Lamento

Um lamento ou lamentação é uma expressão apaixonada de pesar, geralmente em forma de música, poesia ou canção. O pesar geralmente nasce do arrependimento ou luto. Os lamentos também podem ser expressos de forma verbal, na qual os participantes lamentam algo de que se arrependem ou alguém que perderam, e geralmente são acompanhados de gemidos e/ou choro.[1]
Os lamentos constituem algumas das formas mais antigas de composição e há estudiosos que os consideram um universal cultural ou pelo menos um gênero poético global.[2][3][4] Eram universalmente presentes na Antiguidade e também se encontram atualmente em diversas culturas.[5][2] Em muitas tradições orais, tanto antigas quanto modernas, o lamento tem sido um gênero geralmente executado por mulheres.[2][6]
História
Muitos dos poemas mais antigos e duradouros da história humana foram lamentos.[7] O Lamento pela Suméria e Ur remonta a pelo menos 4000 anos, à antiga Suméria, a primeira civilização urbana do mundo. Os lamentos estão presentes tanto na Ilíada quanto na Odisseia, e continuaram a ser cantados em elegíacos acompanhados pelo aulos na Grécia clássica e helenística.[8] Elementos de lamentações aparecem em Beowulf, nos Vedas hindus e em textos religiosos do Antigo Oriente Próximo. Eles estão incluídos nos Lamentos da Cidade mesopotâmicos, como o Lamento por Ur, e no Tanakh judaico, ou Antigo Testamento cristão.
O material do lamento, o "som do trauma", é tanto um elemento no Livro de Jó quanto no gênero de elegia pastoral, como "Adonais" de Shelley ou "Thyrsis" de Matthew Arnold.[9]
Pode-se categorizar o canto fúnebre com base no tipo de lamento que o origina: seja ele não profissional ou o lamento profissional, como aquele realizado pelas carpideiras. Lauri Honko afirmou: "Os cantos fúnebres são o gênero mais difundido e quase universal de poesia de lamento; aqueles que choram são, na maioria dos casos, mulheres". Na África e em outros continentes, essa atividade é tipicamente considerada feminina.[2]
Apesar dessa tendência nos estudos acadêmicos de atribuí-lo ao gênero feminino, tal olhar está sendo reconsiderado. Havia lamentos executados por exemplo pelos sacerdotes galas da Suméria; e há outros casos como os lamentos finais na líada e o lamento masculino na tragédia grega.[5]
O Livro das Lamentações ou Lamentações de Jeremias figura no Antigo Testamento. A Lamentação de Cristo (sob muitos termos bastante variados) é um tema comum da Vida de Cristo na arte, mostrando o corpo morto de Jesus sendo lamentado após a Crucificação. O próprio Jesus lamentou a queda iminente de Jerusalém quando ele e seus discípulos entraram na cidade antes de sua paixão.[10]
Um lamento no Livro das Lamentações ou nos Salmos, em particular nos Salmos de Lamentação/Queixa do Tanakh, pode ser visto como "um grito de necessidade em um contexto de crise quando Israel não tem os recursos para se defender".[11] Outra maneira de ver isso é ainda mais básica: lamentos são simplesmente "apelos por ajuda divina em aflição".[12] Esses lamentos também costumam ter um formato definido: um endereço a Deus, descrição do sofrimento/angústia da qual se busca alívio, uma petição por ajuda e libertação, uma maldição para com os inimigos, uma expressão da crença na inocência de alguém ou uma confissão da falta dela, um voto correspondente a uma resposta divina esperada e, por último, um cântico de agradecimento. Exemplos de um formato geral disso, tanto nos lamentos individuais quanto nos comunitários, podem ser vistos no Salmo 3 e no Salmo 44, respectivamente.[12]
Lamento no mundo clássico
O estudo acadêmico da lamentação na Antiguidade Clássica teve sua inauguração com a obra de Margaret Alexiou. O problema de se categorizar o lamento antigo continua sendo debatido, mas sua proposta de divisão básica é amplamente aceita: a de se dividir o tipo de lamento pelo objeto lamentado, seja ele pessoas falecidas, cidades ou heróis.[5]
