho; tenho um sonho no fundo do coração, vê-lo junto a Luvanor”).[10]

Luvanor foi eleito o melhor estrangeiro da Serie A na 5ª rodada[16], após efetuar uma assistência para um dos gols de Aldo Cantarutti, no triunfo contra o Pisa.[10] A temporada, no entanto, terminou em fracasso para os sicilianos: eles foram rebaixados[16] na última posição com apenas 12 pontos (1 vitória, 10 empates e 19 derrotas), 10 a menos que o penúltimo Pisa.[10] Nesta temporada, Luvanor atuou em todas as 35 partidas que o clube fez em 1983-84.[10]

Luvanor e Pedrinho permaneceram para a disputa da Serie B e acabaram se tornando os primeiros brasileiros a disputarem a competição após a reabertura dos portos da Itália, em 1980.[10] Luvanor deixara de ser titular absoluto e frequentou bastante o banco de reservas na gestão do técnico Antonio Renna.[10]

A temporada seguinte, 1985-86, foi sua última na equipe siciliana.[10] O meia marcou dois gols desimportantes e continuou sua jornada entre o banco de reservas e o campo.[10] Pelo clube, onde ficou até 1986, fez 97 jogos, sendo 30 pela Serie A, e marcou cinco gols.[10]

Retornou ao Brasil em 1986, ficou dois anos seu contrato até que o empresário Juan Figer conseguiu sua liberação e o encaminhou para o Santos[2][11] em 1988. Pelo Peixe, atuou em apenas 17 jogos.[18]

Ainda em 1988, atuou pelo Flamengo, onde atuou em 27 partidas, marcou 1 gol[3] e foi campeão da Taça Guanabara e do Troféu Colombino.[19]

Em 1989, chegou ao Vila Nova para o Campeonato Goiano, mas sua passagem ficou marcada negativamente pela rivalidade com o Goiás.[1]

Sendo assim, retornou ao Goiás em 1990[20] e foi o craque do time que chegou a decisão da Copa do Brasil e perdeu o título para o Flamengo[12][21]. Pelo clube, marcou 51 gols em partidas oficiais.[22]

Em 1993, atuando pelo Bahia[23][24] foi campeão estadual.[2]

Encerrou a carreira no Anapolina, em 1994.[1]

Fora dos campos

Se tornou coordenador-técnico da categoria de base do Goiás e técnico do sub-20 do clube no início dos anos 2010.[1]

Em dezembro de 2020 foi candidato à presidência do Goiás Esporte Clube, mas o pleito foi vencido por Paulo Rogério Pinheiro.[2]

Títulos

Goiás

Flamengo[19]

Bahia

Seleção Brasileira[5]

Referências

  1. a b c d e f g h i «Futebol de Goyaz». Futebol de Goyaz. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  2. a b c d e «Parabéns! Luvanor, ídolo do Goiás, com passagens por Fla e Santos, completa 60 anos! - Notícias». Terceiro Tempo. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  3. a b «Luvanor - Que fim levou?». Terceiro Tempo. Consultado em 29 de agosto de 2025 
  4. a b Tondolo, Vinícius (12 de setembro de 2015). «Luvanor: Patrimônio físico e histórico com a camisa esmeraldina». Sagres Online. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  5. a b c Abril, Editora (8 de julho de 1983). Placar Magazine. [S.l.]: Editora Abril. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  6. a b c Abril, Editora (18 de dezembro de 1981). Placar Magazine. [S.l.]: Editora Abril. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  7. a b Abril, Editora (14 de janeiro de 1983). Placar Magazine. [S.l.]: Editora Abril. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  8. Migueres, Marcelo; Unzelte, Celso Dario (2004). Grandes clubes brasileiros. [S.l.]: Viana & Mosley. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  9. Abril, Editora (22 de abril de 1983). Placar Magazine. [S.l.]: Editora Abril. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  10. a b c d e f g h i j k l «Pedrinho e Luvanor viveram desventuras em série no Catania - Calciopédia». 12 de maio de 2021. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  11. a b Abril, Editora (29 de janeiro de 1988). Placar Magazine. [S.l.]: Editora Abril. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  12. a b Pasquetto, Wendell (6 de abril de 2021). «O surpreendente Goiás de 83 com Luvanor, Zé Teodoro, Carlos Alberto e Cacau». Sagres Online. Consultado em 29 de agosto de 2025 
  13. Pasquetto, Wendell (6 de abril de 2021). «O surpreendente Goiás de 83 com Luvanor, Zé Teodoro, Carlos Alberto e Cacau». Sagres Online. Consultado em 29 de agosto de 2025 
  14. Abril, Editora (3 de junho de 1988). Placar Magazine. [S.l.]: Editora Abril. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  15. Juric, Marco (16 de janeiro de 2021). «Il Catania è di Tacopina nel giorno del compleanno del presidente Massimino». Grand Hotel Calciomercato (em italiano). Consultado em 28 de agosto de 2025 
  16. a b c Abril, Editora (27 de abril de 1984). Placar Magazine. [S.l.]: Editora Abril. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  17. «Ti ricordi... Luvanor e Pedrinho a Catania: dalla promessa di uno Zico etneo alla varietà di peperoni in serra». Il Fatto Quotidiano (em italiano). 28 de julho de 2023. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  18. «Parabéns, Luvanor! | Meu Peixão». 15 de fevereiro de 2021. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  19. a b Assaf, Roberto (28 de janeiro de 2022). Consagrado no Gramado: A História dos 110 anos do Futebol do Flamengo. [S.l.]: Digitaliza Conteudo. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  20. Abril, Editora (17 de agosto de 1990). Placar Magazine. [S.l.]: Editora Abril. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  21. a b Reis, Tandara (22 de dezembro de 2020). «Harlei ou Luvanor: quem está mais preparado para assumir o futebol do Goiás?». Sagres Online. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  22. «TBT#2 – Relembre a trajetória de Luvanor no Goiás - Goiás Esporte Clube». Consultado em 29 de agosto de 2025 
  23. Abril, Editora (agosto de 1993). Placar Magazine. [S.l.]: Editora Abril. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  24. Abril, Editora (fevereiro de 1993). Placar Magazine. [S.l.]: Editora Abril. Consultado em 28 de agosto de 2025