Lata Mangeshkar
| Lata Mangeshkar | |
|---|---|
![]() Mangeshkar em 2008 | |
| Informações gerais | |
| Também conhecido(a) como | O Rouxinol da Índia, O Rainha da Melodia, A Voz de Bollywood, Lata Didi |
| Nascimento | 28 de setembro de 1929 Indore, Madhya Pradesh, Índia |
| Morte | 6 de fevereiro de 2022 (92 anos) Bombaim, Maarastra |
| Gênero(s) | Trilha sonora (Bollywood), Bhajans, Ghazal, Folk, Música clássica indiana |
| Instrumento(s) | voz |
| Período em atividade | 1942 - 2022 |
| Outras ocupações | Produtora, compositora, atriz |
| Afiliação(ões) | Asha Bhosle, Usha Mangeshkar, Mohammed Rafi, A. R. Rahman, Kishore Kumar, Udit Narayan, Yash Chopra. |
Lata Mangeshkar (marata: लता मंगेशकर) (Indore, 28 de setembro de 1929 — Bombaim, 6 de fevereiro de 2022)[1] foi uma cantora da Índia, conhecida por seu extenso trabalho em trilhas sonoras de filmes de Bollywood. É considerada uma das maiores e mais influentes cantoras do subcontinente indiano. Sua contribuição para a indústria musical indiana em uma carreira que abrangeu oito décadas lhe rendeu títulos honoríficos como "Rainha da Melodia",[2] e "O Rouxinol da Índia". [3]
Mangeshkar gravou canções em mais de trinta e seis línguas indianas e algumas línguas estrangeiras, embora principalmente em hindi, bengali e marathi. [4]
Em 2025, ocupou a 84º posição na lista dos 200 Maiores Cantores de Todos os Tempos" promovida pela revista americana de música Rolling Stone, que a descreveu como "um pilar da música pop indiana, com influência global difundida pelos filmes de Bollywood, cuja era de ouro ela definiu". [5]
Mangeshkar cantou mais de 5.000 canções em mais de 1.000 filmes de Bollywood e em línguas regionais, além de gravar álbuns devocionais e de música clássica. [6] Entre seus sucessos mais conhecidos, lista-se: Ajib Dastan Hai Yeh, Sheesha Ho Ya Dil Ho, Dil Deewana, Mehndi Laga Ke Rakhna, Leg Ja Gale, Ek Pyar Ka Nagma Hai, Aayega Aanewala, Mere Khwabon Mein, Didi Tera Devar Deewana, Ae Mere Watan Ke Logon, Pardesiya, Itna Na Mujhse Tu Pyar Badha, Jiya Jale.
O Governo da Índia a homenageou com o Bharat Ratna, a mais alta honraria de seu país. [7]
Em 2012, ela foi classificada em 10º lugar na pesquisa da Outlook India sobre os maiores indianos desde a independência, numa lista que constavam nomes como B. R. Ambedkar, Jawaharlal Nehru, Sachin Tendulkar, Madre Tereza, Indira Gandhi. [8]
Biografia
Primeiros anos
Mangeshkar nasceu em uma família tradicional Marathi e era a mais velha de cinco irmãos. Seu pai, Dinanath Mangeshkar, era uma personalidade famosa do teatro Marathi, frequentemente celebrado como Mestre Dinanath. Mangeshkar foi treinada desde os cinco anos de idade por seu pai, um discípulo da Gwalior Gharana (uma comunidade de artistas que compartilham um estilo musical distinto), e teve como professores mestres como Aman Ali Khan e Amanat Khan. [9].

Inicialmente a menina foi nomeada como "Hema", até, posteriormente, receber o nome de "Lata", inspirado na peça "Latika", que fazia parte do repertório teatral de seu pai.
