Kimbanguismo

Igreja de Jesus Cristo sobre a Terra pelo seu enviado especial Simon Kimbangu
Bandeira da E.J.C.S.K. (detalhes podem variar de congregação em congregação)
OrientaçãoNovo movimento religioso
FundadorSimon Kimbangu
Origem6 de abril de 1921 (104 anos)
 Congo Belga
SedeNkamba,  República Democrática do Congo
Número de membros~20 milhões[1]

A Igreja de Jesus Cristo sobre a Terra pelo seu enviado especial Simon Kimbangu (em francês: Église de Jésus Christ sur la Terre par son envoyé spécial Simon Kimbangu, E.J.C.S.K.), vulgo Igreja Kimbanguista, é uma religião cristã fundada por Simon Kimbangu no então Congo Belga, atual República Democrática do Congo.[2][3] Atualmente, a filosofia kimbanguista é uma prática religiosa de maior dimensão e proporções consideráveis, de caráter independente, sendo estimada uma adesão de aproximadamente 5,5 milhões de crentes, distribuídos sobretudo no Congo países vizinhos, e aos cinco continentes do mundo.[2][4] É considerada a unica igreja de origem africana a ter se expandido no mundo inteiro.

Kimbanguistas em Portugal festejam o Natal no dia 25 de maio de 2013 em um subúrbio de Lisboa.

A Igreja Kimbanguista foi fundada aos 6 de abril de 1921 por Simon Kimbangu, autodeclarado “profeta de Deus”. Simon Kimbangu nasceu no dia 12 de Setembro de 1887 em Nkamba, começou com a sua missão, que lhe foi incumbida por Jesus Cristo, em 6 de abril de 1921 em Nkamba, por curar uma mulher que vivia há anos com dor de cabeça, chamada Kiantondu. Antes de Simon Kimbangu curar Kiantondu, já havia orientado a sua esposa a fim de tocar o sino, que simboliza o inicio da igreja Kintuadi, atualmente igreja kimbanguista.

Simon Kimbangu era casado com Maria Mwuilu Kiawanga e tiveram três filhos: Kisolokele Lukelo Daniel Charles, nascido em Nkamba em 12 de fevereiro de 1914 e falecido em 17 de Março de 1992; Dialungana Kiangani Salomon, nascido em Nkamba em 25 de maio de 1916, que para os kimbanguistas é Jesus Cristo na sua segunda vinda, e falecido em 16 de agosto de 2001 em Nkamba; e Diangenda Kuntima Joseph, nascido em Nkamba em 22 de março de 1918 e falecido em 8 de julho de 1992.

Simon Kimbangu começou o seu trabalho em 6 de abril de 1921 e, em 3 de Outubro de 1921, foi julgado e condenado a prisão perpétua, tendo cumprido 30 anos de prisão. Enquanto estava em clandestinidade, a sua esposa tomava a conta da obra até 27 de abril de 1959, quando Maria Mwuilu Kiawanga faleceu, e deixou a obra aos três filhos. Estes deram continuidade à obra, até 2001, com a morte do Dialungana Kiangani Salomon, data em que a obra se entrega nas mãos dos 26 netos do Simon Kimbangu.

Referências

  1. Brissman, I.; Linjamaa, P.; Makeeff, T.T. (2024). Handbook of Rituals in Contemporary Studies of Religion: Exploring Ritual Creativity in the Footsteps of Anne-Christine Hornborg. Col: Brill Handbooks on Contemporary Religion. [S.l.]: Brill. p. 294. ISBN 978-90-04-69220-6. Consultado em 26 de setembro de 2024 
  2. a b Marie-Louise Martin (1976). An African Prophet and His Church. [S.l.]: Eerdmans Publishing Company. 198 páginas. ISBN 0-8028-3483-3 
  3. Filipe Carreira da Silva (2008). Itinerários: a investigação nos 25 anos do ICS. [S.l.: s.n.] ISBN 9726712246 
  4. Ana Maria de Oliveira (1994). Elementos simbólicos do Kimbanguismo. [S.l.]: Missão de Cooperação Francesa Cultura. 106 páginas