122 Leadenhall Street

122 Leadenhall Street
Informações gerais
Nomes alternativosLeadenhall Building
The Cheesegrater
TipoEscritórios
Estilo dominante
ArquitetoRogers Stirk Harbour
+ Partners
EngenheiroArup
Início da construção2011
Fim da construçãojunho de 2013
Inauguraçãojulho de 2014
Proprietário(a)Oxford Properties
British Land
WebsitePágina oficial
Dimensões
Altura225 m
Andares48
Subsolos2
Área84 424 m²
Geografia
País Reino Unido
CidadeLondres, Inglaterra
Coordenadas🌍
Localização em Londres

122 Leadenhall Street, também conhecido como o Leadenhall Building, é um arranha-céu em Londres com 225 metros de altura. Foi inaugurado em julho de 2014 e foi projetado pela Rogers Stirk Harbour + Partners; é conhecido informalmente como "O Ralador de Queijo" ("The Cheesegrater") por causa de sua forma distinta, semelhante à do utensílio de cozinha homônimo. Com 225 metros, é um dos vários edifícios altos recentemente concluídos ou em construção no distrito financeiro da cidade de Londres, incluindo 20 Fenchurch Street, 22 Bishopsgate e The Scalpel. O local é adjacente ao Lloyd's Building, também projetado por Rogers, que é a atual sede do mercado de seguros Lloyd's de Londres.[1]

História

Antes da construção do edifício dos anos sessenta, o terreno foi usado como sede da Peninsular and Oriental Steam Navigation Company (P&O) por mais de um século. Desde 1840, a P&O tinha sua sede nos escritórios de Willcox & Anderson. No entanto, os negócios a leste do Golfo de Suez aumentaram no final da década de 1840, fazendo com que a empresa precisasse de mais espaço. Em novembro de 1845, a estalagem e hotel King's Arms, no número 122 da Leadenhall Street, foi colocada à venda. A P&O comprou-a por £7.250 e encomendou ao arquiteto Beachcroft o projeto de um novo edifício. O custo do novo edifício foi estimado em £8.000. Em março de 1848, a P&O mudou-se para o novo edifício.[2]

Em 1854, a P&O tentou, sem sucesso, comprar o edifício vizinho no número 121 da Leadenhall Street, mas conseguiu um contrato de arrendamento do seu proprietário. A empresa também obteve arrendamentos de 80 anos do St. Thomas's Hospital para os prédios residenciais nos números 123, 124 e 125 da Leadenhall Street, que foram demolidos para criar uma nova fachada para o número 122. O novo edifício forneceu mais espaço de escritórios, parte do qual foi alugado, e um pátio espaçoso.[2]

Em meados da década de 1960, a P&O precisava requalificar o terreno novamente para obter mais espaço de escritórios. Ao mesmo tempo, a Commercial Union Assurance Company planejava uma reurbanização de um terreno adjacente, na esquina com a St. Mary Axe. No entanto, devido a uma série de problemas que afetavam ambos os terrenos, especialmente o acesso inadequado ao terreno da Commercial Union e a largura limitada do terreno da P&O, não foi possível obter as permissões de planeamento que otimizariam a área necessária para ambas as empresas. Como resultado, as empresas decidiram participar de um projeto conjunto que envolveria o ajuste dos limites do terreno e a criação de um espaço aberto na intersecção da Leadenhall Street e da St. Mary Axe. Ambas as empresas teriam fachadas para este espaço e manteriam áreas equivalentes às contidas dentro dos limites originais.

Edifícios anteriores

O edifício de 1969 no número 122 da Leadenhall Street em uma fotografia em preto e branco tirada em 2007.

O edifício construído em 1969 no número 122 da Leadenhall Street tinha 54 metros de altura, com catorze andares e três subsolos.[3] Foi projetado pelos arquitetos Gollins Melvin Ward Partnership como um par com a sede da Commercial Union (agora chamada St. Helen's). Os dois edifícios possuem um núcleo central de concreto e andares suspensos que são sustentados por "cordas" de aço externas, penduradas em treliças no topo do edifício (e, no caso do No. 1 Undershaft, outra treliça central). É um exemplo de estrutura de tração; na época, foi considerado um dos edifícios de vidro mais complexos do Reino Unido. Os arquitetos reconheceram a influência de Mies van der Rohe. O edifício foi danificado substancialmente por uma bomba do IRA no início dos anos 1990 e precisou ser revestido novamente. Foi ocupado por várias empresas até novembro de 2006, incluindo o Italian International Bank e a Calyon.

Entre 2007 e 2008, este edifício foi demolido para permitir a construção do novo arranha-céu projetado por Richard Rogers. A demolição foi realizada pelo McGee Group Ltd, com a Bovis Lend Lease como gestores do projeto. O valor do contrato foi de £16 milhões. A primeira fase da demolição foi convencional: após garantir o terreno, os contratantes limparam o interior e realizaram uma pesquisa de amianto antes de demolir as estruturas baixas até o nível do pódio. Depois disso, a estrutura suspensa do edifício exigiu uma demolição não convencional, que consistiu em desmontar sucessivamente cada andar, do mais baixo ao mais alto. Para conseguir isso, os contratantes instalaram uma plataforma de trabalho que também atuava como barreira de segurança. Esta plataforma era elevada conforme cada andar de escritórios era removido. Quando todos os andares de escritórios e as treliças superiores foram removidos, o núcleo de concreto foi destensionado e demolido. Ao mesmo tempo, o subsolo de 25.000 m³ foi escorado e escavado. A demolição levou apenas dois anos para ser concluída.[4]

O Leadenhall Building

Projetado por Richard Rogers e desenvolvido pela British Land e Oxford Properties, o novo Leadenhall Building tem 225 metros de altura e 48 andares. Devido ao seu perfil característico em forma de cunha, ele ganhou o apelido de the Cheesegrater (o ralador de queijo),[5][6] nome originalmente dado a ele pelo diretor de planejamento da City of London Corporation, Peter Rees, que, ao ver um modelo do design, "disse a Richard Rogers que podia imaginar sua esposa usando-o para ralar parmesão."[7]

O edifício de 1969 em processo de demolição em 2007.