Mangeshkar passou grande parte da infância cantando ao lado do pai em concertos. Dinanath faleceu em 1942, quando ela tinha 13 anos, e ela então teve de ajudar no sustento da mãe e dos quatro irmãos. Um amigo de seu pai, Master Vinayak, o dono da empresa cinematográfica Navyug Chitrapat e um amigo próximo da família Mangeshkar, cuidou deles. Ele a ajudou a iniciar uma carreira como cantora e atriz. [10]
Carreira
Década de 1940
Na década de 40, a indústria de Bollywood ainda estava em seus primórdios, então Mangeshkar teve que se concentrar primeiro na atuação, o que ela não gostava, pois as luzes e as pessoas dando ordens a deixavam desconfortável. Mangeshkar interpretou vários papéis pequenos em filmes Marathi. Em suas palavras: “Comecei como atriz. Mas eu nunca gostei de atuar.” [11]
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Após a morte de Vinayak em 1948, o diretor musical Ghulam Haider a orientou como cantora. Ele a apresentou ao produtor Sashadhar Mukherjee, que na época trabalhava no filme Shaheed (1948), mas Mukherjee descartou sua voz como "muito aguda". Irritado, Haider respondeu que nos anos seguintes produtores e diretores "se prostrariam aos pés de Lata" e "implorariam" para que ela cantasse em seus filmes. Haider lhe deu sua primeira grande oportunidade com a canção "Dil Mera Toda, Mujhe Kahin Ka Na Chhora" — letra de Nazim Panipati — no filme Majboor (1948), que se tornou seu primeiro grande sucesso no cinema. Em uma entrevista em seu 84º aniversário, em 2013, a própria cantora declarou: "Ghulam Haider é verdadeiramente meu padrinho. Ele foi o primeiro diretor musical que demonstrou total fé em meu talento." [12]
Mangeshkar alcançou fama nacional na Índia com a canção Aayega Aanewala (que significa "aquele que está destinado a vir, certamente virá"), gravada em 1949, ainda adolescente. A canção encantadora e dramática, que fez parte da trilha sonora do filme Mahal naquele mesmo ano, marcou o início de uma carreira notável, na qual interpretou obras de todos os principais compositores de trilhas sonoras da Índia. [13]
Nas décadas seguintes, Mangeshkar se tornaria a primeira e principal escolha para as partes musicais de todas as principais atrizes de Bollywood. Diretores musicais como Naushad Ali, Madan Mohan e SD Burman compuseram melodias especificamente para explorar o potencial de sua voz de soprano de ampla extensão.
Década de 1950
Durante a década de 50, Lata cantou muitas canções baseadas em raga para Naushad em filmes como Deedar (1951), Baiju Bawra (1952), Amar (1954), Uran Khatola (1955) e Mother India (1957), o primeiro filme indiano indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A trilha sonora deste último contou com a participação de suas três irmãs, Asha Bhosle, Meena Mangeshkar e Usha Mangeshkar. [14]

Em 1958, o Filmfare Award (premiação equivalente ao Oscar na Índia) instituiu a categoria de prêmio para "Melhor Cantor de Playback" pela primeira vez depois que Lata Mangeshkar se recusou a se apresentar durante a 3ª edição da premiação com a música "Rasik Balma Se Dil Kyon Lagaya" do filme Chori Chori e composta pela dupla Shankar-Jaikishan. No ano seguinte, Mangeshkar se tornou a primeira laureada deste prêmio pela canção "Aaja Re Pardesi", do filme "Madhumati". Prêmios separados para cantores masculinos e femininos foram introduzidos a partir de 1968.
Em 1971, a própria Lata Mangeshkar solicitou que seu nome fosse removido da competição, a fim de promover jovens talentos, um gesto muito incomum para uma grande artista indiana. [15] Até essa data, a cantora acumularia quatro (04) prêmios.
Década de 1960
Alguns de seus maiores sucessos viriam na década de 1960, tais como "Pyar Kiya To Darna Kya" do filme Mughal-e-Azam (1960), composta por Naushad e dublada por Madhubala numa das sequências mais caras da história do cinema hindu e mundial[16]; "Ajeeb Dastaan Hai Yeh", de Dil Apna Aur Preet Parai (1960), composta por Shankar – Jaikishan sob uma temática havaiana e dublada por Meena Kumari; e "Leg Ja Gale" de Woh Kaun Thi? (1964), dublado por Sadhna, a qual continua sendo uma das canções mais representativas do repertório da cantora, permanecendo uma das favoritas tanto da geração mais antiga quanto da mais jovem! [17]

Em 27 de janeiro de 1963, em meio à Guerra Sino-Indiana, Lata cantou a canção patriótica "Aye Mere Watan Ke Logo", que emocionou o então primeiro-ministro Jawaharlal Nehru às lágrimas. [18]
A década de 1960 também testemunhou o início de sua associação com Laxmikant-Pyarelal, a dupla de diretores musicais para os quais ela cantou alguma das músicas mais populares de sua carreira. A associação de Laxmikant-Pyarelal com Lata Mangeshkar se fortaleceu ao longo dos anos. Mais de 700 músicas foram gravadas como fruto da parceria da cantora com a dupla de compositores durante um período de 35 anos, muitas das quais se tornaram grandes sucessos.