Na Grécia e Roma Antiga, era comum o lamento ritual em funerais. Em Roma, as considerações e representações sobre o lamento na literatura se derivavam daquelas da cultura grega, mas lá a função do lamento ritual se diferia em relação ao contexto dos funerais gregos.[5]
Grécia Antiga
Realizado principalmente por mulheres durante a etapa de próthesis do enterro, o lamento ritual nos períodos Arcaico e Homérico era uma expressão ritualizada de emoção imbuída de elementos musicais. O lamento envolvia ações verbais e físicas, como cantar, lamentar, rasgar as roupas e bater no peito, todas as quais contribuíam para o som da lamentação. [13] Representações de lamento podem ser encontradas em vasos, placas funerárias e outros vestígios arqueológicos, onde as imagens das ações expressivas das mulheres contrastam com as poses mais estáticas dos homens.[14] A divisão de gênero da lamentação ritual reflete os papéis de gênero da época, em que as mulheres eram percebidas como mais propensas à emoção em contraste com os homens, que eram vistos como criaturas de logos.[15]
Nas eras Arcaica e Homérica, o lamento era entendido como dividido em duas partes distintas: gôos e thrënos. Movendo-se para o período Clássico, no entanto, gôos e thrënos eram frequentemente usados como sinônimos, particularmente na tragédia ateniense.[13] Mulheres lamentando apareceram em obras de trágicos bem conhecidos, como o lamento de Cassandra em Agamenon de Ésquilo, o lamento de Electra no Electra de Sófocles e o lamento de Hécuba nas Troianas de Eurípides. Os trágicos também desenvolveram outro gênero de lamento, kommos, que apareceu exclusivamente em tragédias.[13] O lamento ritual também inspirou poetas homens, que adotaram a prática em formas mais literárias. Lamentos escritos podiam ser dirigidos ao divino ou personalizados para um amigo próximo de um poeta.[16][17]
Lamento ritual em Atenas durante a era das leis de Sólon
O político ateniense Sólon impôs restrições à participação das mulheres em ritos funerários. As leis de Sólon estabeleceram limitações ao vestuário e ao comportamento das mulheres, controlando a maneira como elas eram autorizadas a aparecer em público em ocasiões funerárias. Suas leis também tiveram impacto nos procedimentos funerários em relação aos papéis das mulheres, pois ele proibiu a "laceração da carne pelas enlutadas", a "lamúria" e o uso de lamentações fixas.[18] Essas políticas poderiam ter sido feitas para lidar com o nível de ruído que acompanhava a etapa ritual de lamento dos funerais e para conter a extravagância dos ricos. No entanto, Plutarco comenta que as leis de Sólon relativas às mulheres pareciam, em geral, "muito absurdas". Ele expressou que as leis de Sólon eram bastante desfavoráveis às mulheres, usando exemplos como as políticas de Sólon sobre agressão sexual.[18] Interpretações modernas dessas mudanças comentam sobre o potencial disruptivo do lamento em um nível político. Em Atenas, onde a lógica e a racionalidade eram valorizadas, a natureza emocional do lamento não era vista com bons olhos pelos homens no poder.[19]
Lamento durante o Festival de Adonia
