Liquidador

Medalha soviética concedida aos liquidadores
Veteranos de Chernobyl

Liquidadores eram cerca de 600 mil homens e mulheres, civis ou militares, que se ocuparam em minimizar as consequências do desastre de 26 de abril de 1986 em Chernobil.[1] Foram bombeiros, militares, operários e voluntários que se encarregaram de apagar os incêndios e construir o sarcófago, estrutura desenhada para conter a radiação liberada durante o acidente nuclear de Chernobil. Estas pessoas se arriscaram a construir o equipamento protetor que absorveu grande parte da radiação.[2]

Os liquidatários sobreviventes são qualificados para benefícios sociais significativos devido ao seu status de veteranos. Muitos liquidatários foram elogiados como heróis pelo governo soviético e pela imprensa, enquanto alguns lutaram por anos para ter sua participação oficialmente reconhecida.[2]

Embora haja um consenso aproximado de que um total de 31 ou 54 pessoas morreram devido a trauma por explosão ou síndrome aguda da radiação (SAR) como resultado direto do desastre,[3][4] há um debate considerável sobre o número preciso de mortes decorrentes dos efeitos de saúde de longo prazo do desastre, com estimativas variando de 4 000 (segundo as conclusões de 2005 e 2006 de um consórcio conjunto das Nações Unidas e dos governos da Ucrânia, Bielorrússia e Rússia) até pelo menos 93 000 (de acordo com conclusões conflitantes de diversas organizações científicas, de saúde, ambientais e de sobreviventes).[5][6][7][8][9] Diferentes estudos apontam diferentes graus de mortalidade entre os liquidadores, com algumas análises mostrando um aumento de fatalidades devido a problemas congênitos de saúde e problemas no coração, mas com um aumento pequeno nos casos de câncer.[10]

Ver também

Referências

  1. «WHO: Health Effects of the Chernobyl Accident and Special Health Care Programs, 2006» (PDF). World Health Organization 
  2. a b «The 'Liquidators' Who Risked It All to Clean Up Chernobyl» (em inglês). Wired.com. Consultado em 27 de março de 2025 
  3. «The impact of Chernobyl's nuclear disaster 33 years later». PBS NewsHour Weekend. 21 de abril de 2019. Consultado em 9 de maio de 2019 
  4. Wellerstein, Alex (26 de abril de 2016). «The Battles of Chernobyl». The New Yorker. Consultado em 10 de maio de 2019 
  5. Parfitt, Tom (26 de abril de 2006). «Opinion remains divided over Chernobyl's true toll». The Lancet. pp. 1305–1306. Consultado em 8 de maio de 2019 
  6. Ahlstrom, Dick (2 de abril de 2016). «Chernobyl anniversary: The disputed casualty figures». The Irish Times. Consultado em 8 de maio de 2019 
  7. Mycio, Mary (26 de abril de 2013). «How Many People Have Really Been Killed by Chernobyl? Why estimates differ by tens of thousands of deaths». Slate. Consultado em 8 de maio de 2019 
  8. Ritchie, Hannah (24 de julho de 2017). «What was the death toll from Chernobyl and Fukushima?». Our World in Data. Consultado em 8 de maio de 2019 
  9. Highfield, Roger (21 de abril de 2011). «How many died because of the Chernobyl disaster? We don't really know (Article updated May 7, 2019)». New Scientist. Consultado em 10 de maio de 2019 
  10. Ivanov, V. K.; Gorski, A. I.; Maksioutov, M. A.; Tsyb, A. F.; Souchkevitch, G. N. "Mortality Among the Chernobyl Emergency Workers: Estimation of Radiation Risks (Preliminary Analysis)." Health Physics: November 2001 - Volume 81 - Issue 5 - pp 514-521