Outros sucessos de Lata na década foram: "Jo Wada Kiya Wo", do filme Taj Mahal (1963), de composição de Roshan e Sahir Ludhianvi, canção premiada como Filmfare Awards de Melhor Letra; e "Aa Jaane Jaan", (Inteqam, 1969), uma das poucas canções de cabaré cantadas por Lata Mangeshkar, que preferia não se envolver com músicas do gênero. [19]
Na década de 1960, ela gravou duetos com Kishore Kumar , Mukesh, Manna Dey, Mahendra Kapoor e Mohammed Rafi.
Década de 1970
A partir da década de 1970, ela também realizou muitos concertos na Índia e no exterior, incluindo vários concertos beneficentes. Ela transformou a maneira como os concertos de música indiana eram percebidos no Ocidente. Em 1974, ela foi a primeira indiana a se apresentar com a Wren Orchestra no Royal Albert Hall.[20] Até então, os concertos de música de cinema eram eventos de canto e dança realizados em salões comunitários e faculdades, raramente levados a sério. Mangeshkar exigiu cantar apenas em salas de concerto convencionais, uma honra que até então era concedida apenas a músicos clássicos.
Em 1978, no filme Satyam Shivam Sundaram, dirigido por Raj Kapoor, ela cantou a música tema principal. De acordo com a filha de Kapoor, Ritu Nanda, em seu livro "Raj Kapoor", Lata Mangeshkar foi a inspiração por trás desse filme. Kappor é citado dizendo: "Imaginei a história de um homem apaixonado por uma mulher de aparência comum, mas com uma voz de ouro, e queria escalar Lata Mangeshkar para o papel". Lata, que inicialmente havia concordado em atuar no filme, posteriormente recusou a oferta. [21]
Década de 1980
Na década de 80, Lata começou a reduzir seu trabalho no cinema. Já agora ela trabalhava com os filhos dos compositores com os quais trabalhara noutros tempos e que seguiram os passos de seus pais, tais como Randhir Kapoor e Rajesh Roshan e Anu Malik.
De autoria da dupla Laxmikant-Pyarelal, gravou "Tere Mere Beech Mein" para o filme Ek Duuje Ke Liye, em um dueto com S. P. Balasubrahmanyam. A canção mais tarde foi sampleada pela cantora americana Britney Spears em seu hit de 2003 "Toxic". Uma fusão de ambas as canções foi apresentada durante o desfile da Victoria's Secret em 2025, tornando-se em um viral na internet e um dos pontos alto do evento.[22]
Em junho de 1985, Lata Mangeshkar realizou um show em Toronto, para arrecadar fundos para o United Way of Canada. Durante o evento, ela cantou pela primeira vez uma música em inglês, "You Needed Me", a pedido de Anne Murray, com o acompanhamento da orquestra de Toronto.[23]
A década de 80 também marcou a parceria com os compositores Shiv-Hari em filmes como Silsila (1981), Faasle (1985), Vijay (1988) e Chandni (1989) e Raamlaxman em Ustadi Ustad Se (1981), Bezubaan (1982), Woh Jo Hasina (1983), Ye Kesa Farz (1985) e Maine Pyar Kiya (1989). Tanto Chandni quanto Maine Pyar Kiya, ambos de 1989, foram as trilhas sonoras mais vendidas do ano e da década. [24]
São dessa década sucessos como: Sheesha Ho Ya Dil Ho (Asha, 1980), "Dekha Ek Khwab" (Silsila, 1981), "Zu Zu Zu Yashoda" (Sanjog, 1985), "Wada Na Tod" (Dil Tujhko Diya, 1987), "Mere Haathon Meine" (Chandni, 1989) e o mega sucesso "Dil Deewana" (Maine Pyar Kiya, 1989).