A conexão entre lamentação e feminilidade é evidente no festival ateniense de Adonia. Um evento realizado exclusivamente para mulheres, por mulheres, o principal objetivo deste festival era lamentar a morte de Adônis, o amante da deusa Afrodite. Durante este festival, as mulheres participavam de lamentações coletivas. As mulheres subiam aos telhados para realizar seu lamento e realizavam uma procissão nas ruas.[20] Em fragmentos da obra de Safo, aparece um lamento por Adônis. O trabalho de Safo dá uma visão sobre algumas das atividades que podem ter ocorrido durante este festival. Em seu poema, Safo convoca as mulheres a se envolverem em ações como "bater em seus seios" e "rasgar suas túnicas".[21] Essas ações são as mesmas atividades que as mulheres fariam em rituais de sepultamento. O poeta grego Bíon também escreveu um Lamento para Adônis. Seu poema registra os lamentos rituais de Adonia em hexâmetro, ao contrário de Safo, que escrevia em métrica lírica. Ao longo de seu lamento, ele faz referências frequentes a Afrodite, também conhecida pelo nome de Citera. Suas palavras demonstram a estreita associação entre Adônis e Afrodite.[22]
Referências à adonia são feitas na Lisístrata de Aristófanes. Na peça, os personagens masculinos expressam desgosto pela adonia, particularmente devido à natureza barulhenta do processo de lamentação. De fato, há nela uma cena onde as lamentações das mulheres celebrando o festival abafam as dos personagens masculinos que estão tentando realizar uma Assembleia.[23] Interpretações modernas deste festival se basearam na característica disruptiva da adonia para sugerir que o festival era uma forma de subversão. Primeiramente, a adonia não era apenas organizada estritamente por mulheres, mas também era uma celebração que não estava associada ao estado. A exclusão dos homens em todo o processo do festival demonstra a agência feminina. Além disso, durante a adonia, as mulheres atenienses tinham permissão para estar em público e fazer suas vozes serem ouvidas de maneira dramática. O festival permitiu às mulheres a oportunidade de criar um tipo de comunidade independente, bem como de apresentar suas vozes e corpos na esfera pública. Esperava-se que as mulheres atenienses permanecessem em casa, enquanto os homens eram os que se envolviam na política, nos negócios e na agricultura. Argumenta-se que as mulheres abraçavam este festival porque a adonia lhes permitia subverter os papéis de gênero de uma forma socialmente aceitável.[24]
Tipos de lamento musical
Havia três tipos. O gôos era executado pelas parentes próximas do falecido, o gôos era uma expressão espontânea de pesar. Envolvia lamentos, arrancar os cabelos, braços estendidos e bater no peito.[13]
O gôos era acompanhado pelo thrënos, que consistia em um canto fúnebre, geralmente executado por músicos contratados. Em comparação com o gôos, o thrënos era mais organizado e musicalmente refinado. O canto frequentemente continha louvores ao falecido.[13]
O kommos surgiu na era clássica no palco da tragédia ateniense. Assim como o lamento ritual, o kommos é encenado por personagens femininas em conjunto com os enlutados corais da peça, numa expressão de pesar dramático.[13]
Roma Antiga
Durante as procissões fúnebres, relatos apontam que as mulheres as seguiam com diversas expressões de lamento, como a violência ritual―batendo nos próprios peitos, arrancando cabelos e balançando as cabeças―e a ululação (eiulatio): sons repetitivos que envolviam até gritos agudos. Profissionais assalariadas para demonstrarem enlutamento―chamadas de préficas―também cantavam nênias acompanhadas de música de flautas, para além da ululação. Esse conjunto de intensa lamentação contribuía a estados alterados de consciência, como a dissociação e êxtase, os quais favoreciam as interpretações religiosas sobre os mortos.[25][26]
Idade Média e modernidade
No gênero dos miracula medievais, há vários relatos de mulheres em intensas manifestações de lamento.[27]

