Leo-Jozef Suenens
Leo-Jozef Suenens
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|---|---|
| Cardeal da Santa Igreja Romana | |
| Arcebispo emérito de Malinas-Bruxelas Ordinário Militar emérito da Bélgica | |
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| Atividade eclesiástica | |
| Diocese | Arquidiocese de Malinas-Bruxelas |
| Nomeação | 24 de novembro de 1961 |
| Predecessor | Jozef-Ernest Cardeal van Roey |
| Sucessor | Godfried Cardeal Danneels |
| Mandato | 1961 - 1979 |
| Ordenação e nomeação | |
| Ordenação presbiteral | 4 de setembro de 1927 por Jozef-Ernest Cardeal van Roey |
| Nomeação episcopal | 12 de novembro de 1945 |
| Ordenação episcopal | 16 de dezembro de 1945 por Jozef-Ernest Cardeal van Roey |
| Nomeado arcebispo | 24 de novembro de 1961 |
| Cardinalato | |
| Criação | 19 de março de 1962 por Papa João XXIII |
| Ordem | Cardeal-presbítero |
| Título | São Pedro Acorrentado |
| Brasão | ![]() |
| Lema | In Spiritu Sancto |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | Ixelles, Bélgica 16 de julho de 1904 |
| Morte | Bruxelas, Bélgica 6 de maio de 1996 (91 anos) |
| Nacionalidade | belga |
| Funções exercidas | -Bispo auxiliar de Malinas-Bruxelas (1945-1961) -Presidente da Conferência Episcopal Belga (1961-1979) |
| Títulos anteriores | -Bispo titular de Isinda (1945-1961) |
| dados em catholic-hierarchy.org Cardeais Categoria:Hierarquia católica Projeto Catolicismo | |
Leo-Jozef Suenens (Ixelles, Bélgica, 16 de Julho de 1904 — Bruxelas, Bélgica, 6 de Maio de 1996) foi um cardeal católico romano belga e arcebispo de Malinas-Bruxelas. Foi também presidente da Conferência Episcopal Belga.[1]
Biografia
Nascido em Ixelles, na Bélgica, era filho de Jean-Baptiste Suenens e Jeanne Jannsens. Batizado por seu tio, um padre, perdeu o pai, dono de um restaurante, aos quatro anos de idade.
Em 12 de novembro de 1945, foi nomeado bispo auxiliar e vigário-geral da Arquidiocese de Malinas-Bruxelas pelo Papa Pio XII, recebendo a consagração episcopal em 16 de dezembro do arcebispo, Cardeal Jozef-Ernest van Roey.
Arcebispo de Malines-Bruxelas e primaz da Bélgica de 1961 a 1979, foi nomeado cardeal pelo Papa João XXIII no consistório de 19 de março de 1962.
Ele faleceu em 6 de maio de 1996 em uma clínica na capital belga, devido a uma trombose. Foi sepultado na cripta da Catedral de São Rumoldo, onde seus dois antecessores, Jozef-Ernest van Roey e Pierre-Lambert Goossens, já haviam sido enterrados.
Concílio Vaticano II
Com opiniões e tendências progressistas e liberais, ele defendeu o aggiornamento (mudança) da Igreja Católica no Concílio Vaticano II (1962-1965), onde foi nomeado um dos quatro moderadores do concílio pelo Papa Paulo VI. Após o Concílio, Suenens tentou implementar reformas e influenciar a Igreja a aceitar a sua interpretação liberal do chamado "espírito conciliar", tornando-se assim num crítico da Cúria Romana e da encíclica papal Humanae Vitae, que proibiu a contracepção por meios artificiais (ex: a pílula). Além das críticas, ele foi um grande defensor do ecumenismo e do diálogo e adaptação da Igreja ao mundo moderno.[2] Os seus contributos para o desenvolvimento da Renovação Carismática Católica valeram-lhe o Prêmio Templeton, em 1976.[3]
Referências
- ↑ Cardinals of the Holy Roman Church. SUENENS, Leo-Jozef (em inglês)
- ↑ The Cardinal as a Critic, Time, 1 de Agosto de 1969 (em inglês)
- ↑ The Templeton Prize - Previous Prize Winners, no site oficial do Prémio Templeton (em inglês)