Década de 1990
Durante a década de 1990, Mangeshkar gravou com diretores musicais incluindo Anand–Milind , Nadeem-Shravan , Jatin–Lalit , Dilip Sen-Sameer Sen, Uttam Singh , Anu Malik , Aadesh Shrivastava e AR Rahman . Ela gravou algumas músicas não cinematográficas, incluindo ghazals com Jagjit Singh. Ela também cantou com Kumar Sanu, Amit Kumar, SP Balasubrahmanyam , Udit Narayan, Hariharan, Suresh Wadkar, Mohammed Aziz , Abhijeet Bhattacharya, Roop Kumar Rathod, Vinod Rathod, Gurdas Maan e Sonu Nigam. Também colaborou com Rhoma Irama em canções Dangdut em língua indonésia. [25][26][27]
Em 1990, ela lançou sua própria produtora de filmes hindi , que produziu o filme Lekin... dirigido por Gulzar . Ela ganhou seu terceiro Prêmio Nacional de Cinema de Melhor Cantora de Playback por cantar a maioria das músicas trilha sonora do filme, com destaque para "Yaara Seeli Seeli", composta por seu irmão Hridaynath .
A partir da década de 90, a cantora foi reduzindo gradativamente sua produção musical, colocando a voz apenas em materiais cuidadosamente selecionados. Fato que não impediu Lata de participar com destaque da trilha sonora dos filmes indianos de maior sucesso da década.

Em 1994, novamente sob a direção musical de Raamlaxman, gravou 11 das 14 canções que compunham a trilha sonora do fenômeno de bilheteria nacional Hum Aapke Hain Koun..!, com destaque para as canções "Maye Ni Maye" e para o mega hit "Didi Tera Devar Deewana", cuja demanda do público foi tanta que instigou a Filmfare a outorgá-la com um Prêmio Especial naquele ano (haja visto que o nome da cantora já não concorria mais à premiação desde a década de 70). [28]
No ano seguinte, Lata também forneceu vocais para a trilha sonora de Dilwale Dulhania Le Jayenge (1995), produzida pela dupla Jatin–Lalit, que renderam sucessos emblemáticos tais como os duetos: "Tujhe Dekha To" (com Kumar Sanu), "Ho Gaya Hai Tujhko para Pyar Sajna" e "Mehndi Laga Ke Rakhna", (ambos com Udit Narayan).O filme, assim como a trilha sonora, influenciaram bastante o a cultura pop indiana, chegando a atingir o recorde de filme Bollywoodiano com o maior tempo em cartaz.[29] [30]
Outros sucessos de Mangeshkar na década são "Dil To Pagal Hai" e "Are Re Are" (Dil To Pagal Hai, 1997); e "Jiya Jale" (Dil Se..., 1998), este último sob direção musical de A. R. Rahman, o prestigiado compositor indiano vencedor do dois Óscares, um grande fã da cantora. [31]
Ela cantou em quase todos os filmes de Yash Chopra e filmes de sua produtora Yash Raj Films naquela época, incluindo Lamhe (1991), Darr (1993), Yeh Dillagi (1994), Dilwale Dulhania Le Jayenge (1995), Dil To Pagal Hai (1997) e mais tarde em Mohabbatein (2000), Mujhse Dosti Karoge! (2002) e Veer-Zaara (2004). [32]
Em 1999, foi lançada a Lata Eau de Parfum, uma marca de perfumes com o seu nome. Ela também recebeu o Prêmio Zee Cine de Carreira no mesmo ano.
Em 1999, foi nomeada membro do Rajya Sabha, o Parlamento Indiano. No entanto, ela não comparecia às sessões do Rajya Sabha regularmente, atraindo críticas de vários membros da Casa, incluindo a vice-Presidente Najma Heptullah, Pranab Mukherjee e Shabana Azmi. Mangeshkar alegou problemas de saúde como motivo de sua ausência; também foi relatado que ela não recebeu salário, subsídio ou propriedade alguma em Delhi por ser membro do Parlamento.
