Leonor de Gusmão
| Leonor de Gusmão | |
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| Nascimento | Leonor Pérez de Guzmán y Ponce de León 1310 Sevilha |
| Morte | 1351 (40–41 anos) Talavera de la Reina |
| Cidadania | Coroa de Castela |
| Progenitores | |
| Filho(a)(s) | Pedro de Aguilar, Sancho Alfonso de Castilla, Henrique II de Castela, Fadrique Alfonso, Lord of Haro, Fernando Alfonso de Castilla, Tello de Castilla, Lord of Aguilar de Campoo, Juan Alfonso de Castilla, Juana Alfonso de Castilla, Sancho Afonso de Castela, Conde de Alburquerque, Pedro Alfonso de Castilla |
| Irmão(ã)(s) | Afonso Melendes de Gusmão |
| Ocupação | amante real, conselheiro real |
| Causa da morte | decapitação |
Leonor de Gusmão (em castelhano: Leonor de Guzmán; Sevilha, 1310 — Talavera de la Reina, 1351) foi uma nobre castelhana) era filha de Joana Ponce de Leão e Meneses e de Pedro Nunes de Gusmão.
Notabilizou-se por ter sido amante do rei Afonso XI de Castela (1311-1350), de quem teve vários filhos tais como:
- Henrique II de Castela (1333-1379) (rei de 1369 a 1379) - casou-se com Joana Manuel, Senhora de Vilhena, Escalona e Penafiel (1339-1381);
- Sancho de Castela, Conde de Alburquerque, (1342-1374) - casou-se com Beatriz, Infanta de Portugal (1347-1381), filha do rei Pedro I de Portugal (1320-1367) e da sua amante Inês de Castro (1320-1355).
Amante de Afonso XI de Castela, com quem teve o futuro Henrique II de Castela, fundador da dinastia de Trastâmara; senhora de Medina-Sidonia, era filha do nobre castelhano Pedro Nunes de Gusmão, descendente de São Domingos de Gusmão, e de Joana Ponce de León e Meneses,[1] bisneta do rei Afonso IX de Leão.
Origens
As dinastias de Trastâmara, Habsburgo e Bourbon, bem como casas nobiliárquicas como a de Alba e Medinaceli, provêm da linhagem surgida de Leonor de Gusmão, figura central na corte de Afonso XI. «En fermosura la mas apuesta muger que auia en el reyno»,[1] dizem os cronistas, justificando o amor que o rei lhe dedicou durante vinte anos. Afonso XI viveu com ela publicamente, dando à sua prole ilegítima o mesmo tratamento que ao seu herdeiro legítimo, Pedro I, "o Cruel", filho do seu matrimónio com Maria de Portugal.
Quando Leonor nasceu, Castela atravessava uma crise; o seu rei era uma criança, Afonso XI, sob a tutela de Maria de Molina. A morte da regenta, em 1321, gerou instabilidade no reino.[2] Leonor cresceu em Sevilha, onde a sua beleza se tornou célebre. Em 1327, Afonso apaixonou-se por ela ao vê-la na tomada de Olvera, pouco depois do seu matrimónio com a infanta portuguesa. Na altura, Leonor era casada com o cavaleiro Juan de Velasco, de quem enviuvou precocemente.[1]
Influência e Poder
A partir de 1330, Leonor tornou-se o epicentro da vida de Afonso XI. Embora Maria de Portugal usasse a coroa, era Leonor quem influenciava as decisões políticas, recebia embaixadores e aconselhava o monarca em empresas militares.[3]
Demonstrou prudência ao recusar a proposta de João Manuel de Castela para deslocar a rainha legítima e tornar o seu filho, Pedro Afonso de Castela, herdeiro do trono. Esta decisão evitou um conflito diplomático imediato com Afonso IV de Portugal, pai da rainha Maria.
Presença na Corte e Falecimento
Leonor acompanhou o rei em eventos cruciais, como a conquista de Algeciras e o cerco de Gibraltar. A sua presença constante ao lado do rei foi criticada pelo Papa Bento XII, que instou o monarca a abandonar a relação.[4]
Após a morte de Afonso XI pela peste em 1350, Leonor perdeu a sua proteção. Apesar de procurar o apoio de Pedro IV de Aragão, foi traída por João Afonso de Albuquerque, conselheiro do novo rei Pedro I. Atraída a Sevilha sob promessas de segurança, foi feita prisioneira e executada em 1351 por ordem da rainha-mãe, Maria de Portugal.[5]
Referências
- ↑ a b c Queralt del Hierro, María Pilar (2014). Reinas en la sombra. Amantes y cortesanas que cambiaron la historia (em espanhol) 2.ª ed. [S.l.]: EDAF S.L.U. pp. 17–21. ISBN 9788441434400
- ↑ Sánchez-Arcilla Bernal, José (1995). Alfonso XI (1312-1350). Palencia: Túa. ISBN 8481730325 Verifique
|isbn=(ajuda) - ↑ González Crespo, Esther (1991). «El patrimonio dominical de Leonor de Guzmán». En la España Medieval. 14: 201-220. ISSN 0214-3038
- ↑ Real Academia de la Historia. «Leonor de Guzmán» (em espanhol). Consultado em 18 de janeiro de 2026
- ↑ López de Ayala, Pero (1991). Crónica del Rey Don Pedro. Barcelona: Planeta
