Luiz Mancilha Vilela
Luiz Mancilha Vilela
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|---|---|
| Arcebispo da Igreja Católica | |
| Arcebispo emérito da Vitória do Espírito Santo | |
| Atividade eclesiástica | |
| Congregação | Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e Maria |
| Diocese | Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo |
| Nomeação | 14 de abril de 2004 |
| Predecessor | Silvestre Luís Scandian, S.V.D. |
| Sucessor | Dario Campos, O.F.M. |
| Mandato | 2004 - 2018 |
| Ordenação e nomeação | |
| Ordenação presbiteral | 21 de dezembro de 1968 por Serafim Cardeal Fernandes de Araújo |
| Nomeação episcopal | 3 de dezembro de 1985 |
| Ordenação episcopal | 22 de fevereiro de 1986 por Serafim Cardeal Fernandes de Araújo |
| Lema episcopal | UT PASTOR PASCET Qual pastor que apascenta |
| Nomeado arcebispo | 3 de dezembro de 2002 |
| Brasão arquiepiscopal | ![]() |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | Pouso Alto, MG 6 de maio de 1942 |
| Morte | Vitória, ES 23 de agosto de 2022 (80 anos) |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Progenitores | Mãe: Olívia Mancilha Mendes Pai: José Vilela de Mancilha |
| Funções exercidas | -Bispo de Cachoeiro do Itapemerim (1986-2002) -Arcebispo coadjutor de Vitória (2002-2004) |
| dados em catholic-hierarchy.org Arcebispos Categoria:Hierarquia católica Projeto Catolicismo | |
Dom Luiz Mancilha Vilela, SS.CC. (Pouso Alto, 6 de maio de 1942 - Vitória, 23 de agosto de 2022) foi um bispo católico, arcebispo emérito de Vitória.[1]
Estudos e presbiterado
Filho de José Vilela de Mancilha e de Olívia Mancilha Mendes, cursou o ensino fundamental no Seminário Cristo Rei em Ferraz de Vasconcelos e o ensino médio no Colégio Regina Pacis.
Fez estudos de filosofia no Instituto Sagrados Corações, em Pindamonhangaba e de teologia na Pontifícia Universidade de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Foi licenciado pela Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte. Cursou "Teologia da Vida Religiosa" e "Formação para formadores para a Vida Religiosa e Sacerdotal".
Foi ordenado padre no dia 21 de dezembro de 1968, na cidade de Belo Horizonte pelo Cardeal Dom Serafim Fernandes de Araújo.
Após sua ordenação, trabalhou coordenador de Pastoral Vocacional na Província da Congregação dos Sagrados Corações (SSCC), foi conselheiro provincial e superior do Seminário Sagrados Corações de Pindamonhangaba. Além de ser vigário ecônomo da Igreja Santo Antônio em Santo Antônio do Pinhal.
Em 1981 a Congregação lhe pediu um outro serviço, ser o Superior Provincial da Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e Maria. Em 1985 foi reeleito e nomeado para o mesmo cargo, mas a Igreja no mesmo ano pediu-lhe outra mudança.
Episcopado
Em 3 de dezembro de 1985, o Papa João Paulo II nomeou-o bispo de Cachoeiro do Itapemirim. Sua ordenação episcopal ocorreu em 22 de fevereiro de 1986 pelo Cardeal Dom Serafim Fernandes de Araújo. Em Cachoeiro de Itapemirim, trabalhou incentivando a comunicação impressa, adquirindo uma Emissora de Rádio e investindo na formação de padres para assumirem o comando desses veículos.
Arcebispo de Vitória do Espírito Santo
Foi nomeado pelo Papa São João Paulo II, como arcebispo coadjutor de Vitória, com direito de sucessão, em 3 de abril de 2002. Após a renúncia de Dom Silvestre Luís Scandián, SVD, assumiu plenamente o ofício de Arcebispo Metropolitano de Vitória em 23 de fevereiro de 2003.[2]
Durante seu governo em Vitória, Dom Luiz destacou-se pela atenção às áreas da comunicação e da memória institucional. Uma de suas primeiras iniciativas foi a recuperação da posse da Rádio FM da Arquidiocese, que passou a desempenhar papel estratégico na difusão de conteúdos religiosos, culturais e formativos. Do mesmo modo, promoveu a criação do Centro de Documentação da Arquidiocese de Vitória, organismo voltado ao resgate, preservação e sistematização da história eclesial capixaba, inserida no contexto mais amplo da história social e cultural do Estado do Espírito Santo.[3]
Sua atuação caracterizou-se, ainda, pelo esforço em estabelecer um relacionamento sólido com os meios de comunicação locais, pautado pela transparência e pela continuidade no diálogo institucional. Reconhecia a relevância das linguagens modernas e não hesitava em utilizá-las como recursos legítimos para a missão da Igreja. Dessa forma, soube integrar a escrita, a imagem, o som e os diferentes suportes midiáticos — inclusive os de caráter visual e digital — em prol da evangelização, da valorização da memória histórica e da promoção do bem comum.[3]
"O importante é falar na linguagem que as pessoas entendam e gostem", afirmou quando surgem ocasiões de se comunicar em vídeo, programa radiofônico, etc., o que faz com espontaneidade e competência.