Anos 2000 em diante
Em 2001, Mangeshkar foi agraciada com o Bharat Ratna , a mais alta honra civil da Índia.
No mesmo ano, ela fundou o Hospital Master Deenanath Mangeshkar em Pune , administrado pela Fundação Médica Lata Mangeshkar (fundada pela família Mangeshkar em outubro de 1989).
Em 28 de novembro de 2012, ela lançou sua própria gravadora, LM Music, com um álbum de bhajans , Swami Samarth Maha Mantra , composto por Mayuresh Pai. Ela cantou com sua irmã mais nova, Usha, no álbum.
Em 30 de março de 2019, Mangeshkar lançou a música "Saugandh Mujhe Is Mitti Ki", composta por Mayuresh Pai, em homenagem ao exército e à nação indiana.
Morte

Morreu em 6 de fevereiro de 2022, em Bombaim, com uma falência múltipla de órgãos após ficar internada por complicações da COVID-19.[33]
O Funeral da cantora ganhou status de funeral de estado. O governo indiano decretou dois dias de luto nacional pela morte do cantor. E a bandeira do país ficou hasteada a meio mastro por três dias.
Estrelas de Bollywood, incluindo Shah Rukh Khan e Aamir Khan, foram vistas no velório, ao lado da lenda do críquete Sachin Tendulkar. Várias celebridades e personalidades políticas do subcontinente asiático e da Europa também lamentaram a sua morte.[34].
Legado
Sua carreira começou em 1942, e até então somou participação em mais de 1000 filmes, cantando em mais de vinte línguas regionais da Índia, mas principalmente em hindi.
Uma grande admiradora da rainha da melodia do Paquistão, Noor Jehan, a quem considerava uma de suas inspirações, Mangeshkar trouxe um novo estilo característico de canto para a música de filmes indianos, afastando-se das performances no estilo mehfil para se adequar tanto a protagonistas femininas 'modernas' quanto 'tradicionais'. Com uma voz de soprano, porém com menos volume ou amplitude, ela tinha peso suficiente em sua voz para dar forma definida à melodia das canções de filmes indianos. Em entrevistas posteriores, ela disse que Noor Jehan a ouviu quando criança e lhe disse para praticar muito. As duas mantiveram contato por muitos anos. [35]
Sobre sua própria voz, Lata certa vez expressou: "Minha voz é um presente de Deus... aprendi a emocionar através da minha voz. Quando cantava uma canção de ninar, me tornava mãe; quando era uma música romântica, eu era uma amante."[36]
Lata é irmã de Asha Bhosle, Hridayanath Mangeshkar, Usha Mangeshkar e Meena Mangeshkar, todos cantores.

Ela foi a segunda cantora a receber o Bharat Ratna, a maior honra civil indiana.[37]
Lata Mangeshkar cantou através de gerações de atrizes no cinema hindi, de Madhubala (década de 40), passando por Nargis (década de 1950), Waheeda Rehman (década de 1960), Rekha (década de 1970), Madhuri Dixit (década de 1980), Kajol (década de 1990) e Preity Zinta (década de 2000).
Era admirada por cantores e produtores indianos tais como Alka Yagnik, Anuradha Paudwa, Kavita Krishnamurthy, Shreya Ghoshal, Sophie Choudry, A. R. Rahman, Adnan Sami e também pela própria irmã Asha Bhosle. Além de nomes ocidentais, como Anne Murray e Freddie Mercury.[38]
A cantora esteve no Guinness World Records de 1974 a 1991 por maior quantidade de gravações do mundo. Estimava-se que ela havia gravado pelo menos 25 mil canções entre 1948 e 1974, e 30 mil entre 1948 e 1987, de acordo com a versão de 1987. Entretanto, estimativas atuais estão na ordem de seis a sete mil canções.
Lata Mangeshkar nunca casou, nem teve filhos.
