Likasi
Likasi | |
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| Cidade | |
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| Localização | |
![]() Likasi |
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| Coordenadas | 🌍 |
| País | |
| Província | Alto Catanga |
| Características geográficas | |
| Área total | 235 km² |
| População total (2005) | 422 726 hab. |
| Densidade | 1 798,8 hab./km² |
| Sítio | http://www.villedelikasi.cd/ |
Likasi é uma cidade localizada no centro-oeste da província de Alto Catanga, na República Democrática do Congo.[1]
A ordem de 23 de maio de 1917 concedeu a Likasi-Panda (nome inicial da localidade) o estatuto de distrito.[2] Em junho de 1921, uma unidade concentradora de gravidade para separação de minerais foi colocada em operação em Panda.[3] Uma fundição elétrica iniciou a produção em 1924, produzindo liga de cobalto, e em 1929 a fábrica de Shituru foi inaugurada com uma capacidade de 30.000 toneladas de cobre eletrolítico. A cidade foi renomeada Jadotville (ou Jadotstad) pela administração colonial em 1931, em homenagem ao engenheiro e industrial belga Jean Jadot.[4]
A mina de Shinkolobwe, 20 km a oeste de Likasi, foi descrita por um relatório de inteligência do Projeto Manhattan de 1943 como o depósito de urânio mais importante já descoberto no mundo. O urânio desta mina foi usado para construir as bombas atômicas usadas em Hiroshima e Nagasaki em 1945.[5]
Como consequência da descoberta do urânio, em 21 de dezembro de 1943 Likasi se tornou a terceira localidade a receber o estatuto de "cidade" pela administração colonial belga, depois de Quinxassa e Lubumbashi.[6] No período, passou a dispor de uma das escolas mais importantes do Congo Belga, o Athénée Royal.[1]
A cidade foi palco do cerco de Jadotville, uma das mais renhidas batalhas da operação Morthor, que estava a ser conduzida pela Operação das Nações Unidas no Congo (ONUC). A derrota da ONUC em Jadotville e a interrupção abrupta da fracassada e violenta operação Morthor, levou a uma campanha anti-ONU na opinião pública em Catanga.[7]
Posteriormente, a ONUC criou centros de alimentação e de refugiados no território adjacente de Likasi para ajudar os refugiados a fugirem da violência irrompida na Primeira e na Segunda Guerra de Shaba.
Referências
- ↑ a b Bruno van Mol; Louis Marneffe (1998). Mémorial de l'Athénée Royal de Jadotville. [S.l.: s.n.]
- ↑ Jean Omasombo Tshonda (2018). Haut-Katanga, tome 2. Tervuren: Musée royal de l'Afrique centrale. p. 28
- ↑ U.M.H.K (15 de abril de 1956). Union Minière du Haut Katanga - 1906-1956. Bruxelas: Editions L. Cuypers. p. 123, 175 e 132
- ↑ «Likasi». Congo Tourisme. Consultado em 22 de novembro de 2023
- ↑ Jonny Hogg; Clara Ferreira-Marques (19 de fevereiro de 2013). «"Triangle of death" looms over Congo's mining heartlands». Reuters. Consultado em 8 de fevereiro de 2024
- ↑ «Héraldique de Jadotville». Likasi.be. Consultado em 30 de maio de 2025
- ↑ «Only one Jadotville siege Army veteran to get medal». The Irish Times. 15 de julho de 2021. Consultado em 25 de janeiro de 2024


