Lockheed D-21

Lockheed D-21
Veículo aéreo não tripulado
Predefinição:Info/Aeronave
Um D-21 no Museu Nacional da Força Aérea dos Estados Unidos
Descrição
Tipo / Missão Reconhecimento aéreo de alta velocidade e altitude
País de origem Estados Unidos da América
Fabricante Lockheed
Quantidade produzida 38
Primeiro voo em 22 de dezembro de 1964 (61 anos)
Introduzido em 1969
Aposentado em 1971

Aviso

O Lockheed D-21 foi um drone de reconhecimento supersónico americano. O D-21 foi inicialmente projectado para ser lançado da parte traseira de um M-21, uma variante do Lockheed A-12. O drone tinha uma velocidade máxima superior a Mach 3,3 (4040 km/h) a uma altitude operacional de 27 mil metros. O desenvolvimento começou em Outubro de 1962. Originalmente conhecido pela designação Lockheed Q-12, o drone foi projectado para reconhecimento em profundidade no espaço aéreo inimigo.

O D-21 foi projectado para transportar uma única câmara fotográfica de alta resolução sobre um caminho pré-programado e, em seguida, libertar o módulo da câmara no ar para recuperação, após o qual o drone autodestruir-se-ia.[1] Após um acidente fatal quando lançado de um M-21, o D-21 foi modificado para ser lançado de um Boeing B-52 Stratofortress. Foram realizados vários voos de teste bem-sucedidos, seguidos por pelo menos quatro voos operacionais mal-sucedidos do D-21 sobre a China, antes do programa ser cancelado em 1971.

Design e desenvolvimento

Na década de 1960, a Skunk Works, empresa secreta da Lockheed, desenvolveu a aeronave de reconhecimento Mach 3 A-12 para a Agência Central de Inteligência (CIA). Após o abate do U-2 pilotado por Gary Powers em 1960, vários conceitos diferentes foram propostos como alternativas. Kelly Johnson, líder da Skunk Works, desenvolveu o conceito de um drone de longo alcance que utilizava grande parte da tecnologia do A-12. Em Outubro de 1962, a CIA e a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) instruíram a Lockheed a trabalhar num conceito de drone de alta velocidade e altitude. Johnson especificou velocidades de Mach 3,3 a 3,5, uma altitude operacional de 27 mil a 29 mil metros e um alcance de 5600 quilómetros. Seria projectado para fazer uma viagem apenas de ida, ejectar a sua carga útil da câmara no final da missão para recuperação e, em seguida, autodestruir-se.[2] Teria uma asa-delta dupla semelhante ao design da asa do A-12. O Q-12 seria lançado do ar da parte traseira de um A-12 e usaria tecnologia do projecto A-12, incluindo construção em titânio e características de design de redução da secção transversal do radar.[3]

Vista traseira da combinação D-21 e M-21 no solo, onde se pode ver a cobertura do sistema de exaustão usada nos primeiros voos

Johnson queria equipar o Q-12 com o motor ramjet construído pela Marquardt Corporation para o míssil terra-ar de longo alcance Boeing CIM-10 Bomarc. A Marquardt e a Lockheed já haviam colaborado em vários programas e tinham uma estreita relação de trabalho. O motor, o Marquardt RJ43, exigia que fossem realizadas várias modificações, uma vez que foi projectado para queimar somente o tempo necessário para o míssil atingir um alvo, enquanto o motor do Q-12 precisava de operar em altas temperaturas por pelo menos uma hora e meia em grandes altitudes. O motor modificado foi designado RJ43-MA20S-4.[2]

Uma maquete em escala real do Q-12 já estava pronta no dia 7 de Dezembro de 1962 e já havia passado por testes preliminares para medir a sua secção transversal de radar. Neste intrevalo de tempo, a Marquardt também testou com sucesso no seu túnel de vento o RJ-43 modificado.[4] A CIA não estava entusiasmada com o Q-12, principalmente porque a agência estava sobrecarregada na época com missões U-2, a lançar o A-12 em operação e com outras operações secretas no Sudeste Asiático. A USAF mostrou interesse no Q-12 como uma plataforma de reconhecimento e para misseis de cruzeiro, e a CIA decidiu finalmente optar por trabalhar com a USAF para desenvolver o novo drone. Em Março de 1963 a Lockheed recebeu um contrato para o desenvolvimento do Q-12.[3]

