Luís Gonçalves Rebordão

Luís Gonçalves Rebordão
Alto-relevo de Luís Rebordão no Monumento aos Grão-Mestres do Grande Oriente Lusitano durante a Ditadura e na Clandestinidade, no Grémio Lusitano.
Nascimento16 de dezembro de 1894
Fundão
Morte21 de maio de 1976
CidadaniaPortugal
Alma mater
Ocupaçãojornalista
Distinções
  • Oficial da Ordem Militar de Avis

Luís Gonçalves Rebordão OAMCCMV (Souto da Casa, Fundão, 16 de Dezembro de 1894 – Pena, Lisboa, 19 de Maio de 1976) foi um advogado, jornalista, militar e maçon português.

Biografia

Era filho dos proprietários Francisco Gonçalves Rebordão Júnior e Ana Marta, ambos também naturais de Souto da Casa.[1]

Era Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e diplomado pela Escola Superior Colonial.[2]

Republicano, combateu na Revolta de 14 de Maio de 1915 e colaborou assiduamente no periódico Republicano Coimbrão "A Revolta".[2]

Tomou parte na Primeira Guerra Mundial, servindo como Alferes na Expedição a Moçambique em 1917-1918, onde se distinguiu e veio a ser condecorado.[2]

Iniciado na Maçonaria em 1921, na Loja Revolta, de Coimbra, com o nome simbólico de João de Barros, passou a Venerável Mestre em 1922 e, em 1925, atingiu o Grau 7 do Rito Francês.[2]

A 29 de janeiro de 1927, casou em Souto da Casa com Stela Simões Ramos.[1]

Desempenhou o cargo de Venerável Mestre na Loja que o iniciou, como se disse, e na Loja Rebeldia, de Lisboa, em 1929, da qual foi Fundador.[2]

Combatente contra a Ditadura Nacional, esteve vários meses preso em 1929.[2]

Exerceu as profissões de Advogado e de Funcionário Público do Ministério da Guerra e foi Oficial do Exército de Administração Militar, em cujo posto de Capitão passou à Reserva, a seu pedido, em 1937.[2]

A 5 de Janeiro de 1940 foi feito Oficial da Ordem Militar de Avis.[3]

Desempenhou altos cargos no Grande Oriente Lusitano Unido, nomeadamente o de Presidente do Conselho da Ordem, de 1937 a 1957, que, interinamente e devido às circunstâncias da clandestinidade, coincidiu com o de Grão-Mestre. Em 1957, foi eleito Grão-Mestre Efectivo, desempenhando tal cargo até a ele renunciar, em 1974. Como Soberano Grande Comendador, cargo que desempenhava desde 1953, manteve-se, contudo, até à sua morte a 21 de Maio de 1976. Deve-se-lhe o ter sabido guiar, com mão de Mestre, a Maçonaria Portuguesa no caminho escuro das perseguições e da actividade clandestina, até à reentrada na plena luz conseguida com o triunfo da Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974.[2][4][5]

Morreu vítima de fratura das costelas a 19 de maio de 1976, aos 81 anos, na freguesia da Pena, em Lisboa. Residia na Rua Quirino da Fonseca, n.º 4, 1.º direito, freguesia de S. Jorge de Arroios, em Lisboa. Foi sepultado no cemitério do Alto de São João.[6]

Referências

  1. a b «Livro de registo de batismos da paróquia de Souto da Casa - Fundão (1894)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Distrital de Castelo Branco. p. 9v, assento 41 
  2. a b c d e f g h António Henrique Rodrigo de Oliveira Marques. Dicionário de Maçonaria Portuguesa. [S.l.: s.n.] pp. Volume II. Colunas 1.201-2 
  3. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Luiz Gonçalves Rebordão". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 9 de outubro de 2015 
  4. «Grão-Mestres do GOL – 1803 – 2011». Consultado em 9 de Outubro de 2015 
  5. «Dirigentes das Maçonarias Portuguesas». Tripod.com. Consultado em 9 de Outubro de 2015 
  6. «Livro de registo de óbitos da 8.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1976-05-13 - 1976-06-04)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 1234, assento 2465 

Precedido por
Filipe Inês Ferreira
Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido
1937 – 1974
Sucedido por
Luís Hernâni Dias Amado