Ledol

Ledol
Nomes
Nome IUPAC 6β,11-Cyclo-1β,4α,5β-guaian-10α-ol
Nome sistemático (1aR,4R,4aS,7R,7aS,7bS)-1,1,4,7-Tetramethyldecahydro-1H-cyclopropa[e]azulen-4-ol
Identificadores
Número CAS 577-27-5
PubChem 92812
ChemSpider 83783
SMILES
 
  • C[C@@H]1CC[C@H]2[C@@H]1[C@H]3[C@H](C3(C)C)CC[C@@]2(C)O
InChI
 
  • InChI=1/C15H26O/c1-9-5-6-10-12(9)13-11(14(13,2)3)7-8-15(10,4)16/h9-13,16H,5-8H2,1-4H3/t9-,10+,11-,12-,13-,15-/m1/s1
    Key:AYXPYQRXGNDJFU-AOWZIMASBF
Propriedades
Fórmula química C15H26O
Massa molar 222.361 g mol-1
Página de dados suplementares
Estrutura e propriedades n, εr, etc.
Dados termodinâmicos Phase behaviour
Solid, liquid, gas
Dados espectrais UV, IV, RMN, EM
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão.

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

Ledol é um composto sesquiterpeno venenoso que causa cólicas e outros distúrbios do aparelho digestivo, paralisia e delírio.[1] Os camponeses da região do Cáucaso usavam tradicionalmente plantas de rododendro para estimular alucinações em rituais xamânicos.[2] O ledol reside em óleos essenciais de certas plantas que quando esmagadas, os libertam naturalmente. Uma das espécies com concentração mais elevada desses óleos essenciais é o Rhododendron tomentosum; um arbusto de biomas frios.[3]

O termo ledol deriva da palavra grega ledos, que significa manto ou cobertura. Essa terminologia possivelmente advém da aparência "lanosa" da planta, que tem hastes semelhantes a cabelos saídos da flor.[4]

Usos Históricos e Tradicionais

O registo escrito mais antigo conhecido sobre a toxicidade da planta Rododendro data de 401 a.C. na China.[5] Apesar da sua toxicidade, as espécies de Rododendro têm sido documentadas em práticas medicinais tradicionais em múltiplas culturas, incluindo medicina tradicional chinesa, Ayurveda, ervanárias europeias, e norte-americanas.

Relatos sobre rododendros em todo o mundo descrevem inúmeros benefícios para a saúde e tratamento para diversas doenças.

O R. tomentosum é amplamente conhecido pelas suas diversas utilizações médicas, como o tratamento contra o reumatismo, tosse, gripes, reações alérgicas a picadas de insetos. Alguns nomes comuns incluem "chá do pântano", "chá de Labrador", e "alecrim do pântano".

Cientistas dedicaram estudos aprofundados em rebentos de R. tomentosum, devido à alta concentração de óleos essenciais, com potenciais fins antidiabéticos, antimicrobianos, e antioxidantes.[6]

Referências

  1. Anna Dampc et Maria Luczkiewicz (março 2013). «Rhododendron tomentosum (Ledum palustre). A review of traditional use based on current research» (em inglês). ScienceDirect Elsevier 
  2. Steve Andrews, Steve; Rindsberg, Katrina (abril de 2001). Herbs of the Northern Shaman: A Guide to Mind-Altering Plants of the Northern Hemisphere. abril 2001 (em inglês). [S.l.]: Loompanics Unlimited. ISBN 1-55950-211-8. OCLC 780276732 
  3. Dampc, Anna; Luczkiewicz, Maria (2015). «Labrador tea – the aromatic beverage and spice: a review of origin, processing and safety». Journal of the Science of Food and Agriculture. 95 (8). pp. 1577–1583. Bibcode:2015JSFA...95.1577D. PMID 25156477. doi:10.1002/jsfa.6889 
  4. Dampc, Anna; Luczkiewicz, Maria (1 de março de 2013). «Rhododendron tomentosum (Ledum palustre). A review of traditional use based on current research». Fitoterapia. 85: 130–143. PMID 23352748. doi:10.1016/j.fitote.2013.01.013 
  5. Popescu, Ruxandra; Kopp, Brigitte (2 de maio de 2013). «O género Rododendro: Uma revisão etnofarmacológica e toxicológica» (em inglês). 147 Journal of Ethnopharmacology ed. pp. 42–62. PMID 23454683. doi:10.1016/j.jep.2013.02.022 
  6. Damp, Anna; Luczkiewicz, Maria (junho de 2015). «Chá de Labrador – a bebida aromática e especiaria: uma revisão da origem, processamento e segurança». Journal of the Science of Food and Agriculture (em inglês) 8 ed. pp. 1577–1583. PMID 25156477. doi:10.1002/jsfa.6889