Prêmios
Honras e Prêmios do Governo da Índia
- 1969 - Padma Bhushan
- 1989 - Prêmio Dadasaheb Phalke
- 1999 - Padma Vibhushan
- 2001 - Bharat Ratna
- 2008 - "One Time Award for Lifetime Achievement"
Lata foi a primeira detentora deste prêmio. A categoria de "Melhor Cantor de Playback" foi introduzida em 1959, após Lata Mangeshkar se recusar em apresentar-se durante a premiação como forma de protesto contra a ausência de uma categoria especifica que premiasse os cantores de playback. Embora prêmios separados para cantores e cantoras tenham sido criados posteriormente, Lata Mangeshkar monopolizou o prêmio de melhor cantora de playback de 1959 a 1967. Em 1971, Lata fez o gesto incomum de renunciar ao prêmio Filmfare para promover novos talentos. A partir de então, seu nome não foi mais considerado para as categorias competitivas da premiação.
- 1959 - "Aaja Re Pardesi" de Madhumati
- 1963 - "Kahi Deep Jale Kahi Dil" de Bees Saal Baad
- 1966 - "Tumhi Mere Mandir Tumhi Meri Pooja" de Khandan
- 1970 - "Aap Mujhe Achhe Lagne Lage" de Jeene Ki Raah
- 1993 - Prêmio Filmfare pelo Conjunto da Obra
- 1994 - Prêmio Especial Filmfare por " Didi Tera Devar Deewana " de Hum Aapke Hain Koun..!
- 2004 - Prêmio Especial Filmfare, onde um troféu de ouro foi entregue por ocasião da comemoração dos 50 anos do Filmfare Awards.
National Film Awards
- 1972 - Melhor Cantora de Reprodução Feminina pelas canções do filme Parichay;
- 1974 - Melhor Cantora de Reprodução Feminina pelas canções do filme Kora Kagaz;
- 1990 - Melhor Cantora de Reprodução Feminina pelas canções do filme Lekin...
Doutorados Honórarios
- Maharaja Sayajirao University of Baroda (2005)[8]
- Shivaji University, Kolhapur, India
- Pune University, India
- Indira Kala Sangeet Vishwavidyalaya, Khairagarh, India[9][10]
- Fellow at Sangeet Natak Akademi in 1989
- Hyderabad University, India
- Universidade de Iorque (1995) [39]
- Baroda University
Outros Prêmios e Distinções
- 1980 - Recebeu a chave da cidade de Georgetown , Guiana.
- 1980 - Cidadania Honorária da República do Suriname
- 1985 - 9 de junho, declarado Dia da Ásia em homenagem à sua chegada a Toronto , Ontário, Canadá.
- 1987 - Cidadania Honorária dos Estados Unidos em Houston , Texas
- 1996 - Screen Award - Best Female Playback Singer por Hum Aapke Hain Koun..!
- 1998 - Lifetime Achievement Award by the South Indian Educational Society
- 1999 - NTR National Award
- 2000 - IIFA Lifetime Achievement Award
- 2004 - Living Legend Award by the Federation of Indian Chamber of Commerce and Industry (FICCI).[18]
- 2005 - Legend Honour by Sahara One Sangeet Awards [3]
- 2006 - Life Achievement Award by Merrill Lynch investment managers and Adora (India's second largest diamond exporter)
- 2010 - Knight of the Legion of Honour (French highest civilian award)
- 2010 - "Pride of India - Kala Saraswathi" Music Award.
