Lagoa da Serra
Lagoa da Serra
Lagoa Bonita | |
|---|---|
![]() | |
| Localização | |
| Coordenadas | |
| País | Brasil |
| Estado | Tocantins |
| Município | Rio da Conceição |
| Bairro | Zona rural |
| Características | |
| Tipo | lagoa |
| Profundidade média | 2 m |
![]() Lagoa da Serra |
|
| Localização da Lagoa da Conceição | |
A Lagoa da Serra, também conhecida como Lagoa Bonita, é um corpo d’água localizado na zona rural do município tocantinense de Rio da Conceição, na região turística das Serras Gerais, distante cerca de 26 quilômetros do centro da cidade.[1][2][3] A denominação decorre da vista para uma grande estrutura serrana ao fundo da paisagem.[4]
Trata-se de um atrativo natural conhecido por suas águas cristalinas e paisagem preservada, inserido nos limites da Estação Ecológica Serra Geral, uma unidade de conservação destinada à proteção do cerrado.[1][5] A Lagoa da Serra é considerada um dos atrativos com maior potencial turístico da região.[3]
Localização
A Lagoa da Serra está localizada a cerca de 26 quilômetros do centro da cidade de Rio da Conceição,[nota 1] na zona rural do município, precisamente nas coordenadas 11°18'51" de latitude sul e 46°42'33" de longitude oeste.[7][3] Está inserida nos limites da Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, uma unidade de conservação federal destinada à proteção da biodiversidade do cerrado.[5]
Características
.jpg)
O espelho d'água possui uma extensão de aproximadamente 300 metros de largura por 600 de comprimento, em uma área campestre de 50 hectares.[8] A Lagoa da Serra, assim como as demais corpos aquáticos presentes nas Serras Gerais, é formada por afloramento de águas subterrâneas e alimentada por lençóis freáticos.[9]
O volume da lagoa é variável conforme o período chuvoso.[9] Suas águas são límpidas, com profundidade média de dois metros.[8] O atrativo é circundado por formações de campo limpo e cerrado rupestre, além de mata de galeria ao longo de seus efluentes. A Lagoa da Serra está situada na bacia do Rio Manuel Alves da Natividade, e sua formação está associada à presença de depressões geológicas que favorecem a ressurgência e o acúmulo de água.[10]
O relevo predominante na área é composto por coberturas meta-sedimentares do São Francisco/Tocantins, também chamados de Patamares do São Francisco/Tocantins. As formações vão de levemente onduladas a onduladas.[11]
Ecologia
A região na qual está situada a Lagoa da Serra abriga uma rica diversidade de espécies vegetais e animais, compondo um dos mosaicos ecológicos mais preservados do cerrado brasileiro.[12] Inventários florísticos realizados na Estação Ecológica registraram diversas espécies de plantas, incluindo espécies endêmicas e ameaçadas, sendo a maioria dos gêneros Byrsonima, Miconia, Myrcia, Erythroxilum e Andira.[13]
Em termos faunísticos, a área é habitat de cerca de 450 espécies de vertebrados terrestres, entre elas o lobo-guará, o tamanduá-bandeira e a onça-pintada. A avifauna local é diversa, com destaque para espécies como a ema, o papagaio-galego e a maria-corruíra. Também são comuns nas lagoas espécies de anfíbios que se reproduzem em águas temporárias e permanentes.[14]
Turismo
A Lagoa da Serra é considerada um dos atrativos com maior potencial turístico da região das Serras Gerais, que também abriga montanhas, mirantes e formações rochosas, além de paredões com inscrições rupestres e algumas cavernas.[7][3] As águas são propícias para banho e prática de stand up padle.[4]
O alagadiço está inserido em uma propriedade privada, que cobra taxa para ingresso de visitantes. O acesso é feito por estrada não pavimentada, composta unicamente por areia, oferecendo dificuldade para tráfego de veículos baixos. Por essa razão, é preferível a utilização de veículos com tração 4x4 para chegar ao local. Algumas empresas oferecem visitas guiadas, o que pode facilitar o acesso.[3]
O fluxo de turistas acontece durante todo o ano, sendo intensificado nos períodos de julho a setembro, período de estiagem no Tocantins.[15] O público médio até 2023 foi de mil pessoas por mês, com pico no mês de julho daquele ano (três mil pessoas).[8] Os visitantes são, em sua maioria, oriundos dos municípios do entorno, mas registra-se um aumento progressivo de turistas de outros estados do país.[3]
