Lucilio Vanini
| Lucilio Vanini | |
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| Nascimento | 1585 Taurisano |
| Morte | 9 de fevereiro de 1619 (33–34 anos) Toulouse |
| Ocupação | filósofo, médico, naturalista, astrólogo, escritor |
| Movimento estético | escolástica, panteísmo |
| Religião | catolicismo |
| Causa da morte | morte na fogueira |
Lucilio Vanini (Taurisano, 1585 – Toulouse, 9 de fevereiro de 1619), que, em suas obras, se intitulava Giulio Cesare Vanini,[1] foi um filósofo, médico e livre pensador italiano, considerado um dos primeiros representantes significativos do libertinismo intelectual. Ele foi um dos primeiros pensadores modernos a enxergar o universo como uma entidade regida por leis naturais (determinismo causal). Também foi um dos primeiros defensores da evolução biológica, defendendo que os seres humanos e outros macacos compartilham ancestrais comuns. Foi executado em Toulouse.
Vanini nasceu em Taurisano, perto de Lecce, e estudou filosofia e teologia em Nápoles. Posteriormente, dedicou-se aos estudos das ciências naturais, principalmente medicina e astronomia, áreas que estavam em ascensão durante o Renascimento. Assim como Giordano Bruno, ele criticou o escolasticismo.[2]
De Nápoles, Vanini foi para Pádua, onde se colocou sob a influência do Alexandrista Pietro Pomponazzi, a quem chamou de seu mestre divino. A seguir, levou uma vida errante na França, Suíça e Países Baixos, sustentando-se dando aulas e difundindo ideias radicais. Foi obrigado a fugir para a Inglaterra em 1612, mas foi preso em Londres por 49 dias.[2]
De volta à Itália, tentou lecionar em Gênova, mas novamente foi forçado a ir para a França, onde tentou se defender da suspeita de heresia publicando um livro contra o ateísmo: Amphitheatrum Aeternae Providentiae Divino-Magicum (1615). Embora as definições de Deus no livro fossem algo panteístas, ele cumpriu sua finalidade imediata. Embora Vanini não tenha exposto suas verdadeiras ideias em seu primeiro livro, o fez no segundo: De Admirandis Naturae Reginae Deaeque Mortalium Arcanis (1616). Este foi inicialmente aprovado por dois doutores da Sorbonne, mas depois foi reexaminado e condenado.[2]
Vanini então deixou Paris, onde estava servindo como capelão do Marechal de Bassompierre, e passou a ensinar em Toulouse. Em novembro de 1618, foi preso e, após um longo julgamento, foi condenado a ter a língua cortada, ser estrangulado na fogueira e ter seu corpo queimado até as cinzas. A execução foi realizada em 9 de fevereiro de 1619 pelas autoridades locais.[2]
Referências
- ↑ Westfall, Richard S. "Vanini, Giulio Cesare". The Galileo Project. Rice University, EUA. Consultado em 26 de novembro de 2014.
- ↑ a b c d Uma ou mais das frases anteriores incorporam texto de uma publicação agora em domínio público: Chisholm, Hugh, ed. (1911). "Vanini, Lucilio". Encyclopædia Britannica. Vol. 27 (11ª ed.). Cambridge University Press. p. 895.
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