Johannes Paulus Lotsy

Johannes Paulus Lotsy
Nascimento11 de abril de 1867
Dordrecht
Morte17 de novembro de 1931 (64 anos)
Voorburg
ResidênciaPaíses Baixos
CidadaniaReino dos Países Baixos
Alma mater
Ocupaçãobotânico, professor universitário, geneticista, colecionador de plantas, scientific collector
Distinções
  • Honorary Fellow of the Royal Society Te Apārangi (1927–)
Empregador(a)Universidade Johns Hopkins, Universidade de Leiden, Universidade de Leiden

Johannes Paulus Lotsy, também conhecido como Jan Paulus Lotsy (11 de abril de 186717 de novembro de 1931), foi um botânico e geneticista neerlandês, que se especializou no estudo da evolução e da hereditariedade. Ele foi um grande proponente da ideia de que a hibridização é uma força motriz fundamental na evolução.

Carreira

Lotsy nasceu em uma família abastada em Dordrecht e estudou inicialmente na Escola Agrícola de Wageningen, onde foi aluno de Martinus Beijerinck. Posteriormente, cursou a Universidade de Göttingen (1886-1890), onde se doutorou com um estudo sobre líquens. Em 1891, mudou-se para os Estados Unidos, atuando como professor e diretor do herbário da Universidade Johns Hopkins até 1895. De 1896 a 1900, foi enviado a Java para pesquisar a cultura da cinchona, retornando aos Países Baixos após contrair malária. Entre 1904 e 1909, foi professor de Botânica sistemática na Universidade de Leiden e, simultaneamente, diretor do Rijksherbarium (Herbário Nacional) de 1906 a 1909. Mais tarde, assumiu o cargo de secretário da Hollandsche Maatschappij van Wetenschappen (Sociedade Holandesa de Ciências).[1]

Ele fundou a Association internationale des Botanistes e foi editor das revistas Botanisches Centralblatt e Progressus rei botanicae. Lotsy propôs um sistema de classificação vegetal baseado na filogenia e defendeu fortemente o papel central da hibridização nos processos evolutivos, incluindo especulações sobre a evolução humana.[2][3][4]

Faleceu em Voorburg em 17 de novembro de 1931, após complicações de uma cirurgia.[5]

Viagens

Lotsy realizou extensas viagens de pesquisa e exploração, visitando: Índia (1895–1900), Estados Unidos (1922), Austrália e Nova Zelândia (1925), África do Sul (1926–27) e Egito (1930). Também estudou a flora da Itália e da Suíça.

Publicações

  • 1928. Voyages of exploration to judge of the bearing of hybridization upon evolution (Genetica: nederlandsch tijdschrift voor erfelijheids- en afstammingsleer). Ed. M. Nijhoff
  • 1922a. Van den Atlantischen Oceaan naar de Stille Zuidzee
  • 1922b. A popular account of evolution. The Cawthron institute, Nelson, Nova Zelândia. Cawthron lecture. Ed. R.W. Stiles & Co. 22 pp.
  • 1915. Het Tegenwoordige Standpunt der Evolutie-leer
  • 1911. Série IIIA. Sciences exactes. 1–4. Rédigées par J. P. Lotsy
  • 1906a. Résultats scientifiques du Congrès international de botanique, Vienne, 1905. Wissenschaftliche Ergebnisse des Internationalen botanischen Kongresses, Wien, 1905 ... Redigiert von J. P. Lotsy ... Mit ... 1 Karte, etc
  • 1906b. Vorlesungen über Deszendenztheorien, mit besonderer Berücksichtigung der botanischen Seite der Frage, gehalten an der Reichsuniversität zu Leiden, etc.
  • 1899. Rhopalocnemis Phalloides Jungh: A morphological-systematical study. Ed. E.J. Brill
  • 1898. Contributions to the life-history of the genus Gnetum. Ed. E.J. Brill
  • 1894. A contribution to the investigation of the assimilation of free atmospheric nitrogen by white and black mustard. Bulletin / U.S. Department of Agriculture, Office of Experiment Stations. G.P.O. 19 pp.

Livros

Sistema de classificação

Lotsy argumentava que as monocotiledôneas eram dífiléticas, propondo que as Spadiciflorae derivavam das dicotiledôneas (especificamente das Piperales), enquanto o restante das monocotiledôneas teria evoluído de um ancestral hipotético, as Proranales. John Hutchinson, que defendia uma origem monofilética, considerava essa visão improvável.[6]

Síntese do sistema

Estrutura apresentada na obra Vorträge über botanische Stammesgeschichte:[7][6]

Ver também

  • Taxonomia de Johannes Paulus Lotsy

Notas

Referências

  1. Goddijn, W. A. (1931). «Dr. Jan Paulus Lotsy 1867–1931». Genetica (em inglês). 13 (1–2): I–XX. ISSN 0016-6707. doi:10.1007/BF01725036 
  2. East, E. M. (1914). A Theory of Evolution. Botanical Gazette 58 (1): 91–93.
  3. Newman, H. H. (1917). Evolution by Means of Hybridization by J. P. Lotsy. Botanical Gazette 63 (2): 153–154.
  4. Lotsy, J. P. (1927). «What do we know of the descent of man?». Genetica (em inglês). 9 (4–6): 289–328. ISSN 0016-6707. doi:10.1007/BF01508294 
  5. «Obituary. Dr J. P. Lotsy». Nature. 129 (3244): 14–15. 1932. doi:10.1038/129014a0Acessível livremente 
  6. a b Hutchinson 1959, pp. 513–515.
  7. Lotsy 1911.

Bibliografia

Ligações externas