Referências
- ↑ «Cantora Lata Mangeshkar, ícone da cultura indiana, morre aos 92 anos». G1. Consultado em 6 de fevereiro de 2022
- ↑ «Music show to celebrate birthday of melody queen» (em inglês). Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ «Morreu Lata Mangeshkar, a superestrela conhecida como "O Rouxinol da Índia"». Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ «Lata Mangeshkar: The Queen of Melody» (em inglês). Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ «The 200 Greatest Singers of All Time» (em inglês). Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ «Lata Mangeshkar, legendary Indian singer, dies aged 92» (em inglês). Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ Institucional. «Bharat Ratna Awardees». Governo da Índia. Consultado em 5 de março de 2012
- ↑ «A Measure of the Man». Outlook India (em inglês). Consultado em 25 de novembro de 2025
- ↑ «Lata Mangeshkar - Biography». Britannica (em inglês). Consultado em 24 de novembro de 2025
- ↑ «Lata Mangeshkar Obituary» (em inglês)
- ↑ «Lata Mangeshkar – Obituary» (em inglês). Consultado em 24 de novembro de 2025
- ↑ «Who is Lata Mangeshkar's Godfather?=inglês». Consultado em 24 de novembro de 2025
- ↑ «Lata Mangeshkar Obituary» (em inglês)
- ↑ Ak̲h̲tar, Jāvīd; Kabir, Nasreen Munni (24 de dezembro de 2002). Talking Films: Conversations on Hindi Cinema with Javed Akhtar (em inglês). [S.l.]: Oxford University Press
- ↑ «Filmfare Awards have lost their gleam over the years» (em inglês). Consultado em 24 de novembro de 2025
- ↑ «Is it sunset for Bollywood's magnificent 'sets'?» (em inglês). Consultado em 24 de novembro de 2025
- ↑ «Lata Mangeshkar birthday: The legendary singer lists her six favourite songs». Hindustan Times (em inglês). Consultado em 24 de novembro de 2025
- ↑ «The life and Times of Lata Mangeshkar». The Economic Times (em inglês). Consultado em 24 de novembro de 2025
- ↑ «Lataji's Personal Favourites» (em inglês). Consultado em 24 de novembro de 2025
- ↑ «Obituary Lata Mangeshkar, 'nightingale of Bollywood' dies at 92» (em inglês). Consultado em 24 de novembro de 2025
- ↑ «Raj Kapoor: The face behind the star». Hindustan Times (em inglês). Consultado em 25 de novembro de 2025
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- ↑ «When Lata Mangeshkar sang Grammy awardee, Anne Murray's song at her behest» (em inglês). Consultado em 25 de novembro de 2025
- ↑ «Audio tape producers ride crest of Bollywood's music boom, composers become stars». India Today (em inglês). Consultado em 24 de novembro de 2025
- ↑ «Lata Mangeshkar, Thank You For The Music». NDTV.com. Consultado em 24 de novembro de 2025
- ↑ «Lata Mangeshkar reacts to Jagjit Singh's death». Hindustan Times (em inglês). Consultado em 24 de novembro de 2025
- ↑ «RIPDidi: Uttam Singh remembers Lata Mangeshkar, 'Poore raaste hum log hansi-mazak karte jaate the'». Hindustan Times (em inglês). Consultado em 24 de novembro de 2025
- ↑ «#CatchFlashBack: Hum Aapke Hain Koun was so huge that these facts will blow your mind» (em inglês). Consultado em 25 de novembro de 2025
- ↑ «'We got DDLJ on Asha Bhosle's recommendation'» (em inglês). Consultado em 25 de novembro de 2025
- ↑ «Bollywood's longest-running movie gets big screen reprieve». CNN. Consultado em 25 de novembro de 2025
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- ↑ «Yash Chopra's muse Lata Mangeshkar missing from his next». Hindustan Times (em inglês). Consultado em 24 de novembro de 2025
- ↑ «Cantora Lata Mangeshkar, ícone da cultura indiana, morre aos 92 anos». G1. 6 de fevereiro de 2022. Consultado em 25 de novembro de 2025
- ↑ «India honors singer Lata Mangeshkar at state funeral, dead at 92» (em inglês). Consultado em 25 de novembro de 2025
- ↑ Khubchandani, Lata (2003). Gulzar; Govind Nihalani; Saibal Chatterjee, eds. Encyclopaedia of Hindi Cinema. [S.l.]: Popular Prakashan. pp. 486–487. ISBN 81-7991-066-0
- ↑ «Cantora Lata Mangeshkar, ícone da cultura indiana, morre aos 92 anos». G1. 6 de fevereiro de 2022. Consultado em 6 de fevereiro de 2022
- ↑ «Lata Mangeshkar given Bharat Ratna» (em inglês). The Hindu. 21 de março de 2001. Consultado em 29 de janeiro de 2009. Arquivado do original em 11 de agosto de 2010
- ↑ David Bret (1996). The Freddie Mercury Story: Living on the Edge (em inglês). [S.l.]: Robson Books. ISBN 1861050542
- ↑ «Honorary Degree Recipients». Consultado em 27 de novembro de 2025
Ligações externas
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