Linaria almadensis

Linaria almadensis

Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: Angiospermas
Clado: Eudicotiledóneas
Ordem: Lamiales
Família: Plantaginaceae
Género: Linaria
Espécie: L. almadensis
Nome binomial
Linaria almadensis
Farminhão, 2026

Linaria almadensis é uma espécie de planta com flor do género Linaria, família Plantaginaceae, endémica de Portugal. Ocorre nas arribas costeiras do concelho de Almada, a sul de Lisboa, junto à foz do rio Tejo, área de onde deriva o epíteto específico. Foi descrita cientificamente em 2026 por João Farminhão.[1]

Descrição

É uma erva perene, com sistema radicular ramificado e caules verdes heteromórficos, com cerca de 26–48 cm de comprimento. As folhas dispõem-se em verticilos de três a quatro unidades, tornando-se alternas próximo da inflorescência.[1]

Apresenta folhas verdes com ápice obtuso-apiculado e eixo da inflorescência densamente glanduloso-pubescente. A corola possui tubo amarelado-esbranquiçado, palato alaranjado-amarelo e esporão amarelado-esbranquiçado ou violáceo, com nervuras escuras conspícuas; a secção lateral do tubo da corola é relativamente larga.[1]

A floração ocorre entre abril e maio, com frutificação em maio. Foi registada entre 20 e 89 m de altitude.[2]

Distribuição e habitat

A espécie é conhecida de uma área muito restrita nas arribas arenosas próximas de rochas carbonatadas voltadas para o estuário do Tejo, incluindo zonas nas proximidades do monumento do Cristo Rei.[3][4]

Foram registados no local 34 indivíduos dentro de uma área de ocorrência estimada de cerca de 16 km², podendo existir mais exemplares em zonas de difícil acesso entre Cacilhas e Trafaria.[5]

Devido à distribuição muito limitada, reduzido número de indivíduos confirmados e ameaças ao habitat — incluindo espécies invasoras como Arundo donax, Paraserianthes lophantha e Tropaeolum majus — foi preliminarmente considerada como espécie em perigo crítico.[6]

História

Exemplares desta espécie foram anteriormente confundidos com outras espécies do género Linaria, incluindo Linaria polygalifolia, Linaria supina, Linaria tristis e Linaria marginata.[1]

O primeiro registo conhecido terá sido feito em 1843 pelo botânico austro-húngaro Friedrich Welwitsch, e posteriormente em 1881 pelo jardineiro e explorador botânico português António Ricardo da Cunha.[1]

Referências

  1. a b c d e Farminhão, João (2026). «Linaria almadensis (Plantaginaceae, Antirrhineae): a highly threatened new toadflax endemic to the Tagus mouth cliffs, opposite Lisbon (Portugal)»Subscrição paga é requerida. Botany Letters: 1–17. doi:10.1080/23818107.2025.2608732 
  2. Flora-On. «Linaria almadensis». Consultado em 26 de janeiro de 2026 
  3. «Linaria almadensis — Nova espécie de planta descoberta nas arribas do Tejo». Câmara Municipal de Almada. Consultado em 26 de janeiro de 2026 
  4. Joana (26 de janeiro de 2026). «New species discovered by João Farminhão (CFE/TERRA) opposite the city of Lisbon» (em inglês). Lab Terra. Consultado em 26 de janeiro de 2026 
  5. «Descoberta nova espécie de planta para a ciência em arribas do Tejo, frente a Lisboa». Wilder. Consultado em 26 de janeiro de 2026 
  6. «Descoberta nova espécie de planta endémica das arribas do Gargalo do Tejo». Notícias UC. Consultado em 26 de janeiro de 2026