Um M-21 a transportar um D-21 em voo

A câmara e os seus carregadores de filme com um sistema de navegação inercial foram inseridos num "Q-bay" apertado abaixo da entrada de ar do drone. Esses componentes foram construídos num módulo que se encaixava no compartimento e era conhecido como "escotilha". A escotilha seria ejectada no final da missão e então capturada do ar por um JC-130 Hercules, uma técnica que havia sido desenvolvida pela USAF para recuperar latas de filme de balões e satélites. Se o C-130 falhasse, a escotilha era equipada com dispositivos de flutuação para que pudesse ser recuperada por navio se lançada sobre a água. A Honeywell tratou da aviónica, e novas técnicas de construção e materiais tiveram que ser desenvolvidos para que os sistemas suportassem as altas temperaturas, vibrações extremas e falta de espaço no D-21.[5]

No final de 1963, o projecto foi denominado Tagboard e o Q-12 foi re-designado D-21, enquanto o lançador da versão A-12 tornou-se M-21 (D- para "Daughter (filha)" e M- para "Mother (mãe)"). Duas das 18 aeronaves A-12 originais foram designadas como M-21 com números de série 60-6940 e 60-6941. O M-21 era uma versão de dois lugares do A-12, com um pilone na linha central da fuselagem entre os estabilizadores verticais para transportar o drone.[6]

Teste e mudança da aeronave de transporte

Um D-21 montado num M-21 começou os testes de voo no dia 22 de Dezembro de 1964. Inicialmente foram colocadas tampas aerodinâmicas sobre a entrada de ar e o escape do D-21 para reduzir o arrasto, mas tiveram que ser removidas após os primeiros testes dado que não havia como descartá-las a Mach 3 sem danificar o drone ou o avião de transporte.[7]

O D-21 foi lançado pela primeira vez de um M-21 a 5 de Março de 1966.[8] O drone foi lançado e permaneceu próximo à fuselagem do M-21 por alguns segundos, algo que pareceu "duas horas" para a tripulação do M-21.[9] Um segundo lançamento ocorreu a 27 de Abril de 1966; o D-21 atingiu a sua altitude operacional de 27 mil metros e uma velocidade acima de Mach 3,3 (4040 quilómetros por hora), mas foi perdido devido a uma falha na bomba hidráulica após um voo de mais de 2200 quilómetros. O interesse da USAF no programa continuou e mais unidades D-21 foram encomendados após o segundo lançamento.[8] Um terceiro voo ocorreu no dia 16 de Junho com o D-21 a voar 2870 quilómetros; neste teste, a escotilha da câmara não foi lançada devido a uma falha electrónica.[10]

Um D-21 modificado transportado na asa de um B-52

O quarto e último lançamento de um M-21, no dia 30 de Julho, terminou em desastre. Ao contrário dos três lançamentos anteriores, este foi realizado em linha recta e nivelado, não num loop externo para auxiliar na separação do drone da aeronave. O D-21 sofreu uma falha no accionamento do motor[11] e atingiu a cauda do M-21 após a separação, levando à destruição de ambas as aeronaves. Os dois tripulantes ejectaram e pousaram no mar. O piloto, Bill Park, sobreviveu, mas o Oficial de Controle de Lançamento, Ray Torrick, morreu afogado.[10][12]

