Ledol
Ledol
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| Nomes | |||||||||||||
| Nome IUPAC | 6β,11-Cyclo-1β,4α,5β-guaian-10α-ol | ||||||||||||
| Nome sistemático | (1aR,4R,4aS,7R,7aS,7bS)-1,1,4,7-Tetramethyldecahydro-1H-cyclopropa[e]azulen-4-ol | ||||||||||||
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| Página de dados suplementares | |||||||||||||
| Estrutura e propriedades | n, εr, etc. | ||||||||||||
| Dados termodinâmicos | Phase behaviour Solid, liquid, gas | ||||||||||||
| Dados espectrais | UV, IV, RMN, EM | ||||||||||||
| Exceto onde denotado, os dados referem-se a materiais sob condições normais de temperatura e pressão. Referências e avisos gerais sobre esta caixa. Alerta sobre risco à saúde. | |||||||||||||
Ledol é um composto sesquiterpeno venenoso que causa cólicas e outros distúrbios do aparelho digestivo, paralisia e delírio.[1] Os camponeses da região do Cáucaso usavam tradicionalmente plantas de rododendro para estimular alucinações em rituais xamânicos.[2] O ledol reside em óleos essenciais de certas plantas que quando esmagadas, os libertam naturalmente. Uma das espécies com concentração mais elevada desses óleos essenciais é o Rhododendron tomentosum; um arbusto de biomas frios.[3]
O termo ledol deriva da palavra grega ledos, que significa manto ou cobertura. Essa terminologia possivelmente advém da aparência "lanosa" da planta, que tem hastes semelhantes a cabelos saídos da flor.[4]
Usos Históricos e Tradicionais
O registo escrito mais antigo conhecido sobre a toxicidade da planta Rododendro data de 401 a.C. na China.[5] Apesar da sua toxicidade, as espécies de Rododendro têm sido documentadas em práticas medicinais tradicionais em múltiplas culturas, incluindo medicina tradicional chinesa, Ayurveda, ervanárias europeias, e norte-americanas.
Relatos sobre rododendros em todo o mundo descrevem inúmeros benefícios para a saúde e tratamento para diversas doenças.
O R. tomentosum é amplamente conhecido pelas suas diversas utilizações médicas, como o tratamento contra o reumatismo, tosse, gripes, reações alérgicas a picadas de insetos. Alguns nomes comuns incluem "chá do pântano", "chá de Labrador", e "alecrim do pântano".
Cientistas dedicaram estudos aprofundados em rebentos de R. tomentosum, devido à alta concentração de óleos essenciais, com potenciais fins antidiabéticos, antimicrobianos, e antioxidantes.[6]
Referências
- ↑ Anna Dampc et Maria Luczkiewicz (março 2013). «Rhododendron tomentosum (Ledum palustre). A review of traditional use based on current research» (em inglês). ScienceDirect Elsevier
- ↑ Steve Andrews, Steve; Rindsberg, Katrina (abril de 2001). Herbs of the Northern Shaman: A Guide to Mind-Altering Plants of the Northern Hemisphere. abril 2001 (em inglês). [S.l.]: Loompanics Unlimited. ISBN 1-55950-211-8. OCLC 780276732
- ↑ Dampc, Anna; Luczkiewicz, Maria (2015). «Labrador tea – the aromatic beverage and spice: a review of origin, processing and safety». Journal of the Science of Food and Agriculture. 95 (8). pp. 1577–1583. Bibcode:2015JSFA...95.1577D. PMID 25156477. doi:10.1002/jsfa.6889
- ↑ Dampc, Anna; Luczkiewicz, Maria (1 de março de 2013). «Rhododendron tomentosum (Ledum palustre). A review of traditional use based on current research». Fitoterapia. 85: 130–143. PMID 23352748. doi:10.1016/j.fitote.2013.01.013
- ↑ Popescu, Ruxandra; Kopp, Brigitte (2 de maio de 2013). «O género Rododendro: Uma revisão etnofarmacológica e toxicológica» (em inglês). 147 Journal of Ethnopharmacology ed. pp. 42–62. PMID 23454683. doi:10.1016/j.jep.2013.02.022
- ↑ Damp, Anna; Luczkiewicz, Maria (junho de 2015). «Chá de Labrador – a bebida aromática e especiaria: uma revisão da origem, processamento e segurança». Journal of the Science of Food and Agriculture (em inglês) 8 ed. pp. 1577–1583. PMID 25156477. doi:10.1002/jsfa.6889
