Labiby Madi

Labiby Madi

Labiby na sua colação de grau, em 1931.
Nascimento 29 de abril de 1903
São Paulo , Brasil
Morte 1970 (67 anos)
São Paulo, Brasil
Ocupação Atriz
Advogada
Escritora
Atividade 1950-1960 (como atriz)

Labiby Madi (São Paulo, 29 de abril de 1903 - idem, 1970) foi uma atriz, advogada e escritora brasileira. Foi uma das primeiras mulheres a obter o grau de bacharela em Direito pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo, tendo colado grau em 7 de setembro de 1931.[1] Foi proeminente atriz de cinema, tendo integrado o elenco da Companhia Cinematográfica Vera Cruz e da Atlântida Cinematográfica.

Carreira

Bacharela em Direito pelo Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, na Turma 100, atuou como advogada por vários anos[2]. Em 1932 liderou a Frente Única da Mulher Brasileira[1].

Iniciou sua carreira artística na década de 1950. Em 1951, integrou o elenco da montagem de A Dama das Camélias, do Teatro Brasileiro de Comédia, protagonizada por Cacilda Becker e Maurício Barroso[3]. Ainda na companhia de Cacilda Becker, participou da peça A Filha de Iório, em 1954.

Em 1957, atuou na peça O Comício e no filme Osso, Amor e Papagaios, sendo, em ambas as produções, o par romântico de Jaime Costa. Ao lado de Dercy Gonçalves, participou das montagens de Vinde Ensaboar os Vossos Pecados e Dona Violante Miranda, esta última também adaptada para o cinema em 1960, produção da qual igualmente fez parte.

Já em cinema estreou em 1952, numa pequena participação em Tico-tico no Fubá. No mesmo ano ainda fez pontas em Sai da Frente e Nadando em Dinheiro, ambos com Mazzaropi. Destacou-se em cinema nos filmes Sinhá Moça (1953), Candinho (1954), Osso, Amor e Papagaios (1957) e Uma Certa Lucrécia (1957).

Foi apoiadora da Revolução Constitucionalista de 1932, engajando-se em favor de seu estado natal.[4].

Filmografia

Cinema

Ano Título Personagem Direção
1952 Tico-tico no Fubá Mulher no casamento Adolfo Celi
Sai da Frente Moradora do Beco do Conforto Abílio Pereira de Almeida
Nadando em Dinheiro Vizinha de Isidoro
1953 A Família Lero-Lero Alberto Pieralisi
Esquina da Ilusão Antonieta[5] Ruggero Jacobbi
Sinhá Moça Dona Osória[6] Tom Payne
Uma Pulga na Balança Advogada Luciano Salce
1954 A Outra Face do Homem J. B. Tanko
Candinho Dona Hermione Abílio Pereira de Almeida
1957 Osso, Amor e Papagaios Dona Eudóxia [7] Carlos Alberto e César Memolo Jr.
Uma Certa Lucrécia Madame Trejoly Fernando de Barros
1958 Chofer de Praça Dona Eponina Milton Amaral
1960 Dona Violante Miranda Dona Gaby[8] Fernando de Barros

Teatro

Ano Título Direção
1951 A Dama das Camélias Luciano Salce[3]
1954 A Filha de Iório Ruggero Jacobbi[9]
1957 O Comício [7]
1958 Vinde Ensaboar os Vossos Pecados Leo Jusi[10]
Dona Violante Miranda [11]

Obras

Romance

  • No Limiar da Vida (1952)

Teatro

  • Ali Babá e os 40 Ladrões (1942, adaptação)

Conferências

  • As Três Irmãs (1932)
  • A Mulher (1932)

Referências

  1. a b «Antigos Alunos». arcadas.org.br. Consultado em 30 de janeiro de 2026 
  2. «A educação da mulher desde o berço». memoria.bn.gov.br. A Gazeta. 14 de setembro de 1931. Consultado em 30 de janeiro de 2026 
  3. a b «A Dama das Camélias». enciclopedia.itaucultural.org.br. Consultado em 30 de janeiro de 2026 
  4. «A doutora Lailiby Madi e os voluntarios da Faculdade de Direito». memoria.bn.gov.br. A Gazeta. 15 de julho de 1932. Consultado em 30 de janeiro de 2026 
  5. «Esquina da Ilusão». memoria.bn.gov.br. Correio Paulistano. 14 de junho de 1953. Consultado em 30 de janeiro de 2026 
  6. «"Sinhá Moça", um momento da campanha abolicionista». memoria.bn.gov.br. Correio Paulistano. 16 de dezembro de 1952. Consultado em 30 de janeiro de 2026 
  7. a b «O Comício». memoria.bn.gov.br. Diario da Noite (São Paulo). 9 de janeiro de 1957. Consultado em 30 de janeiro de 2026 
  8. «Dona Violante Miranda». Cinemateca Brasileira. Consultado em 30 de janeiro de 2026 
  9. «A Filha de Iório». enciclopedia.itaucultural.org.br. Consultado em 30 de janeiro de 2026 
  10. «Vinde Ensaboar os Vossos Pecados». memoria.bn.gov.br. O Jornal. 16 de julho de 1958. Consultado em 30 de janeiro de 2026 
  11. «Dona Violante Miranda». memoria.bn.gov.br. Diario da Noite (São Paulo). 10 de abril de 1958. Consultado em 30 de janeiro de 2026 

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