Em fevereiro de 2004, o pedido de permissão de construção foi apresentado à City of London Corporation, sendo aprovado em maio de 2005.[8] Em uma declaração à Bolsa de Londres em 14 de agosto de 2008, a British Land afirmou que estava adiando o projeto, que começaria em outubro de 2010.[9] Em 22 de dezembro de 2010, o desenvolvedor anunciou que o projeto estava avançando e que contratos para uma joint venture 50/50 com a Oxford Properties haviam sido assinados.[6]

A nova torre tem uma fachada inclinada de vidro em um lado que expõe os reforços de aço, juntamente com uma estrutura em forma de escada que ressalta a verticalidade do edifício. Também serve para ancorar a torre ao solo, dando uma impressão de solidez. Ao contrário de outros arranha-céus, que usam um núcleo de concreto para fornecer estabilidade, essa função é cumprida por uma superestrutura de aço, projetada pelos engenheiros da Arup, que é a mais alta do mundo. Na base, há um átrio de 30 m de altura aberto ao público, que amplia a praça adjacente. O lado plano do edifício também é revestido com vidro e abriga os serviços mecânicos, em particular os elevadores. Estes se tornaram um elemento arquitetônico semelhante aos do vizinho Lloyd's Building (exibem deliberadamente a maquinaria do elevador com contrapesos pintados de laranja brilhante e os motores dos elevadores). A principal desvantagem deste design incomum é a área de piso relativamente pequena para um arranha-céu de sua altura (84.424 m²). No entanto, espera-se que este design em forma de cunha tenha menos impacto na linha de visão protegida da Catedral de São Paulo a partir de Fleet Street e do oeste. A construção custou cerca de £286 milhões.[10]

Em julho de 2011, a British Land e a Oxford Properties anunciaram que a Laing O'Rourke seria a empreiteira principal das obras do novo Leadenhall Building. Em 2011, começou a construção dos andares do subsolo. Em dezembro de 2012, a estrutura de aço havia progredido até o quinto mega-andar, e esperava-se que o edifício fosse coroado em fevereiro ou março. A fachada de vidro também havia começado a ser instalada. Em junho de 2013, a estrutura de aço do edifício estava completamente concluída e a fachada de vidro cobria quase metade do edifício. A construção do edifício foi o tema de um episódio de fevereiro de 2014 da série documental Super Skyscrapers da rede de televisão americana PBS.[11]

Ocupantes

O edifício conseguiu atrair ocupantes, especialmente em comparação com o próximo The Pinnacle (paralisado) e a Heron Tower (construída). Em maio de 2011, foi anunciado que os dez andares mais baixos do Leadenhall Building haviam sido pré-alugados para a seguradora Aon, que transferiu sua sede mundial de Chicago para Londres.[12] A seguradora Amlin também assinou um contrato de arrendamento de vinte anos para os andares 18 a 24, juntamente com o andar mais alto (o 45º), a partir de março de 2015, totalizando 10.300 m² de escritórios.[13]

Referências

  1. Booth, Robert (13 de agosto de 2014). «Inside the Cheesegrater – London's latest skyscraper». The Guardian. Consultado em 18 de agosto de 2014 
  2. a b Freda Harcourt; Edward Harcourt, Sarah Palmer (2006). Flagships of Imperialism: the P&O Company and the politics of empire from its origins to 1867. [S.l.]: Manchester University Press. ISBN 0-7190-7393-6 
  3. «122 Leadenhall Street». Emporis. Cópia arquivada em 6 de abril de 2015 
  4. Estudo de caso McGee
  5. «Building 49 – The Leadenhall Building». SkyscraperNews.com. 11 de julho de 2007. Consultado em 3 de agosto de 2007. Cópia arquivada em 5 de agosto de 2007 
  6. a b «British Land and Oxford Properties Announce Completion of Joint Venture Agreement to Develop 610,000 sq ft Leadenhall Building». Consultado em 23 de setembro de 2011. Cópia arquivada em 25 de fevereiro de 2012 
  7. The Cheesegrater: Richard Rogers sprinkles the Square Mile | Art and design. The Guardian. Acesso em 2013-07-26.
  8. «Planning Applications». City of London. 04/00111/FULEIA. Consultado em 6 de dezembro de 2013 
  9. Hipwell, Deirdre (23 de outubro de 2010). «Canadians join British Land to build the 'Cheese Grater'». The Independent. London. Consultado em 23 de outubro de 2010. Cópia arquivada em 24 de outubro de 2010 
  10. E-architect: 122 Leadenhall Street
  11. Building the Future PBS. Acesso em: 2014-02-12.
  12. «British Land pre-lets 10 floors of office space to Aon in the Cheese Grater building». Consultado em 1 de março de 2015. Cópia arquivada em 23 de agosto de 2011 
  13. Insurer Amlin rents space in the Cheesegrater. Telegraph. Acesso em 2013-07-26.