Luísa Holandina do Palatinado

Luísa Holandina
Princesa do Palatinado
Abadessa de Maubuisson
Retrato por Gerard van Honthorst, 1650
Dados pessoais
Nascimento18 de abril de 1622
Palácio Noordeinde, Haia, República Neerlandesa
Morte11 de fevereiro de 1709 (86 anos)
Abadia de Maubuisson, Maubuisson, França
Sepultado emAbadia de Maubuisson
CasaWittelsbach
PaiFrederico V, Eleitor Palatino
MãeIsabel da Inglaterra
Ocupaçãopintora
ReligiãoCatolicismo
(anteriormente Calvinismo)

Luísa Holandina do Palatinado (em alemão: Luise Hollandine von der Pfalz; Haia, 18 de abril de 1622Maubuisson, 11 de fevereiro de 1709) foi uma nobre e pintora alemã. Nascida uma princesa palatina do Reno, filha de Frederico V, rei da Boêmia, e de Isabel da Inglaterra, converteu-se do calvinismo para o catolicismo romano e tornou-se uma abadessa na França.

Primeiros anos

Luísa Holandina nasceu em 8 de abril de 1622, no Palácio Noordeinde, na República Neerlandesa, pois seu pai vivia exilado na corte de seu tio, Maurício, Príncipe de Orange. Ela foi a sexta filha, a segunda menina, de Frederico V, eleitor palatino do Reno, que também fora brevemente, entre 1619 e 1620, rei da Boêmia, e de sua esposa Isabel da Inglaterra, filha do rei Jaime VI da Escócia e I da Inglaterra. Seus pais haviam perdido os territórios no Reno e a coroa da Boêmia, o que os levou ao exílio. O nome "Holandina" foi-lhe dado em gratidão aos tios de Frederico, os Príncipes de Orange (na Holanda), por protegerem a família durante o exílio.[1]

Ela estudou em Leiden, no Prinsenhof, e, segundo relatos, começou a ter aulas de desenho aos seis anos de idade, dedicando-se à arte do retrato.[2] Foi educada na tradição calvinista, segundo o Catecismo de Heidelberg.[3]

Romance com Montrose

Há rumores que Luís teve um romance com James Graham, 1.º Marquês de Montrose, um soldado e poeta escocês que lutou ao lado dos cavaliers (forças leais à monarquia) durante a Guerra Civil Inglesa, originalmente conde de Montrose. Montrose, considerado um herói nacional, conquistou diversas vitórias militares até ser enforcado e esquartejado em 1650.[4]

Conversão ao Catolicismo

Autorretrato, 1650

Por razões desconhecidas e para desespero de sua família protestante, em dezembro de 1657, Luísa fugiu para a França com a ajuda de sua tia por afinidade, Henriqueta Maria da França, e converteu-se ao catolicismo romano. Em 25 de março de 1659, tornou-se noviça, e em 19 de setembro de 1660 professou como freira na ordem cisterciense, na Abadia de Maubuisson[nota 1] Com o apoio do rei Luís XIV, foi nomeada abadessa de Maubuisson em agosto de 1664. Sua mãe, Isabel da Inglaterra, tentou fazer com que Luísa fosse presa e trazida de volta, e a conversão causou uma animosidade que durou toda a vida. Luísa Holandina foi a única filha excluída do testamento de sua mãe.[carece de fontes?] Seu irmão, Eduardo, apoiou sua conversão, pois também havia se convertido ao catolicismo e vivia na França.[5][6]

Pintura

Luísa Holandina foi uma talentosa pintora retratista, talento que compartilhava com seu irmão, o príncipe Ruperto do Reno. Foi aluna de Gerard van Honthorst, e pintava com tanta habilidade em seu estilo que algumas de suas obras chegaram a ser atribuídas ao mestre. Mesmo após tornar-se abadessa, continuou pintando e utilizou a riqueza de sua abadia e sua linhagem familiar para realizar doações de caridade às freiras beneditinas inglesas, incluindo uma pintura de Virgem com o Menino feita por ela em 1691, que foi pendurada na Lady Chapel do Castelo de Windsor.[7]

Como pintora, a princesa é considerada uma amadora. Seus retratos geralmente seguem o estilo barroco de Honthorst, embora haja exceções, provavelmente obras não encomendadas. Suas pinturas eram em geral mantidas no círculo familiar, e algumas encontram-se hoje em museus da Alemanha.

Obras

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Imagem Título Data Material Coleção
Autorretrato década de 1670 tinta a óleo
tela
Stedelijk Museum Zwolle
Autorretrato 1650 tinta a óleo
tela
No/unknown value
Sofia de Hannover como índia 1644 tinta a óleo
tela
Museum Wasserburg Anholt
Double portrait of a couple, possibly Maurits Lodewijk of Nassau-LaLecq (1631-1683) and Anna Isabella van Beieren-Schagen (1636-1716) as Mars and Venus 1669 tinta a óleo
tela
Herzog Anton Ulrich-Museum
Portrait of mogelijk Anna Isabella van Beyeren Schagen (1636-1716) século XVII tinta a óleo
tela
Museu Estadual da Baixa Saxônia
Portrait of Elisabeth, Countess of Nassau 1660 tinta a óleo
tela
Museu Estadual da Baixa Saxônia
Portrait of Elisabeth Charlotte von der Pfalz (1652-1722) 1670 tinta a óleo
tela
Museu Estadual da Baixa Saxônia
Portrait of Elisabeth, Countess of Hessen-Kassel 1670 tinta a óleo
tela
Museu Estadual da Baixa Saxônia
Adam und Eva mit Kain und Abel 1660
Prince Rupert's Poodle 1641
Autorretrato década de 1650 tinta a óleo
tela
No/unknown value
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Notas e referências

Notas

  1. O antigo vilarejo de Maubuisson é hoje parte da cidade de Saint-Ouen-l'Aumône, no departamento de Val-d'Oise, ao norte de Paris.

Referências

  1. «Princess Louise Hollandine of the Palatinate». Madame Guillotine (em inglês). 12 de maio de 2012. Consultado em 28 de janeiro de 2023 
  2. Reid, Lindsay Ann (22 de julho de 2019). «Louise Hollandine and the Art of Arachnean Critique» (PDF) 
  3. Kerstjens, Christopher A. (1 de agosto de 1999). «A Princely Painter: Princess Louise Hollandine of the Palatinate, Abbess of Maubuisson». The Court Historian. 4 (2). pp. 161–166. ISSN 1462-9712. doi:10.1179/cou.1999.4.2.004 
  4. «When Risking Everything Meant Losing All: Who Was the Marquis of Montrose? | Montrose Associates - Strategic Intelligence, Strategic Advice». montroseassociates.biz. Consultado em 28 de janeiro de 2023 
  5. Dominik Petko: Das Phänomen der Fürstenkonversionen – Auswirkungen, Hintergründe, Betroffene. GRIN Verlag, München 2007, ISBN 978-3-638-83924-2, p. 10.
  6. Kuno Fischer: Geschichte der neuern Philosophie. Band 2: Leibniz und seine Schule. 2. völlig umgearbeitete Auflage. Fr. Bassermann, Heidelberg 1867, p. 234.
  7. MacKenzie, Niall (1 de fevereiro de 2007). «Jane Barker, Louise Hollandine of the Palatinate and 'Solomons Wise Daughter'». The Review of English Studies. 58 (233). pp. 64–72. ISSN 0034-6551. doi:10.1093/res/hgl142