Leila Danziger

Leila Danziger
Nascimento1962 (64 anos)
Rio de Janeiro
CidadaniaBrasil
Alma mater
Ocupaçãoartista, poetisa, professora universitária

Leila Danziger (Rio de Janeiro, 1962) é uma professora, gravadora, pesquisadora, poetisa e artista visual brasileira[1][2] indicada ao Prêmio PIPA em 2019[2] e vencedora dos Prêmios SESC de Arte, da 22ª Bienal Sesc_Videobrasil, em 2023.[3]

Educação e carreira

Leila Danziger tem formação no campo da arte e da história. Graduou-se em Artes Plásticas pelo Institut d'Arts Visuels, em Orléans, na França, no ano de 1989. Em 1994, estudou por três meses em Berlim, na Alemanha, através da bolsa Multiplikatoren, do Goethe Institut. Lá, desenvolveu o projeto Nomes Próprios, através do qual, em 1995, foi contemplada pelo Programa de Bolsas RioArte da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.[4]

De volta ao Brasil, concluiu, em 1996, mestrado em história social da cultura na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ). Sua dissertação, feita sob orientação de Ronaldo Brito, teve como título Anselm Kiefer e a pergunta pela Alemanha.[4][5] Foi também na PUC/RJ que realizou seu doutorado, permanecendo no campo da história social da cultura. Sua tese foi entitulada como Corpos de Ausências: Berlim e os monumentos a Auschwitz.[6][7] Atualmente, além do trabalho como artista, pesquisadora e poetisa, atua como professora do Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).[2]

Seu trabalho artístico parte da investigação de materiais impressos, como livros, jornais e documentos históricos. A artista pesquisa a passagem do tempo, com ênfase na relação entre o micro (a memória particular e familiar) e o macro (a memória pública), priorizando temas como violência ditatorial, imigração, crise dos refugiados, holocausto e a relação entre memória e esquecimento.[2][8] Danziger é filha de um judeu que fugiu da Alemana Nazista, o que parece apontar um caminho de interpretação para seu interesse por essas temáticas, que também são exploradas em Ano Novo, livro no qual a artista se debruça sobre as memórias do pai.[9][10]

Possui publicações tanto como poetisa, através dos livros C’est loin Bagdad [fotogramas], Ano Novo e Três ensaios de fala; quanto sobre seu trabalho como artista visual, sendo este o caso de Diários públicos e Todos os nomes da melancolia.[2] Em Três ensaios de fala, a autora conecta memórias da infância e reflexões sobre o exílio judaico em poemas que refletem sobre cultura, história e política.[11] A publicação Diários públicos faz referência a série desenvolvida pela artista desde 2001, onde Danziger apaga textos de jornais removendo camadas de tinta sem rasgar o papel.[8]Todos os nomes da melancolia é fruto da exposição individual da artista batizada com o mesmo nome, que foi realizada em 2012.[12]

Apesar da preferência pelos registros impressos, os mais de 30 anos de atuação no campo artístico mostram que a artista possui um repertório amplo de meios, podendo-se encontrar entre suas obras trabalhos feitos em vídeo, pintura, fotografia ou mesmo instalações.[12] A artista foi indicada ao Prêmio PIPA em 2019[2] e vencedora do Prêmios SESC de Arte, da 22ª Bienal Sesc_Videobrasil, em 2023. Por esta conquista, sua obra agora integra o Acervo Sesc de Arte Brasileira.[3]

Exposições coletivas

Exposições individuais

  • 2019: Navio de Emigrantes - Leila Danziger, Caixa Cultural São Paulo.[62][63][64]
  • 2018: Ao sul do futuro, Museu Lasar Segall.[65]
  • 2012: Todos os Nomes da Melancolia, Cosmocopa Galeria de Arte Contemporânea.[66]
  • 2012: Edifício Líbano (Rio de Janeiro, Brasil).[67]
  • 1998: Nomes Próprios, Galeria Thomas Cohn.[68]
  • 1997: Nomes Próprios, Paço Imperial.[69]
  • 1994: Cáucaso, Centro Cultural Candido Mendes (CCCM).[70]
  • 1992: Projeto Macunaíma. Leila Danziger, Galeria Macunaíma.[71]
  • 1993: Cáucaso, Centro Cultural São Paulo (CCSP).[72]
  • 1989: Pour Edmond Jabès (Orléans, França).[73]
  • 1988: Entre Ciel et Ruines (Orléans, França).[74]