Um D-21B lançado, onde é evidente o tamanho do propulsor em relação ao drone

Após o acidente, Johnson sugeriu lançar o D-21 do bombardeiro Boeing B-52 Stratofortress e adicionar um foguete de propulsão sólida para lançá-lo em velocidade.[13] O drone foi modificado adicionando pontos de fixação na parte principal da sua fuselagem para acoplar com o pilone de transporte no B-52 e os seus pontos de fixação da barriga foram adaptados para acomodar o propulsor de foguete necessário para aumentar a sua velocidade e permitir que o motor ramjet começasse a trabalhar. O seu estabilizador vertical foi aumentado em tamanho em aproximadamente 20%. A versão modificada do drone foi designada D-21B (não havia D-21A). Dois B-52H foram modificados para transportar dois drones cada através de dois grandes pilones sob as asas que substituíram os pilones menores usados para os mísseis de cruzeiro AGM-28 Hound Dog. As estações do atirador de cauda e do oficial de guerra electrónica foram substituídas por duas estações de controlo de lançamento. Sistemas de comando e telemetria foram adicionados à aeronave, e câmaras de alta velocidade foram instaladas para rastrear os drones conforme estes se separavam dos pilones. O oficial de controlo de lançamento do B-52H poderia comunicar com o D-21B e destruir o drone por comando.[14]

O foguete de propulsão sólida era maior e mais pesado que o drone; tinha 13,51 metros de comprimento, pesava 6026 quilos e possuía um estabilizador vertical dobrável na parte inferior para estabilizá-lo durante o disparo do foguete. O propulsor tinha um tempo de vida (enquanto funcionava o propulsor) de 87 segundos e um empuxo de 121 kN.[15] Durante o manuseio do foguete no solo, toda a gente num raio de 7,6 metros era obrigado a usar cintas anti-estáticas para evitar qualquer descarga de electricidade estática que pudesse causar a ignição do propulsor.[16]

Um B-52 com dois drones D-21B montados

A primeira tentativa de lançamento de um D-21B deu-se a 28 de Setembro de 1967, mas o drone caiu do pilone de lançamento do B-52 devido a uma porca arrancada do pilone antes que a aeronave atingisse o ponto de lançamento pretendido. Johnson admitiu que o incidente foi "muito embaraçoso". Mais três lançamentos foram realizados de Novembro de 1967 a Janeiro de 1968. Nenhum foi completamente bem-sucedido, então Johnson ordenou que a sua equipa conduzisse uma revisão completa antes de renovar as tentativas de lançamento.[17] O próximo lançamento foi a 10 de Abril de 1968, que também não correu bem devido à falha da ignição do motor. No dia 16 de Junho, o D-21B finalmente fez um voo completamente bem-sucedido; voou na altitude e curso especificados em todo o seu alcance, e o filme foi recuperado.[18] Os dois lançamentos seguintes foram fracassos, seguidos por outro voo bem-sucedido em Dezembro. Outro teste, em Fevereiro de 1969, para verificar o sistema de navegação também foi um fracasso. Os dois voos seguintes em Maio e Julho foram bem-sucedidos.[19]

Histórico operacional

Pelo menos quatro missões operacionais com o D-21B ocorreram sob o nome de código Senior Bowl. Estas foram conduzidas sobre a China de 9 de Novembro de 1969 a 20 de Março de 1971 para espiar o local de testes nucleares de Lop Nor. O 4200.º Esquadrão de Apoio da USAF, baseado na Base Aérea de Beale, na Califórnia, realizou as missões, geralmente a partir da Base Aérea de Andersen em Guam.[20]

O governo chinês nunca relatou ter avistado o D-21B em voo. O primeiro não conseguiu dar meia-volta e continuou em frente, caindo na União Soviética.[21] Outro voo de teste foi realizado a 20 de Fevereiro de 1970, numa tentativa bem-sucedida de corrigir quaisquer problemas. A segunda missão operacional foi a 16 de Dezembro de 1970. O D-21B alcançou Lop Nor e regressou ao ponto de recuperação, mas a escotilha teve uma falha parcial do paraquedas perdeu-se no mar, juntamente com as suas fotografias.[18]

D-21 em exposição no Blackbird Airpark, Air Force Plant 42, Palmdale, Califórnia

Durante a terceira missão operacional, a 4 de Março de 1971, o D-21B voou para Lop Nor e regressou, libertou a escotilha, que por sua vez viu abrir o seu paraquedas, mas a recuperação no ar falhou e a escotilha caiu na água. O contratorpedeiro que tentou recuperar a escotilha abalroou-a e esta afundou. O quarto e último voo foi no dia 20 de Março de 1971; perdeu-se sobre a China no segmento final da rota sobre a província chinesa de Yunnan,[22] e os destroços foram encontrados pelas autoridades locais. Em 2010, depois de estar na secção do ferro-velho do Museu da Aviação da China por muitos anos, os destroços foram transferidos para a área de exposição.[23]

