Luis Ricardo Falero
| Luis Ricardo Falero | |
|---|---|
![]() Auto-Retrato, c. 1880 | |
| Nascimento | |
| Morte | 7 de dezembro de 1896 (45 anos) |
| Nacionalidade | Espanhola |
| Movimento estético | Orientalismo |
Luis Ricardo Falero (23 de maio de 1851 – 7 de dezembro de 1896) foi um pintor espanhol. Ele se especializou em nus femininos e cenários mitológicos, orientalistas e fantásticos.[2] Empregava principalmente a técnica de óleo sobre tela. Suas pinturas estão principalmente em coleções particulares na Europa e nos Estados Unidos, embora uma aquarela das 'Estrelas Gêmeas' esteja na coleção do Metropolitan Museum of Art, em Nova York.
Na Inglaterra, Falero às vezes se autodenominava Duque de Labranzano, um lugar fictício.
Biografia
Falero nasceu em Granada e inicialmente pretendia seguir carreira na Marinha Espanhola, mas desistiu para grande decepção de seus pais. Viajou a pé para Paris, onde estudou arte, química e engenharia mecânica. Os experimentos que teve de realizar nas duas últimas áreas eram perigosos, levando-o a decidir concentrar-se apenas na pintura.[3] Foi aluno de Gabriel Ferrier.[4] Depois de Paris, estudou em Londres, onde acabou por se estabelecer.[2]
Falero tinha um interesse particular em astronomia e incorporou constelações celestes em muitas de suas obras, como "O Casamento de um Cometa" e "Estrelas Gêmeas". Seu interesse e conhecimento de astronomia também o levaram a ilustrar as obras de Camille Flammarion.[2]
Em 1889, em Rochford, Essex, Falero casou-se com Maria Cristina Spinelli e, em 1891, eles moravam em 100 Fellows Road, Hampstead. Sua esposa era italiana e tinha uma ligação com Atina, na província de Frosinone.[5]
Em 1896, ano de sua morte, Maud Harvey processou Falero para reconhecimento de paternidade. O processo alegava que Falero seduziu Harvey em 1894, quando ela tinha 15 anos, primeiro trabalhando como sua empregada doméstica e depois como modelo. Quando ele descobriu que ela estava grávida, a demitiu. Ela ganhou o caso e recebeu cinco xelins por semana para sustentar o filho.[2]
Falero morreu no University College Hospital, em Londres, aos 45 anos, deixando um patrimônio avaliado em £1.139 para fins de inventário. Sua viúva, María Cristina Falero, foi sua testamenteira.[6]
Em 1937, após a Segunda Guerra Ítalo-Etíope, a comenda italiana da Cruz de Guerra de Valor Militar foi concedida a Riccardo Falero de Atina, Frosinone, fazendo referência a Maria Cristina Spinelli, sugerindo que Falero teve um filho postumamente.
Galeria
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Bruxas no Sabá (1878) -
As Ninfas -
A Feiticeira (1878) -
Posando (1879) -
O Sonho de Fausto (1880) -
A Favorita (1880) -
Festa na Taberna (1880) -
Festival das Bruxas (1880) -
A bruxa, pintada em um pandeiro (1882) -
O Planeta Vênus (1882) -
Ninfa da Lua (1883) -
Fada sob o céu estrelado -
Oração a Ísis (1883) -
O Vinho de Tokay (1886) -
Fada Lírio (1888) -
Uma alegoria da arte (1892) -
O Equilíbrio do Zodíaco -
Beleza Oriental -
O Favorito
Referências
- ↑ Treydel, Renate (2020). Falero, Luis Ricardo. [S.l.]: Allgemeines Künstlerlexikon - K. G. Saur
- ↑ a b c d Luis Ricardo Falero biography at ArtMagick.com Arquivado em 2008-01-30 no Wayback Machine
- ↑ European Orientalists Biography Arquivado em 2009-09-23 no Wayback Machine from Mezzo-Mondo.com
- ↑ «Luis Ricardo Falero». Ader. Consultado em 29 de outubro de 2025
- ↑ Croce di Guerra al Valor Militare. Bollettino ufficiale delle nomine, promozioni e destinazioni negli ufficiali e sottufficiali del R. esercito italiano e nel personale dell'amministrazione militare. [S.l.: s.n.] 1937. pp. 5283, 5289
- ↑ «FALERO Ricardo Luis of 100 Fellows-road Hampstead Middlesex artist died 7 December 1896 at University-college-hospital Gower-street». Wills and Administrations (England and Wales) for 1897: 12. 1898