Cultura popular
Algumas pessoas atribuem ao atrativo a propriedade de curar doenças, fenômeno esse não abordado por trabalhos científicos.[1]
Problemas ambientais
Dentre os problemas ambientais presentes na Lagoa da Serra, destacam-se as queimadas, que acontecem frequentemente.[16][17] Os incêndios que ocorrem na região eliminam a cobertura vegetal das áreas às margens dos cursos d'água, deixando o solo exposto à ação erosiva, ocasionando no transporte de sedimento para o interior das lagoas, assoreando-as. Isso faz com que os reservatórios naturais percam a capacidade de armazenamento de água.[18]
Notas e referências
Notas
- ↑ A cidade de Rio da Conceição fica a 249 km da capital do Tocantins, Palmas.[6]
Referências
- ↑ a b c «Com promessa de cura, lagoa 'milagrosa' atrai visitantes no TO». G1. 24 de junho de 2016. Consultado em 14 de julho de 2025. Cópia arquivada em 2 de maio de 2018
- ↑ Oliveira, Mariana (12 de julho de 2016). «Tocantins tem novo mapa turístico». Ministério do Turismo. Consultado em 14 de julho de 2025. Cópia arquivada em 14 de julho de 2025
- ↑ a b c d e f Tocantins, Estado do (2019). «Plano de Desenvolvimento Integrado de Turismo Sustentável: Proposta Final do PDITS para as Serras Gerais» (PDF). Central de Arquivos do Tocantins. Consultado em 14 de julho de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 14 de julho de 2025
- ↑ a b Sectur. «Lagoa da Serra». Plataforma Integrada de Turismo - PIT. Consultado em 14 de julho de 2025. Cópia arquivada em 14 de julho de 2025
- ↑ a b Brasil (28 de setembro de 2001). «Decreto de 27 de Setembro de 2021: Cria a Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, nos Estados do Tocantins e da Bahia, e dá outras providências.». Ministério da Casa Civil. Consultado em 14 de julho de 2025. Cópia arquivada em 18 de abril de 2025
- ↑ «Tabelas de distâncias de Palmas aos municípios do Tocantins» (PDF). Central de Arquivos do Tocantins. Consultado em 2 de julho de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 2 de julho de 2025
- ↑ a b Araújo, Wherbert (10 de outubro de 2017). «Região das Serras Gerais se destaca como o novo destino ecoturístico do Tocantins». to.gov.br. Consultado em 14 de julho de 2025. Cópia arquivada em 14 de julho de 2025
- ↑ a b c D'Angelo, Zuleide (25 de setembro de 2023). «Lagoa da Serra, um atrativo de águas cristalinas no Tocantins que garante paz em meio à simplicidade». AF Notícias. Consultado em 14 de julho de 2025. Cópia arquivada em 14 de julho de 2025
- ↑ a b ICMBio 2014, p. 183.
- ↑ ICMBio 2014, p. 60-63.
- ↑ «Unidades de Conservação no Brasil: ESEC Serra Geral do Tocantins». Unidades de Conservação do Brasil. Instituto Socioambiental. Consultado em 14 de julho de 2025. Cópia arquivada em 14 de julho de 2025
- ↑ ICMBio 2014, p. 61.
- ↑ ICMBio 2014, p. 216.
- ↑ ICMBio 2014, p. 250-261.
- ↑ Nunes, Brener (27 de agosto de 2024). «População precisa ficar atenta ao período de estiagem no Tocantins; Veja quais cuidados!». Gazeta do Cerrado. Consultado em 14 de julho de 2025. Cópia arquivada em 14 de julho de 2025
- ↑ Girão, Arthur (5 de setembro de 2024). «Famoso ponto turístico do Tocantins é atingido por incêndio e visitantes precisam sair às pressas». G1. Consultado em 14 de julho de 2025. Cópia arquivada em 14 de julho de 2025
- ↑ Limão, José A. (5 de setembro de 2024). «Incêndio atinge principal ponto turístico do Tocantins». Metrópoles. Consultado em 14 de julho de 2025. Cópia arquivada em 14 de julho de 2025
- ↑ Cristo & Robaina 2014, p. 113.
Bibliografia
- ICMBio (2014). «Plano de Manejo para a Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins (EESGT)» (PDF). ICMBio (publicado em 16 de outubro de 2014). Diário Oficial da União (200). 575 páginas. ISSN 1677-7042. Consultado em 14 de julho de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 14 de julho de 2025
- Cristo, Sandro S. V. de; Robaina, Luis E. de S. (2014). «Caracterização da Rede Hidrográfica na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, Estados do Tocantins e Bahia». UFSM. Geografia Ensino & Pesquisa. 18 (3): 103-116. ISSN 2236-4994. doi:10.5902/2236499414729. Consultado em 14 de julho de 2025. Cópia arquivada em 17 de dezembro de 2023