Publicações

  • 2018: C’est loin Bagdad [fotogramas], Editora 7Letras (poesia).[2]
  • 2016: Ano Novo, Editora 7Letras (poesia).[2]
  • 2013: Diários públicos, Ed. Contra Capa.[2]
  • 2012: Três ensaios de fala, Editora 7Letras (poesia).[2]
  • 2012: Todos os nomes da melancolia, Ed. Apicuri.[2]

Prêmios e reconhecimentos

  • 2023: Prêmios SESC de Arte, 22ª Bienal Sesc_Videobrasil.[75][76]
  • 2019: Indicada ao prêmio PIPA.[2]
  • 2003: Menção Honrosa na exposição coletiva 10º Universidarte.[34]

Referências

  1. Cultural, Instituto Itaú. «Leila Danziger». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  2. a b c d e f g h i j k l «Leila Danziger». Prêmio PIPA. Consultado em 29 de junho de 2025 
  3. a b Tecnologia, Micromacro-Consultoria e Soluções em. «Prêmios». 22ª Bienal Sesc_Videobrasil. Consultado em 29 de junho de 2025 
  4. a b Cultural, Instituto Itaú. «Leila Danziger». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  5. «MESTRADO». Departamento de História da PUC-Rio. Consultado em 29 de junho de 2025 
  6. «Docentes | PPGARTES / UERJ / Programa de Pós-Graduação em Artes / Brasil». Consultado em 29 de junho de 2025 
  7. MARIA BRASIL DANZIGER, LEILA. «CORPOS DE AUSÊNCIAS: BERLIM E OS MONUMENTOS A AUSCHWITZ». doi:10.17771/pucrio.acad.4270. Consultado em 29 de junho de 2025 
  8. a b Tecnologia, Micromacro-Consultoria e Soluções em. «Leila Danziger». 22ª Bienal Sesc_Videobrasil. Consultado em 29 de junho de 2025 
  9. «Artista visual carioca cria livro a partir das memórias do pai». O Globo. 3 de janeiro de 2017. Consultado em 29 de junho de 2025 
  10. Braziliense, Nahima Maciel | Correio (11 de novembro de 2018). «Histórias do além-mar». leiladanziger. Consultado em 29 de junho de 2025 
  11. LANELLI, Mariana (12 de janeiro de 2013). «Império das coisas infimas». O Globo. Consultado em 29 de junho de 2025. Cópia arquivada (PDF) em |arquivourl= requer |arquivodata= (ajuda) 🔗 
  12. a b Mól, Bárbara (1 de junho de 2015). «Leila Danzinger e a emancipação das imagens». PÓS: Revista do Programa de Pós-graduação em Artes da EBA/UFMG: 55–67. ISSN 2238-2046. Consultado em 29 de junho de 2025 
  13. Cultural, Instituto Itaú. «Adiar a ordem». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  14. Cultural, Instituto Itaú. «Fullgás - artes visuais e anos 1980 no Brasil». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  15. Cultural, Instituto Itaú. «Fullgás - artes visuais e anos 1980 no Brasil». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  16. dasartes (16 de fevereiro de 2024). «CONTRATEMPO | CASA MUSEU EVA KLABIN». Dasartes. Consultado em 29 de junho de 2025 
  17. Cultural, Instituto Itaú. «Sobre os ombros de gigantes». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  18. Cultural, Instituto Itaú. «Ver-Ão». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  19. «Exposição celebra o legado e a carreira da carnavalesca Rosa Magalhães - Carnavalesco». 6 de fevereiro de 2019. Consultado em 7 de novembro de 2025 
  20. Cultural, Instituto Itaú. «Mulheres na Coleção MAR». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  21. Cultural, Instituto Itaú. «Hiatus: a Memória da Violência Ditatorial na América Latina». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  22. Cultural, Instituto Itaú. «Somos todos Clarice». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  23. Cultural, Instituto Itaú. «Contextos contemporâneos». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  24. Cultural, Instituto Itaú. «Há Escolas que São Gaiolas e Há Escolas que São Asas». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  25. Cultural, Instituto Itaú. «Decifrações». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  26. Cultural, Instituto Itaú. «Reverberação». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  27. Cultural, Instituto Itaú. «Tempo-Matéria». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  28. Cultural, Instituto Itaú. «9º Salão Nacional Victor Meirelles». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  29. Cultural, Instituto Itaú. «VER = LER». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  30. Cultural, Instituto Itaú. «10 Indicam 10». