Leptodactylus apepyta

Leptodactylus apepyta
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Amphibia
Ordem: Anura
Família: Leptodactylidae
Gênero: Leptodactylus
Espécies:
L. apepyta
Nome binomial
Leptodactylus apepyta
Schneider et al., 2019

Leptodactylus apepyta é uma espécie de anfíbio anuro da família Leptodactylidae, descrita em 2019. Essa espécie é endêmica da região do Gran Chaco na América do Sul, com registros na Argentina, Paraguai e possivelmente Bolívia.[2]

Etimologia

O termo "Leptodactylus" tem origem no grego e pode ser traduzido como "dedos finos" ou "dedos soltos". O nome específico apepyta deriva do guarani, onde "apé" significa "dorso" e "pytã" significa "vermelho", em referência à coloração avermelhada característica do dorso da espécie.[2]

Taxonomia e Sistemática

Leptodactylus apepyta pertence ao grupo de espécies Leptodactylus fuscus dentro do gênero Leptodactylus.[2] A espécie foi anteriormente confundida com Leptodactylus mystacinus, mas análises moleculares e morfológicas confirmaram que se trata de uma espécie distinta.[2]

Distribuição

A espécie é encontrada no Gran Chaco, especialmente no Chaco Seco na Argentina e Paraguai. Há registros na região da Chiquitânia, na Bolívia, sugerindo que sua distribuição pode ser mais ampla.[2]

Biologia e História Natural

Caracterização da espécie

Leptodactylus apepyta apresenta um porte médio, com machos medindo entre 46,80 e 61,41 mm e fêmeas entre 51,67 e 66,21 mm. Possui corpo robusto, cabeça mais larga que longa, tímpano pequeno e escuro com anéis também escuros, possuem uma faixa preta larga que se estende da ponta do focinho até a inserção do membro anterior e também uma faixa clara distinta no lábio superior, também possuem um ou dois pares de dobras dorsolaterais com listras escuras distintas que coincidem com o par superior e listras escuras interrompidas nas dobras dorsolaterais dos flancos quando esse segundo par de dobras estão presentes.[2]

Coloração

Leptodactylus apepyta em seu habitat natural.

A espécie apresenta um dorso avermelhado, faixas pretas laterais e padrões distintos nas pernas e ventre. Essas características ajudam na camuflagem no ambiente natural.[2]

Vocalização

Os machos vocalizam após o pôr do sol de outubro a fevereiro, durante a estação chuvosa, sendo típicos de florestas secas e áreas abertas do Chaco Seco.[2]

Eles iniciam a vocalização perto de lagoas temporárias, sobre troncos caídos ou galhos baixos, até 1,5 m de altura. O canto de anúncio consiste em séries de notas não pulsadas com taxa de 5,92 notas/s, duração entre 30 e 68 ms e frequência de 2.155 a 2.457 Hz.[2]

Ciclo de vida

Ainda não há informações sobre a fase larval (girinos) e oviposição dessa espécie.[2]

Comparação com outras espécies

Leptodactylus apepyta se distingue de outras espécies do grupo Leptodactylus fuscus pelo padrão de coloração e morfologia do canto.[2]

A nova espécie difere de Leptodactylus mystacinus por possuir um tímpano escuro bem definido, cabeça mais larga e coloração avermelhada no dorso.[2]

Estado de conservação

Leptodactylus apepyta foi avaliado pela IUCN e classificado como Menos Preocupante (LC - Least Concern), pois não apresenta ameaças significativas e ocorre em áreas protegidas.[1]

No entanto, sua distribuição representa um novo endemismo para a ecorregião do Gran Chaco e possivelmente para a Chiquitanía, uma região de ecótono entre a amazônia e o chaco com predominância da condições ambientais do chaco, o que torna essencial a conservação de seu habitat, já que o Gran Chaco é o maior remanescente de florestas tropicais secas da América do Sul.[2]

Referências

  1. a b IUCN SSC Amphibian Specialist Group (2020). «Leptodactylus apepyta». IUCN Red List of Threatened Species. Consultado em 20 de fevereiro de 2025 
  2. a b c d e f g h i j k l m Schneider, R. G.; Cardozo, D. E.; Brusquetti, F.; Kolenc, F.; Borteiro, C.; Haddad, C.; Basso, N. G.; Baldo, D. (2019). «A new frog of the Leptodactylus fuscus species group (Anura: Leptodactylidae), endemic from the South American Gran Chaco». PeerJ. 7: e7869. doi:10.7717/peerj.7869. Consultado em 20 de fevereiro de 2025 

Ligações externas