Língua chaná

O chaná (em chaná: lántek, que significa 'fala' ou 'língua'; de lan, "língua" e tek, um sufixo comunicativo)[1] é uma das línguas charruanas, falada pelo povo chaná no que é hoje a Argentina e o Uruguai ao longo dos rios Uruguai e Paraná nas margens do Rio da Prata.[2][3] Era falado pelos chanás desde os tempos pré-colombianos na vasta região que hoje fica entre a província de Entre Ríos, Argentina e Uruguai, e os rios Uruguai e Paraná Guazú. Segundo narrativas recentes da memória oral,[4] em tempos remotos habitavam territórios ao redor da atual margem brasileira do Rio Uruguai. Mais tarde, eles migraram deste local ao longo dos rios Uruguai e Paraná, da foz do rio Iguaçu e do rio Paraguai até a localização atual de Assunção.[5] Hoje, há apenas uma pessoa que fala Chaná, Blas Wilfredo Omar Jaime, e antes de descobrir que era o último falante, ele não usava Chaná há muitas décadas, o que erodiu a memória dele a respeito da língua. A UNESCO reconhece-a como uma língua viva, mas também como “extremamente ameaçada” por ter apenas um falante nativo.[6] A Câmara dos Deputados da Província de Entre Ríos reconheceu recentemente a necessidade de o governo reconhecer e proteger a língua.
Referências
- ↑ «Chaná - Biblioteca Digital Curt Nimuendajú». www.etnolinguistica.org. Consultado em 6 de dezembro de 2018
- ↑ Alcoba, Natalie (13 de janeiro de 2024). «This Language Was Long Believed Extinct. Then One Man Spoke Up.». The New York Times
- ↑ Loukotka, Čestmír (1968). «Classification of South American Indian Languages»
. Los Ángeles. UCLA Latin American Center
- ↑ JAIME, Blas Wilfredo Omar (4 de agosto de 2017). «Conservar la cultura, Blas Jaime». inicio (em espanhol). Consultado em 23 de setembro de 2018
- ↑ «Blas el chaná». Nación Charrua Artiguista y Originaria (em espanhol). 30 de janeiro de 2013. Consultado em 23 de setembro de 2018
- ↑ «UNESCO Atlas of the World's Languages in danger». www.unesco.org. Consultado em 2 de outubro de 2024