De acordo com o escritor Lloyd Spanberger, pelo menos dois voos operacionais adicionais do D-21B podem ter ocorrido. Spanberger cita uma entrevista com o Tenente-coronel Alfred Crane, que trabalhou com satélites espiões e drones classificados durante a Guerra Fria, na qual Crane descreveu o processamento de duas cápsulas de filme D-21B, ambas de voos sobre a China. Em ambos os casos, a escotilha foi recuperada com sucesso (se no ar ou no mar é desconhecido), mas apenas um deles produziu alguma fotografia utilizável. O uso de equipamento de processamento de filme inadequado fez com que a emulsão no filme de uma das missões se separasse da sua base, destruindo as fotografias. Na outra missão, o processo de revelação do filme foi concluído sem dificuldades, de acordo com Spanberger.[24]

No dia 23 de julho de 1971, o programa D-21B foi cancelado devido à sua baixa taxa de sucesso, à introdução de uma nova geração de satélites de reconhecimento fotográfico e à reaproximação do presidente Richard Nixon com a China.[25] Um total de 38 drones D-21 e D-21B foram construídos, 21 dos quais foram usados em lançamentos. Os 17 restantes foram inicialmente armazenados na Base Aérea de Norton, Califórnia, e depois transferidos para o "cemitério" da Base Aérea Davis-Monthan, perto de Tucson, Arizona,[26] em 1976 e 1977. Com a base aberta ao público, os drones D-21 foram rapidamente avistados e fotografados. A Força Aérea classificou-os de GTD-21B, com GT significando Ground Training (em português: Treino em Solo).[27]

O destino do D-21, que havia desaparecido no primeiro voo operacional, foi revelado em Fevereiro de 1986, quando um funcionário da CIA devolveu a Ben Rich um painel que lhe havia sido entregue por um agente soviético da KGB. O drone autodestruiu-se sobre a Sibéria e os soviéticos recuperaram os destroços.[28] O escritório de projectos Tupolev realizou engenharia reversa nos destroços e produziu planos para uma cópia soviética, chamada Voron (Corvo), que nunca foi construída.[29]

No final da década de 1990, a NASA considerou o uso de um D-21 para testar um motor de ciclo combinado baseado em foguete híbrido, que opera como um ramjet ou foguete, dependendo do seu regime de voo. Por fim, a NASA utilizou um derivado do veículo de teste hipersónico X-43A da agência para as experiências.[30]

Aeronaves em exposição

SR-71 e D-21 no Museu do Ar e do Espaço de Pima, Tucson, Arizona
Destroços do D-21 no Museu da Aviação Chinês

Especificações

Dados de: Pace,[43] Landis & Jenkins,[44] e Donald[45]

Descrições gerais
Motorização
  • Número de motores: 1x
  • Tipo do motor: ramjet
  • Fabricante/modelo: Marquardt RJ43-MA-20S4
Performance