Na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Luiz exerceu relevante participação como membro do Regional Leste 2, que, à época, abrangia os estados de Minas Gerais e Espírito Santo — sendo este último posteriormente desmembrado para a criação do Regional Leste 3. Nesse contexto, integrou a Dimensão Missionária, colaborando com a reflexão e a promoção da ação evangelizadora da Igreja no Brasil, e atuou também como membro do Conselho de Pastoral da CNBB, instância responsável por articular e avaliar as diretrizes pastorais em nível nacional.[2]
Além de sua atuação episcopal e colegiada, deixou contribuições significativas por meio da literatura religiosa. É autor de três obras voltadas à espiritualidade e à evangelização: Ore Comigo, livro de caráter devocional que convida à intimidade com Deus pela oração; Nos Passos de Jesus, reflexão pastoral sobre o seguimento de Cristo no cotidiano da vida cristã; e Vitrais, um hino a Deus Criador, em que une sensibilidade artística e espiritualidade, transformando a contemplação da beleza em caminho de louvor ao Senhor.[2]
Sua renúncia ao governo pastoral da Arquidiocese de Vitória foi aceita pelo Papa Francisco em 7 de novembro de 2018, conforme previsto pelo Código de Direito Canônico. [4]Mesmo após a renúncia, Dom Luiz optou por permanecer vivendo em Vitória, mantendo-se próximo à comunidade que pastoreou por tantos anos. Demonstrou grande dedicação à formação sacerdotal, sendo presença constante e fraterna no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha, onde acompanhava os seminaristas com orações, conselhos e testemunho de vida. [4][2]
Morte
Portador de diabetes, Dom Luiz estava internado desde 9 de julho para tratar complicações hepáticas, tendo seu quadro de saúde agravado no domingo, 21 de agosto. [3] Faleceu em 23 de agosto de 2022, aos 80 anos, em um hospital de Vitória.[5] Seu corpo foi sepultado na cripta da Catedral Metropolitana de Vitória, após Missa Exequial presidida por Dom Dario Campos no dia 25 de agosto de 2022 às 10h.[1] [6]
Brasão episcopal
ESCUDO: Partido. No primeiro do ouro, dois Corações de sua cor: um encimado de uma cruz e cingido por uma coroa de espinhos, outro por uma coroa de rosas e passado por uma espada de prata. De um e outro se alteiam chamas. No segundo, a cruz de ouro, aberta em um campo de azul. A divisão do escudo é o brasão da família Mancilha e a cruz figura no brasão da família Vilela.
INSÍGNIAS ARQUIEPISCOPAIS: Chapéu prelatício, com quatro fileiras de borlas, em verde; cruz arquiepiscopal, timbre e pálio de Arcebispo.
LEMA: No listel, em latim: UT PASTOR PASCET, isto é, “Qual Pastor que apascenta”. (Is. 40, 11).
SIMBOLOGIA: Os dois Corações são símbolo da Congregação Religiosa a que pertence. A cruz de ouro, aberta em campo de azul, é o símbolo da fé. Consoante à espiritualidade de seu Instituto Religioso, o Bispo entra no mistério de Servo de Javé, experimentado pelo sofrimento e no da Serva do Senhor, orientada para o mistério do Verbo nela encarnado. Na pastoral diocesana, vai o Bispo anunciar (Ef. 3-8), por meio do Coração Imaculado de Maria, a riqueza insondável do Coração de Jesus, para que Cristo habite pela fé nos corações; sejam todos enraizados e fundados no amor e repletos de toda a plenitude de Deus.
Ordenações episcopais
Dom Luiz presidiu a ordenação episcopal de: Dom Frei Mário Marquez, OFM Cap. e Dom Rubens Sevilha
Dom Luiz foi concelebrante da ordenação episcopal de: Dom Décio Sossai Zandonade, Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias e Dom Juarez Delorto Secco
| Precedido por Luís Gonzaga Peluso † |
Bispo de Cachoeiro do Itapemerim. 1985 - 2002 |
Sucedido por Célio de Oliveira Goulart, O.F.M. |
| Precedido por Dom Silvestre Luís Scandián |
Arcebispo de Vitória 2004 - 2018 |
Sucedido por Dom Dario Campos, O.F.M. |
Referências
- ↑ a b Comunicação, Assessoria de (24 de agosto de 2022). «A trajetória de Dom Luiz Mancilha Vilela | Convento da Penha». Consultado em 27 de agosto de 2022
- ↑ a b c d Diocesana, Pascom (24 de agosto de 2022). «Falece Dom Luiz Mancilha Vilela, Bispo emérito da Arquidiocese de Vitória (ES) | Diocese De Amparo». diocesedeamparo.org.br. Consultado em 7 de setembro de 2025
- ↑ a b c «Falece o Bispo Emérito da Arquidiocese de Vitória, Dom Luiz Mancilha Vilela, aos 80 anos – A IMPRENSA». 23 de agosto de 2022. Consultado em 7 de setembro de 2025
- ↑ a b «Falece o bispo emérito da arquidiocese de Vitória (ES), dom Luiz Mancilha Vilela, aos 80 anos - CNBB». www.cnbb.org.br. 23 de agosto de 2022. Consultado em 7 de setembro de 2025
- ↑ Barcelos, Viviann (23 de agosto de 2022). «Morre Dom Luiz Mancilha Vilela, arcebispo emérito de Vitória, aos 80 anos». G1. Consultado em 23 de agosto de 2022
- ↑ Vitória, Folha (25 de agosto de 2022). «Dom Luiz Mancilha é sepultado em cripta da Catedral de Vitória». Folha Vitória. Consultado em 27 de agosto de 2022
