Luís Francisco Estêvão Soares de Melo da Silva Breyner
| Luís Francisco Estêvão Soares de Melo da Silva Breyner | |
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| Nascimento | 23 de agosto de 1801 Porto |
| Morte | 13 de novembro de 1865 Lisboa |
| Cidadania | Reino de Portugal |
| Progenitores |
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| Alma mater | |
| Ocupação | aristocrata, político |
| Título | Conde de Melo, Senhor de Melo |
Luís Francisco Soares de Melo da Silva Breyner de Sousa Tavares e Moura (Porto, 23 de agosto de 1801 — Lisboa, 13 de novembro de 1865), 1.º conde de Melo, aristocrata e político que se destacou na Guerra Civil Portuguesa e durante a fase inicial a monarquia constitucional portuguesa.
Biografia
Esteve na ilha Terceira incorporado nas tropas liberais, seguindo para o Porto integrado no Exército Libertador. Entre outras funções de relevo, foi vogal do Supremo Conselho de Justiça, vice inspetor da Academia de Belas-Artes de Lisboa, membro da Academia de São Lucas, senador, par do reino (por carta de 1 de outubro de 1835) e presidente da Câmara Municipal de Lisboa (1840).[1]
Foi feito conde de Melo por carta de 24 de janeiro de 1835.[2]
Em 1847 tomou parte ativa na revolução popular dirigida pela Junta Governativa do Porto, que o fez marquês de Melo (título que não chegou a ter validade) e lhe entregou o comando das forças militares no Alentejo. Em junho de 1847, rendeu-se juntamente com Sá da Bandeira, após a chamada "batalha do Alto do Viso", que pôs termo à Revolução da Maria da Fonte.
Passou em seguida à disponibilidade no exército português mas, antes de falecer, ainda voltou ao serviço ativo, como membro do Supremo Tribunal da Justiça Militar.[2]
Família
Era filho de Pedro de Melo Breyner e Meneses (que foi Embaixador em Roma e Paris, assumiu interinamente a Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros em 07.12.1826, e recebeu o título de 12.º senhor da Trofa, a pedido de sua mulher, por esta ser sobrinha-neta do último senhor), e de D. Ana Rufina de Melo, 18.ª senhora de Melo.[3][4]
Neto paterno de Francisco José de Melo, 3.º senhor de Vila Verde de Ficalho, e de D. Isabel Josefa de Breyner e Meneses, 1.ª condessa de Ficalho.
Neto materno de Estevão Soares de Melo Sousa Lacerda Tavares Barros Cardoso, 17.º senhor de Melo e de D. Tomásia Rita de Sousa e Lemos de Alvim e Meneses (filha do 20.º senhor de Bordonhos).
Casou em Lisboa (Lapa), a 18 de fevereiro de 1835, com D. Frederica Xavier Botelho, bisneta do 4.º conde de São Miguel; com geração, tendo a filha mais velha deste casamento, D. Teresa Francisca de Melo Breyner Sousa de Tavares e Moura, herdado o título de 2.ª condessa de Melo.[2]
Referências
- ↑ Presidentes da Câmara Municipal de Lisboa.
- ↑ a b c Braamcamp Freire, Anselmo (1921). Brasões da Sala de Sintra. Livro Primeiro. Robarts - University of Toronto. Coimbra: Imprensa da Universidade. pp. 410–411. Consultado em 11 de fevereiro de 2025
- ↑ Soveral, Manuel Abranches de. «Descendência da Casa da Trofa.». www.soveral.info. Consultado em 11 de fevereiro de 2025.
D. Ana Rufina Soares de Mello e Souza e Lemos, 18.ª sr.ª da Casa de Mello, c.c. o Dr. Pedro de Mello Breyner, ministro do reino, feito 12.º sr. da Trofa a pedido da mulher, por ser sobrinha-neta do último senhor
- ↑ Torres, João Carlos Feo Cardoso de Castello Branco e; Mesquita, Manuel de Castro Pereira de (1838). Resenha das familias titulares do Reino de Portugal acompanhada das noticias biographicas de alguns individuos das mesmas familias. Lisboa: Imp. nacional. pp. 124–125. Consultado em 19 de fevereiro de 2025
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