Luis Alberto de Abreu

Luis Alberto de Abreu
Nascimento5 de março de 1952 (73 anos)
São Bernardo do Campo
CidadaniaBrasil
Ocupaçãodramaturga

Luís Alberto de Abreu (São Bernardo do Campo, 5 de março de 1952) é um dramaturgo, roteirista, consultor e professor de dramaturgia brasileiro.

Biografia

Luís Alberto de Abreu iniciou a carreira como dramaturgo em 1980, após um período de atuação em teatro amador no ABC paulista. Seu primeiro texto, "Foi bom, meu bem?", teve direção de Ewerton de Castro e foi encenado pelo Grupo Mambembe, de São Paulo - esta peça continua a ser encenada em todo o Brasil, por grupos amadores e profissionais. Em 1981 foi levada à cena, sob direção de Ednaldo Freire, a peça "Cala boca já morreu", inspirada no universo operário. O texto de "Bella ciao", escrito em 1982, dirigido por Roberto Vignati e encenado pelo Grupo Arteviva (São Paulo), obteve sucesso de público e de crítica. Até o ano de 2025, sua produção para teatro conta com 60 peças encenadas, dentre as quais destacam-se "O rei do riso”, baseada na vida do ator Francisco Corrêa Vasques e encenada pelo Teatro Popular do Sesi (São Paulo), com direção de Osmar Rodrigues Cruz; "Xica da Silva”, encenada em 1987 pelo Grupo Macunaíma (São Paulo) com direção de Antunes Filho, representou o Brasil na Abertura das Olimpíadas de Seul, Coréia do Sul, em 1988; "A guerra santa", encenada por Gabriel Villela em 1993 abriu o LIFT -93 (London International Festival of Theatre); "O livro de Jó", dramaturgia dirigida por Antonio Araújo e encenada pelo Teatro da Vertigem também em 1993. Em 1994 inaugura, junto à Fraternal Companhia de Arte e Malasartes, o projeto Comédia Popular Brasileira, que levou à cena quatro espetáculos inspirados na commedia dell'arte e nos tipos populares brasileiros: "O parturião", "O anel de Magalão", "Burundanga" e "Sacra Folia". Como dramaturgo da Fraternal Companhia escreveu mais nove textos entre 1997 e 2008, dentre elas "Auto da paixão e da alegria" e "Borandá", sempre sob direção de Ednaldo Freire. No ano 2000 escreveu "Um trem chamado desejo", encenado pelo Grupo Galpão, de Belo Horizonte, com direção de Chico Pelúcio.

Como roteirista se destacou no cinema com "Kenoma", de 1998 e "Narradores de Javé", de 2000, escritos em parceria com Eliane Caffé, diretora dos filmes. Na Rede Globo de Televisão foi co-roteirista das microsséries "Hoje é Dia de Maria", de 2005, "A Pedra do Reino", de 2006 e "Capitu", de 2008, além de escrever em 2013 o especial "Histórias de Alexandre" - baseado no livro "Alexandre e outros herois", de Graciliano Ramos; colaborar em 2016 no roteiro da novela "Velho Chico" e, em 2022, no roteiro da microssérie "Independências", transmitida pela TV Cultura de São Paulo, todos dirigidos por Luiz Fernando Carvalho.

Prêmios

O autor recebeu prêmios, como quatro prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA – 1980, 1982, 1985, 1996), Prêmio Mambembe do Instituto Nacional de Artes Cênicas (1982), Prêmio Molière da Companhia Air France (1982), Prêmio Estímulo de dramaturgia para desenvolver o projeto de pesquisa sobre Comédia Popular Brasileira (1994), Prêmio Mambembe (1995), Prêmio Apetesp (1995), Prêmio Panamco (2002) e Prêmio Shell (2004).

Por "Bella Ciao", em 1992, recebeu Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, Prêmio Mambembe do Instituto Nacional de Artes Cênicas, Prêmio Molière da Companhia Air France

Por "O rei do riso", em 1985, recebeu o Prêmio de Melhor Autor do ano da Associação Paulista de Críticos de Arte

Por ""O livro de Jó", em 1995, recebeu Prêmio Mambembe de Dramaturgia e foi finalista ao Prêmio Shell de melhor autor. No mesmo ano recebeu o Prêmio Apetesp de Melhor Autor pelo conjunto de obra e foi finalista ao Prêmio Nacional Sharp de Melhor Autor pela dramaturgia de "Lima Barreto, ao terceiro dia"

Em 1996, pelo Projeto Comédia Popular Brasileira recebeu junto à Fraternal Companhia de Arte e Malas-Artes o Prêmio Funarte de Ocupação do Teatro de Arena Eugênio Kusnet, de São Paulo, e o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte

Em 1997 foi ndicado a Prêmio APETESP de Melhor Autor por "Bar doce bar" e "Burundanga". No mesmo ano foi indicado, juntamente com Ednaldo Freire, ao Prêmio Mambembe no quesito Grupo ou Personalidade

1998 - Recebeu o Prêmio de Melhor Roteiro no Brazilian Film Festival of Miami pelo filme Kenoma, em 1998

Por "Um trem chamado desejo" recebeu no ano 2000 o Prêmio Bonsucesso de Artes Cênicas de melhor texto inédito e o Prêmio estímulo, da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, para desenvolvimento de roteiro do filme “Narradores de Javé”

Por "Auto da Paixão e da Alegria" recebeu, em 2002, o Prêmio Panamco de melhor texto infanto-juvenil (por Auto da Paixão e da Alegria e foi indicado para o prêmio Shell de Melhor Autor Teatral

Em 2003 recebeu o Prêmio Shell de Melhor Autor por "Borandá" e, pelo filme "Narradores de Javé", o Prêmio de Melhor Roteiro no 30º Festival Internacional do Filme Independente de Bruxelas (Bélgica), o Prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Berlim, o Prêmio de Melhor Roteiro da Academia Brasileira de Cinema, o Prêmio de Melhor Roteiro do Festival de Cinema de Cataguases e o Prêmio APCA de melhor roteiro

Pela minissérie "Hoje é dia de Maria" recebeu, em 2005, o Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Roteiro. No mesmo ano recebeu o título de Cidadão de Ribeirão Pires

Ligações externas