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  31. Cultural, Instituto Itaú. «Projeto UniversiArte». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  32. Cultural, Instituto Itaú. «Visível - Legível». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  33. Cultural, Instituto Itaú. «Images of Remembrance and Disappearance». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  34. a b Cultural, Instituto Itaú. «10º Universidarte». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  35. Cultural, Instituto Itaú. «12ª Mostra da Gravura de Curitiba: Marcas do Corpo, Dobras da Alma». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  36. Cultural, Instituto Itaú. «Investigações. Rumos Itaú Cultural Artes Visuais 1». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  37. Cultural, Instituto Itaú. «Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Arte Política: isto são outros 500». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  38. Cultural, Instituto Itaú. «Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Arte Política: isto são outros 500». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  39. Cultural, Instituto Itaú. «Mercoarte». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  40. Cultural, Instituto Itaú. «5º Salão da Bahia». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  41. Cultural, Instituto Itaú. «26 Artistas da 4ª Universidarte». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  42. Cultural, Instituto Itaú. «O Artista Pesquisador». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  43. Cultural, Instituto Itaú. «25º Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  44. Cultural, Instituto Itaú. «Arte na Obra». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  45. Cultural, Instituto Itaú. «Universidarte (4. : 1997 : Rio de Janeiro, RJ)». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  46. Cultural, Instituto Itaú. «Dialog: experiências alemãs». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  47. Cultural, Instituto Itaú. «Metrópole e Periferia». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  48. Cultural, Instituto Itaú. «Nove». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
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  50. Cultural, Instituto Itaú. «Xilogravura no Sesc (1994 : Rio de Janeiro, RJ)». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  51. Cultural, Instituto Itaú. «18º Salão Carioca de Arte». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  52. Cultural, Instituto Itaú. «17º Salão Carioca de Arte». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
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  55. Cultural, Instituto Itaú. «Projeto Macunaíma». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  56. Cultural, Instituto Itaú. «Novíssimos». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
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  60. Cultural, Instituto Itaú. «La Ruée Vers l'Art». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  61. Cultural, Instituto Itaú. «Première Biennale des Ecoles d'Art d'Europe». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
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  63. «Último fim de semana da exposição "Navio de Emigrantes" de Leila Danziger». Prêmio PIPA. 28 de março de 2019. Consultado em 29 de junho de 2025 
  64. MARTI, Silas (30 de janeiro de 2019). «Mostras criam paralelos entre navios negreiros e refugiados do Holocausto». Folha de São Paulo. Consultado em 29 de junho de 2025 
  65. Cultural, Instituto Itaú. «Ao sul do futuro». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
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  74. Cultural, Instituto Itaú. «Entre Ciel et Ruines». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 29 de junho de 2025 
  75. Claudio, Luiz (24 de outubro de 2023). «22ª Bienal Sesc_Videobrasil: professora do PPGARTES Leila Danziger é uma das artistas premiadas | PPGARTES / UERJ / Programa de Pós-Graduação em Artes / Brasil». Consultado em 29 de junho de 2025 
  76. «Confira os premiados da 22ª Bienal Sesc_Videobrasil». sh1.sendinblue.com. Consultado em 29 de junho de 2025