O lamento de uma heroína é um elemento convencional da ópera séria barroca, acompanhado geralmente apenas por cordas, em tetracordes descendentes.[28] Por causa de suas linhas melódicas cantabile plangentes, construção evocativamente livre, não estrófica e ritmo adágio, os lamentos operísticos permaneceram árias de soprano ou mezzo-soprano vividamente memoráveis, mesmo quando separados do pathos emocional de seus contextos operísticos. Um exemplo antigo é "Lasciatemi morire" de Ariadne, que é o único sobrevivente da perdida Arianna de Claudio Monteverdi. As óperas de Francesco Cavalli estenderam a fórmula do lamento, em numerosos exemplares, dos quais "Negatemi respiri" de Ciro é notável.[29]
Outros exemplos incluem o Lamento de Dido ("When I am laid in earth") (Henry Purcell, Dido e Eneias), " Lascia ch'io pianga" (George Frideric Handel, Rinaldo), "Caro mio ben" (Tomaso ou Giuseppe Giordani). O lamento continuou a representar um ponto alto musicodramático. No contexto da ópera bufa, o lamento da Condessa, " Dove sono", chega como uma surpresa para o público de As Bodas de Fígaro, de Wolfgang Amadeus Mozart, e no Barbeiro de Sevilha, de Gioachino Rossini, as palavras lamentosas de Rosina em seu aparente abandono são seguidas, não pela ária de lamento esperada, mas por um interlúdio orquestral vívido de música de tempestade. O lamento da heroína permaneceu uma constante na ópera romântica, e o monólogo do Marechal no ato 1 de Der Rosenkavalier pode ser entendido como um lamento psicológico penetrante.[30]
Na modernidade, os discursos sobre melancolia e trauma ocupam o lugar funcional que os lamentos rituais ocupam nas sociedades pré-modernas. Isso implica uma mudança do foco na comunidade e na convenção para a individualidade e a autenticidade.[31]
Lamentos escoceses
O lamento puramente instrumental é uma forma comum na música piobaireachd para as gaitas de fole escocesas . "MacCrimmon's Lament" data da revolta jacobita de 1745. Acredita-se que a melodia tenha sido escrita por Donald Ban MacCrimmon, flautista dos MacLeods de Dunvegan, que apoiavam os hanoverianos. Diz-se que Donald Ban, morto em Moy em 1746, recebera uma intimação de que ele não retornaria.[32]
Uma canção de ninar gaélica bem conhecida é "Griogal Cridhe" ("Amado Gregor"). Foi composta em 1570, após a execução de Gregor MacGregor pelos Campbells. A viúva, Marion Campbell, aflita, descreve o ocorrido enquanto canta para seu filho.[33]
"Cumhadh na Cloinne" ("Lamento pelas Crianças") é um pìobaireachd composto por Padruig Mór MacCrimmon no início da década de 1650. É geralmente considerado como baseado na perda de sete dos oito filhos de MacCrimmon em um ano para a varíola,[34][35] possivelmente trazida para Skye por um navio mercante espanhol. O poeta e escritor Angus Peter Campbell, citando o poeta Sorley MacLean, chamou-o de "uma das grandes glórias artísticas de toda a Europa".[36] A autora Bridget MacKenzie, em Piping Traditions of Argyll, sugere que se refere ao massacre dos MacLeods lutando contra as forças de Cromwell na Batalha de Worcester. Pode ter sido inspirado por ambos.[37]
Ver também
- Poema de morte
- Elegia
- Endecha – lamento galego, subgênero do planto
- Keening
- Kinah (plural: kinnot) – Kinnot são poemas hebraicos tradicionais recitados em Tisha B'Av lamentando a destruição do Primeiro e Segundo Templos e outras catástrofes históricas. (O termo "kiná" também aparece na Bíblia, referindo-se à lamentação).
- Mawwal, variante do Oriente Médio
- Trenodia
Referências
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Leitura adicional
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Ligações externas
Lamentos gregos (Thrênoi, Moirológia)
- Andrea Fishman, "Thrênoi to Moirológia: Female Voices of Solitude, Resistance, and Solidarity" Oral Tradition, 23/2 (2008): 267–295 Arquivado em 2019-10-12 no Wayback Machine
- Roderick Beaton, Folk Poetry of Modern Greece, Cambridge University Press, 2004
- Canto de lamento grego (Mοιρολόϊ – Moiroloi) de Mani, realizado em um funeral
- Canto de lamento grego (Mοιρολόϊ – Moiroloi) do Epiro, instrumental