Luiz Fernando Goulart

Luiz Fernando Goulart
Nascimento 1941
Rio de Janeiro, (RJ)
Ocupação assistente de direção, diretor, produtor, roteirista e escritor
Atividade 1961 - atualmente

Luiz Fernando Goulart (Rio de Janeiro, 1941) é um diretor e produtor de cinema brasileiro. Atuou nas origens do Cinema Novo no Brasil.

Biografia

Luiz Fernando Goulart foi assistente de direção de vários diretores no filme Cinco Vezes Favela (1961)[1], em Canalha em Crise (1963), de Miguel Borges, em Ganga Zumba (1963)[1] e A Grande Cidade (1965)[1], de Carlos Diegues e em Dezesperato (1967), de Sérgio Bernardes Filho.

Foi diretor de produção de Todas as Mulheres do Mundo (1966)[1], de Domingos de Oliveira, A Opinião Pública (1967)[1], de Arnaldo Jabor e Garota de Ipanema (1967)[1], de Leon Hirszman.

Goulart esteve entre os produtores de Os Herdeiros (1969), de Cacá Diegues e produziu os episódios dirigidos por Alberto Salvá e Carlos Alberto Camuyrano de Como Vai, Vai Bem? (1968), produziu. Foi um dos fundadores do Cine Teatro Poeira, em Ipanema, produzindo Tem banana na banda, com atuação de Leila Diniz.

No começo dos anos 1970, dirigiu curtas-metragens e, posteriormente, dirigiu duas produtoras: Alter Filmes e Terra Filmes. Foi ainda produtor-executivo de Cordão de Ouro (1977), de Antonio Carlos Fontoura e Chuvas de Verão, de Diegues.

Como diretor, realizou e roteirizou o longas-metragem Marília e Marina (1976)[1], adaptado do poema Balada de duas mocinhas de Botafogo, de Vinicius de Moraes. Também dirige a adaptação da peça homônima de José Saffioti Filho, em A rainha do rádio (1979)[2][1]. Dirige o musical Tropclip em 1984[1].

Nos anos 1980, produz os longas documentários Os Anos JK - Uma Trajetória Política (1980) e Jango (1983), de Sílvio Tendler. Ingressa na televisão, como diretor de projetos especiais, séries e programas para a TV Educativa até meados dos anos 1990.

Escreve e dirige os documentários Angola - Cantos de guerra e liberdade (1989)[1] e Luiz Carlos e Lucy Barreto - Um amor de cinema (2000). É produtor-executivo de Mauá - O Imperador e o Rei (1999), de Sérgio Rezende. Em 2004, dirige o documentário Mestre Bimba – a capoeira iluminada[1].

Em 2017, dirige o filme Querido Embaixador, inspirado na vida do diplomata brasileiro Luiz Martins de Souza Dantas que "concedeu mais de mil vistos para o Brasil a judeus perseguidos pelo regime nazista[3]" durante a Segunda Guerra Mundial.

Filmografia

Direção

Ano Filme Gênero
1976 Marília e Marina Drama erótico
1979 A rainha do rádio Drama
1984 Tropclip Comédia Musical
1989 Angola - Cantos de guerra e liberdade Documentário
2000 Luiz Carlos e Lucy Barreto - Um amor de cinema Documentário
2005 Mestre Bimba – a capoeira iluminada Documentário
2017 Querido Embaixador Drama

Produção

Ano Filme
1963 Ganga Zumba
1967 A Opinião Pública
1971 Os herdeiros
1976 Marília e Marina
1977 Cordão de Ouro
1978 Chuvas de Verão
1980 A rainha do rádio
Os Anos JK - Uma Trajetória Política
1983 Jango
1999 Mauá - O Imperador e o Rei

Roteiro

Ano Filme
1976 Marília e Marina
1979 A rainha do rádio

Premiações

Festival de Cinema de Brasília

Ano Categoria Filme Resultado
1979 Melhor roteiro A rainha do rádio Vencedor

Bibliografia

  • MIRANDA, Luiz Fernando. Dicionário de cineastas brasileiros. São Paulo: Art/Secretaria de Estado da Cultura, 1990. p. 161.

Referências

  1. a b c d e f g h i j k Muller, Marcelo (31 de julho de 2018.). «Querido Embaixador: Entrevista exclusiva com Luiz Fernando Goulart». Papo de Cinema. Consultado em 13 de julho de 2025.  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  2. «A Rainha do Rádio». Consultado em 13 de julho de 2025.  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  3. Araújo, Andressa (17 de julho de 2018.). «Querido Embaixador: Drama sobre diplomata brasileiro que salvou judeus ganha cartaz (Exclusivo)». Adorocinema. Consultado em 13 de julho de 2025.  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)

Ligações externas