La Grande Encyclopédie

La Grande Encyclopédie
inventário razoado das ciências, das letras e das artes, por uma sociedade de sábios e de gente de letras
La Grande Encyclopédie

La Grande Encyclopédie (título completo: La Grande Encyclopédie: inventaire raisonné des sciences, des lettres, et des arts, par une société de savants et de gens de lettres) é uma enciclopédia de 31 volumes publicada na França de 1886 a 1902 por Henri Lamirault, e posteriormente pela Société anonyme de la grande encyclopédie.

Descrição

O projeto foi lançado por F.-Camille Dreyfus, que foi o secretário-geral de redação para os primeiros 18 volumes. Os 13 volumes seguintes foram dirigidos por Marcellin Berthelot.[1] Além de Dreyfus e Berthelot, havia outros 11 responsáveis de seção, nomeadamente o grande orientalista Hartwig Derenbourg. A maioria dos artigos são assinados e incluem uma bibliografia. Entre os cerca de 230 colaboradores do primeiro volume, destacam-se os nomes de Lucien Herr, Ferdinand Brunetière, Gustave Lanson e Rémy de Gourmont.

La Grande Encyclopédie pretende ser uma obra aberta sobre as ciências contemporâneas. Seus autores desejavam que ela fosse uma atualização da Encyclopédie de Diderot. Ela pretende ser imparcial. Na verdade, numerosos artigos apresentam-se como testemunhos preciosos da segunda parte do século XIX (defesa e ilustração do positivismo, educação laica, desenvolvimento das ciências...). O prefácio enuncia claramente o espírito que anima esta obra:

Citação: A França, apesar de tentativas numerosas das quais algumas foram, em seu tempo, coroadas de sucesso, ainda não possui uma grande obra enciclopédica, popular e contudo ao corrente dos mais recentes progressos da ciência moderna.... A Grande Encyclopédie é uma obra de alta vulgarização. Ela se propõe a constatar o estado atual da ciência moderna, a levantar o inventário dos conhecimentos humanos em nossa época. Alheia às querelas do dia, resolvida a não ser uma obra de combate, a Grande Encyclopédie não tem e não pode ter outra regra que a imparcialidade da ciência. [...] Ela expõe os fatos com uma escrupulosa exatidão, as teorias diversas ou contraditórias com imparcialidade: cabe ao leitor comparar e concluir.

Esses objetivos foram atingidos, a julgar pelos elogios que esta obra atraiu. Segundo Robert Collison, "O resultado é notável: artigos assinados que fazem autoridade, bibliografias aprofundadas, material biográfico de primeira ordem. As definições de termos científicos e técnicos são extremamente cuidadas. Mesmo que uma boa parte desta enciclopédia esteja agora datada, ela permanece uma importante fonte de informações sobre muitos assuntos".[2] Lucien Febvre observa por sua vez: "Não se vulgarizava, na Grande Encyclopédie; distribuía-se, propagava-se o saber, o que é totalmente diferente. E por isso a empresa merecia levar o nome glorioso de enciclopédia".[3]

Os 31 volumes, com aproximadamente 1 200 páginas cada, contêm cerca de 200 000 artigos, 15 000 ilustrações e 200 mapas.

De acordo com o catálogo da biblioteca do Congresso, os volumes foram publicados durante os anos: 1-2: 1886, 3-4: 1887, 4: 1887, 5-6: 1888, 7-8: 1889, 8: 1889, 9-11: 1890, 12-13: 1891, 14-16: 1892, 17-18: 1893, 19-20: 1894, 21: 1895, 22: 1896, 23: 1898, 24-26: 1899, 27-8: 1900, 29-30: 1901, 31: 1902.

Em 1902, foi escrito no Journal général de l'imprimerie et de la librairie:

Citação: La Grande Encyclopédie acaba de concluir sua publicação, e seus 31 volumes constituem o inventário mais bem documentado que já apareceu sobre o estado das ciências, das artes e das letras no início do século XX.[4]

Referências

  1. Robert Collison (1964). Encyclopædias: their history throughout the ages (em inglês). Nova Iorque: Hafner. p. 194 .
  2. Collison 1964.
  3. Lucien Febvre, "Enciclopédia e enciclopédias", Enciclopédia francesa, tomo XVIII, Paris, Société de gestion de l'encyclopédie française, 1939, p. 18.24-9.
  4. «?». Journal général de l'imprimerie et de la librairie (91, parte 3). 1902 

Ligações externas