Ver também

Referências

  1. Donald 2003, p. 154–56
  2. a b Goodall and Goodall 2002, p. 106
  3. a b Pace 2004, p. 55
  4. Goodall and Goodall 2002, p. 106–107
  5. Goodall and Goodall 2002, p. 112–114
  6. Goodall and Goodall 2002, p. 107
  7. Goodall and Goodall 2002, p. 109
  8. a b Donald 2003, p. 155
  9. Peebles 1999, p. 125
  10. a b Goodall and Goodall 2002, p. 108
  11. Merlin 2009
  12. Landis and Jenkins 2005, p. 24–25
  13. Landis and Jenkins 2005, p. 25–26
  14. Goodall and Goodall 2002, p. 109, 113, 117
  15. Peebles 1999, p. 127
  16. Goodall and Goodall 2002, p. 115–116
  17. Peebles 1999, p. 129
  18. a b Goodall and Goodall 2002, p. 118
  19. Miller 1995, p. 23–25
  20. Goodall and Goodall 2002, p. 112, 118
  21. «Interview with James A. Cunningham, Jr. (Director of Development Projects Division)». CIA. 4 de outubro de 1983. Arquivado do original em 23 de janeiro de 2017 
  22. Peebles 1999, p. 131
  23. "Lockheed D-21B No. 527 now in the China Aviation Museum". Airforceworld.com. Archived from the original on 18 April 2019. Retrieved 29 August 2011.
  24. Spanberger, Lloyd (2014). Our mission revealed. Bloomington: Xlibris Corporation. ISBN 978-1-49901-113-5 
  25. Peebles 1999, p. 133–34
  26. Landis and Jenkins 2005, p. 28
  27. Peebles 1999, p. 132
  28. Peebles 1999, p. 134
  29. [[#CITEREFGordon and Rigamant2005}|Gordon and Rigamant 2005}]], p. 325–27
  30. Landis and Jenkins 2005, p. 28–29
  31. «Lockheed D-21B Drone». The Museum of Flight. Consultado em 5 de abril de 2011 
  32. «D-21 Drone». Consultado em 4 de maio de 2018 
  33. «U.S. Air Force Fact Sheet Lockheed D-21B». National Museum of the US Air Force. Consultado em 4 de maio de 2018 
  34. a b Pace 2004, p. 64
  35. "Lockheed D-21 No. 527 SR-71 Drone". flickr.com, 5 August 2010.
  36. «GTD-21 TAGBOARD DRONE». Consultado em 4 de maio de 2018 
  37. «Lockheed D-21B». Pima Air & Space Museum. Consultado em 4 de maio de 2018. Arquivado do original em 5 de maio de 2018 
  38. «Support Aircraft». Evergreen Aviation Museum. Consultado em 15 de março de 2011 
  39. «Lockheed D-21B (#537) Drone». March Field Air Museum. Consultado em 4 de maio de 2018 
  40. «The Story of our D21: Article "#538?"» (PDF). Southern Museum of Flight. Consultado em 16 de agosto de 2021 
  41. «Cold War drone calls Beale home». Beale Air Force Base. 29 de março de 2013. Consultado em 18 de novembro de 2017 
  42. Cantrell Jr; Cassidy, C. R.; M. D. (1 de agosto de 1967). «Operational Limits and Characteristics During Mated Flight and Launch» (PDF). Consultado em 29 de março de 2022 
  43. Pace 2004, p. 63
  44. Landis and Jenkins 2005, p. 23–25
  45. Donald 2003, p. 154–55

Bibliografia

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  • Goodall, James C. and Nora D. (2002). «Senior Bowl–the Lockeed D-21». Norwalk, Connecticut: AIRtime Publishing. International Air Power Review. 3: 106–119. ISSN 1473-9917 
  • Gordon, Yefim; Rigamant, Vladimir (2005). OKB Tupolev: A History of the Design Bureau and its Aircraft. Hinckley, England: Midland Publishing. ISBN 1-85780-214-4. OCLC 475344733 
  • Landis, Tony R.; Dennis R. Jenkins (2005). Lockheed Blackbirds. Col: Warbird Tech. 10 Revised ed. North Branch, Minnesota: Specialty Press. ISBN 1-58007-086-8 
  • Merlin, Peter (5 de janeiro de 2009). «Design and Development of the Blackbird: Challenges and Lessons Learned». NASA Technical Reports Server (NTRS). NASA. Consultado em 24 de janeiro de 2024 
  • Miller, Jay (1995). Lockheed Martin's Skunk Works Revised ed. Leicester, England: Midland Publishing. ISBN 1-85780-037-0 
  • Pace, Steve (2004). Lockheed SR-71 Blackbird. Swindon: Crowood Press. ISBN 1-86126-697-9 
  • Peebles, Curtiss (1999). Dark Eagles: A History of Top Secret U.S. Aircraft Programs Revised ed. Novato, California: Presidio Press. ISBN 0-89141-696-X 
  • Rich, Ben; Janos, Leo (1996). Skunk Works. Boston: Little, Brown & Company. ISBN 0-316-74300-3 
  • Spanberger, Lloyd (2014). Our mission revealed. Bloomington: Xlibris Corporation. ISBN 978-1-49901-113-5 

Ligações externas